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Estruturas semelhantes a embriões cultivadas em uma incubadora em vez de um útero1 podem levar a melhores tratamentos para infertilidade2 e uma série de outras condições médicas. Neste novo estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores desenvolveram embriões sintéticos feitos de células-tronco3 de camundongos, que foram persuadidos a desenvolver os primórdios de um cérebro4 e de um coração5 pulsante enquanto cresciam em laboratório. O resultado é uma estrutura semelhante a um embrião que é a mais próxima de um embrião em desenvolvimento natural no útero1. A técnica pode levar a avanços na criação de tecidos e órgãos para transplante e um dia ser usada como tratamento de fertilidade para pessoas que não conseguem produzir espermatozoides6 ou óvulos. Os resultados demonstram a capacidade de auto-organização das células-tronco3 embrionárias e de dois tipos de células-tronco3 extraembrionárias para reconstituir o desenvolvimento de mamíferos através e além da gastrulação para neurulação e organogênese precoce.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
3 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
6 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
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A combinação de aspirina, um inibidor da ECA e uma estatina em uma única “polipílula” melhorou os resultados cardiovasculares na prevenção secundária em comparação com a prescrição dos medicamentos separadamente, mostrou o estudo randomizado1 SECURE, publicado no The New England Journal of Medicine. A polipílula reduziu o risco composto primário de morte cardiovascular, infarto2 agudo3 do miocárdio4 tipo 1 não fatal, acidente vascular cerebral5 isquêmico6 não fatal e revascularização urgente em 24% em relação aos cuidados usuais, com uma taxa de 9,5% versus 12,7%, respectivamente. Observar apenas os desfechos secundários sem revascularização também favoreceu a polipílula (8,2% vs 11,7%). Os pesquisadores atribuíram as diferenças a uma melhor adesão levando a uma maior exposição antiplaquetária. O estudo concluiu que o tratamento com uma polipílula contendo aspirina, ramipril e atorvastatina dentro de 6 meses após o infarto do miocárdio7 resultou em um risco significativamente menor de eventos cardiovasculares adversos maiores do que o tratamento usual.
1 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
3 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
4 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
5 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
6 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
7 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
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Idosos com cardiopatia atrial, mesmo antes do desenvolvimento dos sintomas1, podem ter um risco até 35% maior de demência2, sugere uma nova pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association. A cardiopatia atrial, caracterizada por tamanho e função anormais do átrio esquerdo3, tem sido associada a um risco aumentado de acidente vascular cerebral4 e fibrilação atrial, e porque tanto AVC quanto fibrilação atrial estão associados a um risco aumentado de demência2, foi importante investigar se a cardiopatia atrial está ligada à demência2. Se esse fosse o caso, segundo os pesquisadores, a próxima questão seria se essa ligação é independente da fibrilação atrial e do AVC, e a nova pesquisa sugere que sim. O estudo demonstrou que a cardiopatia atrial foi significativamente associada a um risco aumentado de demência2, com apenas uma pequena porcentagem de mediação do efeito por fibrilação atrial ou acidente vascular cerebral4.
1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Átrio Esquerdo: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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Aumentar os níveis do neurotransmissor norepinefrina com atomoxetina, um medicamento para TDAH reaproveitado, pode ser capaz de parar o progresso da neurodegeneração em pessoas com sinais1 precoces da doença de Alzheimer2, sugere um estudo publicado na revista científica Brain. Este é um dos primeiros estudos clínicos publicados a mostrar um efeito significativo na proteína Tau, que forma emaranhados neurofibrilares3 no cérebro4 na doença de Alzheimer2. Em 39 pessoas com comprometimento cognitivo5 leve, seis meses de tratamento com atomoxetina reduziram os níveis de Tau no líquido cefalorraquidiano6 dos participantes do estudo e normalizaram outros marcadores de neuroinflamação. Em resumo, o tratamento com atomoxetina foi seguro, bem tolerado e atingiu o engajamento do alvo na doença de Alzheimer2 prodrômica. Um estudo mais aprofundado da atomoxetina é necessário para reaproveitar o medicamento para retardar a progressão da doença de Alzheimer2.
1 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Emaranhados Neurofibrilares: Estruturas anormais (localizadas em várias partes do cérebro) compostas por arranjos densos de filamentos helicoidais pareados (neurofilamentos e microtúbulos). Estes empilhamentos helicoidais (duplas hélices) de subunidades transversas, apresentam-se em filamentos (semelhantes a fitas retorcidas para a esquerda) que provavelmente incorporam as seguintes proteínas
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
6 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
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Vídeos gravados utilizando smartphone podem oferecer uma opção de triagem não invasiva para AVC, de acordo com um estudo publicado no Journal of the American Heart Association. A análise de movimento de vídeo gravado em um smartphone detectou com precisão artérias1 estreitadas no pescoço2, que são um fator de risco3 para acidente vascular cerebral4. Segundo os autores, a análise de vídeo gravado em um smartphone é não invasiva e fácil de realizar, portanto, pode oferecer uma oportunidade para aumentar a triagem. O estudo usou ampliação de movimento e análise de pixels para detectar as mudanças mínimas nas características do pulso na superfície da pele5 capturadas em uma gravação de vídeo feita com smartphone. O melhor valor de corte dos valores de discrepância derivados da análise de movimento baseada em vídeo para triagem de estenose6 da artéria7 carótida foi de 5,1, com sensibilidade de 87% e especificidade de 87%. A precisão diagnóstica foi consistentemente alta em diferentes subgrupos de sujeitos.
