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Tirzepatida, antidiabético com ação dual sobre GIP e GLP-1, se mostrou superior à semaglutida para redução da HbA1c no diabetes tipo 2

Tirzepatida, antidiabético com ação dual sobre GIP e GLP-1, se mostrou superior à semaglutida para redução da HbA1c no diabetes tipo 2

A tirzepatida é um antidiabético de ação dual por atuar como um agonista1 no receptor do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose2 (GIP) e no receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon3 (GLP-1), que está em desenvolvimento para o tratamento do diabetes tipo 24. Em um ensaio clínico de adultos com diabetes tipo 24, publicado no The New England Journal of Medicine, a tirzepatida em todas as doses (5 mg, 10 mg e 15 mg) foi não inferior – e ainda se mostrou superior – na redução dos níveis de hemoglobina glicada5 ao longo de 40 semanas, quando comparada à semaglutida injetável.
1 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
2 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
3 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
- 28/07/2021
Terapia com imatinibe para pacientes com diabetes tipo 1 de início recente pode oferecer um novo meio de alterar o curso da doença

Terapia com imatinibe para pacientes com diabetes tipo 1 de início recente pode oferecer um novo meio de alterar o curso da doença

O diabetes tipo 11 resulta da destruição autoimune2 de células3 β. O inibidor da tirosina4 quinase imatinibe pode afetar as vias imunológicas e metabólicas relevantes, e estudos pré-clínicos mostram que ele reverte e previne o diabetes5. Neste estudo, publicado pelo The Lancet Diabetes5 & Endocrinology, um curso de 26 semanas com imatinibe preservou a função das células3 β em 12 meses em adultos com diabetes tipo 11 de início recente. Dessa forma, o imatinibe pode oferecer um novo meio de alterar o curso do diabetes tipo 11. Considerações futuras são definir a dose ideal e a duração da terapia, entre outras avaliações; no entanto, é necessário um monitoramento cuidadoso para possíveis toxicidades.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Tirosina: É um dos aminoácidos polares, sem carga elétrica, que compõem as proteínas, caracterizado pela cadeia lateral curta na qual está presente um anel aromático e um grupamento hidroxila.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
- 28/07/2021
Nova forma de diálise hepática pode ajudar pessoas com falha na recuperação do órgão

Nova forma de diálise hepática pode ajudar pessoas com falha na recuperação do órgão

Pessoas com insuficiência hepática1 podem, no futuro, ser capazes de se recuperar conectando-se a um equipamento de diálise2 para limpar o sangue3 de toxinas4. A ideia é semelhante à diálise2 renal5, quando as pessoas com insuficiência renal6 vão regularmente a uma clínica ou hospital para limpar o sangue3 dos resíduos normalmente removidos pelos rins7. Um novo dispositivo de diálise2 do fígado8 para pacientes9 com insuficiência hepática1 aguda sobre crônica (IHAC), chamado DIALIVE, se mostrou seguro em comparação com o tratamento padrão, de acordo com os resultados de um pequeno estudo, apresentado no Congresso Internacional do Fígado8 de 2021, com resumo publicado no Journal of Hepatology. O estudo mostrou que o DIALIVE é seguro e aumenta significativamente a proporção de pacientes com resolução da insuficiência hepática1 crônica agudizada enquanto reduz o tempo de resolução.
1 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
2 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
4 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
6 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
7 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
8 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
9 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
- 27/07/2021
Implante inflável injetado na coluna vertebral pode aliviar a dor crônica através de estimulação minimamente invasiva da medula espinhal

Implante inflável injetado na coluna vertebral pode aliviar a dor crônica através de estimulação minimamente invasiva da medula espinhal

A estimulação da medula espinhal1 para controlar a dor crônica no corpo, braços ou pernas não é nova, mas sua eficácia foi prejudicada por questões de praticidade. Agora, pesquisadores desenvolveram um dispositivo inflável que necessitaria apenas de uma cirurgia mínima sob anestesia2 local para ser implantado. O minúsculo implante3 inflável que pode ser injetado na coluna vertebral4 pode fornecer alívio a longo prazo da dor crônica. Ele age emitindo cargas elétricas que sinalizam ao cérebro5 para parar de perceber a dor. O estudo descrevendo o desenvolvimento deste dispositivo foi publicado na revista Science Advances, e abre caminho para dispositivos bioeletrônicos de mudança de forma que oferecem uma grande área para detecção ou estimulação, mas são implantados em pacientes percutaneamente de forma minimamente invasiva.
1 Medula Espinhal:
2 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
3 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
4 Coluna vertebral:
5 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
- 29/07/2021
Estudo identifica associação entre história de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia durante a primeira gravidez e incidência de câncer

Estudo identifica associação entre história de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia durante a primeira gravidez e incidência de câncer

A ocorrência de pré-eclâmpsia1 ou eclâmpsia2 durante a primeira gravidez3 está associada a um risco futuro de câncer4? Neste estudo de coorte5, publicado pelo JAMA Network Open, síndromes mielodisplásicas ou doenças mieloproliferativas6 e câncer4 renal7 foram mais comuns entre mulheres que tiveram pré-eclâmpsia1 ou eclâmpsia2 durante a primeira gravidez3, enquanto o câncer4 de mama8 e o câncer4 cervical foram menos comuns. As descobertas do estudo sugerem que pode haver uma associação fisiopatológica entre pré-eclâmpsia1 ou eclâmpsia2 durante a primeira gravidez3 e a incidência9 dessas patologias.
1 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
2 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
6 Doenças mieloproliferativas: São desordens clonais de células estaminárias ( stem cells ) hematopoiéticas caracterizadas pela proliferação de uma ou de mais linhagens mieloides (granulocítica, eritroide e/ou megacariocítica) na medula óssea.
7 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
8 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
9 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
- 23/07/2021

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