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Aspirina diária não ajuda na prevenção de fraturas em idosos e aumenta o risco de quedas graves em 17%

Aspirina diária não ajuda na prevenção de fraturas em idosos e aumenta o risco de quedas graves em 17%

A aspirina em baixa dose não reduziu os riscos de fratura1 em idosos saudáveis, mas foi associada a um risco aumentado de quedas graves, mostrou um subestudo do estudo randomizado2 ASPREE, publicado no JAMA Internal Medicine. Durante um acompanhamento médio de 4,6 anos, não houve diferença no risco de primeira fratura1 entre os participantes que tomavam aspirina 100 mg por dia e os que tomavam placebo3, mas a aspirina foi associada a um maior risco de quedas graves, que foram 17% mais frequentes. Os resultados não mudaram após o ajuste para covariáveis conhecidas por influenciar o risco de fratura1 e queda. A falha da aspirina em baixa dose em reduzir o risco de fraturas enquanto aumenta o risco de quedas graves aumenta a evidência de que esse agente oferece poucos benefícios favoráveis em uma população saudável de idosos.
1 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
Alta contagem de plaquetas está associada ao aumento do risco de câncer

Alta contagem de plaquetas está associada ao aumento do risco de câncer

Indivíduos com câncer1 geralmente têm uma contagem elevada de plaquetas2 no momento do diagnóstico3. A extensão em que uma contagem elevada de plaquetas2 é um indicador de câncer1 não é clara. O objetivo deste estudo, publicado pelo JAMA Network Open, foi avaliar a associação de uma contagem elevada de plaquetas2 com um diagnóstico3 de câncer1. Os resultados mostraram que uma contagem muito alta de plaquetas2 foi associada a cânceres de cólon4, pulmão5, ovário6 e estômago7. Assim, o estudo concluiu que uma contagem elevada de plaquetas2 foi associada ao aumento do risco de câncer1 em vários locais. Esses achados sugerem que uma plaquetose poderia servir como um marcador para a presença de alguns tipos de câncer1.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Cólon:
5 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
6 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
7 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
FDA aprova o teplizumabe, primeiro medicamento para retardar o início do diabetes tipo 1

FDA aprova o teplizumabe, primeiro medicamento para retardar o início do diabetes tipo 1

O anticorpo1 anti-CD3 teplizumabe (Tzield) se tornou o primeiro medicamento indicado para retardar a progressão do diabetes tipo 12, anunciou a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos. Em um estudo em andamento, o medicamento atrasou o início do diabetes tipo 12 em crianças e adultos em quase três anos, em comparação com um placebo3. Visando o processo autoimune4 subjacente do diabetes tipo 12, em vez de apenas fornecer controle metabólico, o teplizumabe é aprovado para adultos e pacientes pediátricos de 8 anos ou mais com diabetes tipo 12 em estágio 2 que desejam retardar o início do estágio 3, a condição irreversível quando as células5 produtoras de insulina6 perdem a capacidade de manter o controle glicêmico normal.
1 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
Psilocibina reduz os sintomas na depressão resistente ao tratamento

Psilocibina reduz os sintomas na depressão resistente ao tratamento

Em um novo estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, uma dose única de 25 mg de psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos mágicos, teve um efeito significativo na redução dos sintomas1 de depressão em pessoas que até agora não se beneficiaram do tratamento, mostraram os resultados. Entre participantes com depressão resistente ao tratamento, a psilocibina em uma dose única de 25 mg, mas não de 10 mg, reduziu os escores de depressão significativamente mais do que uma dose de 1 mg durante um período de 3 semanas, mas foi associada a efeitos adversos. Ensaios maiores e mais longos, incluindo comparação com tratamentos existentes, são necessários para determinar a eficácia e segurança da psilocibina para esse distúrbio.
1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
Mesmo o hipertireoidismo subclínico pode enfraquecer os ossos

Mesmo o hipertireoidismo subclínico pode enfraquecer os ossos

O hipertireoidismo1 subclínico pode ser um fator de risco2 independente para fraturas, segundo um estudo de coorte3 baseado na comunidade, publicado no JAMA Network Open. Adultos com níveis suprimidos de tireotropina, mas tiroxina livre normal, tiveram maior risco de fratura4. Na análise de quase 11.000 indivíduos de meia-idade, ter hipertireoidismo1 subclínico foi associado a um risco 34% maior de fratura4 subsequente em comparação com aqueles com eutireoidismo durante um acompanhamento médio de 21 anos. Comparado com aqueles com níveis normais de tireotropina e tiroxina livre, no entanto, o risco de fratura4 não foi associado ao hipotireoidismo5 subclínico. Os locais de fratura4 mais comuns foram quadril (14,1%) e coluna vertebral6 (13,8%). Hospitalizações relacionadas a fraturas também foram muito mais comuns entre aqueles com níveis de tireotropina abaixo de 0,56 mIU/L.
1 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
2 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
3 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
4 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
5 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
6 Coluna vertebral:

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