1 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
2 Pescoço:
3 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
5 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
6 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
7 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
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O ensaio clínico ISCHEMIA randomizou participantes com doença coronariana1 crônica para receberem terapia médica direcionada por diretrizes com ou sem angiografia2 e revascularização. Este estudo, publicado no Journal of the American College of Cardiology, examinou a associação da não adesão com os resultados do estado de saúde3. Mais de 1 em cada 4 participantes relataram não adesão à medicação, o que foi associado a pior estado de saúde3 nas estratégias de tratamento conservadora e invasiva no início e em 12 meses. Estratégias para melhorar a adesão à medicação são necessárias para melhorar os resultados do estado de saúde3 na doença coronariana1 crônica, independentemente da estratégia de tratamento.
1 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
2 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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A suplementação1 de ácido fólico na pré-concepção2 tem sido sugerida para proteger contra doença cardíaca congênita3, mas a associação entre folato de glóbulos vermelhos materno, o biomarcador padrão ouro de exposição ao folato, e risco subsequente de cardiopatia congênita3 da prole necessita maiores estudos. Neste estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, foi demonstrado que o folato de glóbulos vermelhos materno mais alto está associado à redução do risco de doença cardíaca congênita3 na prole. Para a prevenção primária de cardiopatia congênita3, níveis de folato de glóbulos vermelhos mais altos do que os atualmente recomendados para a prevenção de defeitos do tubo neural4 podem ser necessários e justificam mais estudos.
1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Concepção: O início da gravidez.
3 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
4 Tubo neural: Estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas: romboencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo.
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Um aplicativo de telefone celular que combina ruído branco, terapia ativa baseada em jogos e aconselhamento pode ajudar a “reconectar” o cérebro1 para aliviar os sintomas2 do zumbido no ouvido3, ou tinnitus4, sugere uma nova pesquisa publicada na revista científica Frontiers in Neurology. Em um estudo controlado randomizado5, os resultados em 12 semanas mostraram que pacientes com zumbido relataram reduções clinicamente significativas nas classificações de aborrecimento, incapacidade de ignorar, desconforto e volume após o uso de um protótipo de aplicativo politerapêutico digital que se concentra no alívio, relaxamento e retreinamento focado na atenção. Além disso, as melhorias para esses pacientes foram significativamente maiores do que para o grupo controle, que utilizaram um aplicativo de ruído branco comum. Os pesquisadores chamaram os resultados de “promissores” para uma condição que não tem cura e há poucos tratamentos bem-sucedidos.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Zumbido no ouvido: Pode ser descrito como um som parecido com campainhas no ouvido ou outros barulhos dentro da cabeça que são percebidos na ausência de qualquer fonte de barulho externa.
4 Tinnitus: Pode ser descrito como um som parecido com campainhas no ouvido ou outros barulhos dentro da cabeça que são percebidos na ausência de qualquer fonte de barulho externa.
5 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
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As variantes genéticas que aumentam o risco de doença o fazem exercendo efeitos sobre o RNA. Variantes podem alterar a quantidade de RNA produzida a partir de um determinado gene. Eles podem alterar a própria sequência de RNA transcrita, levando a alterações na sequência de aminoácidos da proteína codificada ou em quanto do RNA é removido por meio de “splicing” antes de ser traduzido em proteína. Finalmente, as variantes podem influenciar se as moléculas de RNA sofrem edição de RNA de A para I — um processo no qual uma subunidade de RNA é alterada de adenosina (A) para inosina (I). Em novo estudo publicado na revista Nature, pesquisadores apresentam uma análise abrangente dos efeitos de variantes genéticas na edição de RNA A-para-I. O trabalho fornece novos conhecimentos sobre os mecanismos pelos quais as variantes genéticas medeiam o risco de algumas doenças relacionadas ao sistema imunológico1, implicando a edição e detecção de RNA de fita dupla celular como um mecanismo anteriormente subestimado de doenças inflamatórias comuns.
1 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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As evidências que ligam a doença renal1 crônica à hemorragia2 intracerebral espontânea são inconclusivas devido à possível confusão por comorbidades3 que frequentemente coexistem em pacientes com essas duas doenças. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Neurology, foi determinar se existe associação entre doença renal1 crônica e o risco de hemorragia2 intracerebral. Neste estudo de 3 estágios que combinou análises observacionais e genéticas entre os participantes inscritos em 2 grandes estudos observacionais com diferentes características e desenhos de estudo, a doença renal1 crônica foi consistentemente associada a maior risco de hemorragia2 intracerebral. Análises de randomização mendeliana sugerem que essa associação foi causal. Mais estudos são necessários para identificar as vias biológicas específicas que medeiam essa associação.
1 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
2 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
3 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
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