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Períodos curtos de uso de corticosteroide oral foram associados a eventos adversos potencialmente graves em crianças

Períodos curtos de uso de corticosteroide oral foram associados a eventos adversos potencialmente graves em crianças

Existem danos potenciais associados a períodos curtos de uso de corticosteroides orais (definidos como o uso de corticosteroides orais por 14 dias ou menos) em crianças? Este estudo, publicado pelo JAMA Pediatrics, sugere que períodos curtos de uso de corticosteroides, que são comumente prescritos para crianças com condições respiratórias e alérgicas, estão associados a um risco 1,4 a 2,2 vezes maior de sangramento gastrointestinal, sepse1 e pneumonia2 no primeiro mês após o início da corticoterapia, que é atenuado durante os 31 a 90 dias subsequentes. Os médicos devem estar cientes dos eventos adversos potencialmente graves associados a períodos curtos de uso de corticosteroides em crianças.
1 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
2 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
- 06/05/2021
História anterior de infecção por SARS-CoV-2 foi associada a um risco 84% menor de uma nova infecção

História anterior de infecção por SARS-CoV-2 foi associada a um risco 84% menor de uma nova infecção

O aumento da compreensão sobre se os indivíduos que se recuperaram da COVID-19 estão protegidos de futura infecção1 por SARS-CoV-2 é uma necessidade urgente. O objetivo deste estudo, publicado pelo The Lancet, foi investigar se os anticorpos2 contra SARS-CoV-2 estavam associados a uma diminuição do risco de reinfecção sintomática3 e assintomática, avaliando as taxas de infecção1 por SARS-CoV-2 de profissionais de saúde4 positivos para anticorpos2 em comparação com negativos para anticorpos2. Os resultados mostraram que a infecção1 anterior com SARS-CoV-2 induz imunidade5 eficaz a infecções6 futuras na maioria dos indivíduos.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
3 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
6 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
- 05/05/2021
Antipsicóticos injetáveis de longa ação, em comparação com antipsicóticos orais, podem melhorar os resultados na esquizofrenia

Antipsicóticos injetáveis de longa ação, em comparação com antipsicóticos orais, podem melhorar os resultados na esquizofrenia

Evidências de benefícios comparativos de antipsicóticos injetáveis de longa ação (ILAs) versus antipsicóticos orais para esquizofrenia1 têm sido inconsistentes entre diferentes modelos de estudo. O objetivo deste novo estudo, publicado no The Lancet Psychiatry, foi avaliar os benefícios comparativos de antipsicóticos ILAs versus orais em três modelos de estudo para informar a tomada de decisão clínica. Embora os modelos de estudo tenham pontos fortes e fracos, foram consistentemente identificados benefícios significativos com antipsicóticos injetáveis de longa ação versus antipsicóticos orais na prevenção de hospitalização ou recidiva2, sugerindo que o aumento do uso clínico desse tipo de antipsicótico pode melhorar os resultados na esquizofrenia1.
1 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
2 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
- 05/05/2021
Células imunológicas T-CAR inteligentes podem matar tumores e impedir que eles voltem a crescer, de acordo com estudo em camundongos

Células imunológicas T-CAR inteligentes podem matar tumores e impedir que eles voltem a crescer, de acordo com estudo em camundongos

Em dois estudos, ambos publicados na revista Science Translational Medicine, pesquisadores descreveram o desenvolvimento de células1 imunológicas programadas para atacar os tumores de maneira mais inteligente (células1 T-CAR synNotch). Os resultados demonstraram que a terapia com essas células1 T-CAR reduziram tumores cerebrais do tipo glioblastoma e tumores ovarianos em camundongos, nos quais as células1 imunológicas inalteradas haviam falhado. A tecnologia poderia ser usada para tratar câncer2, bem como doenças cerebrais degenerativas3.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
- 07/05/2021
Monitoramento instantâneo da glicose no diabetes tipo 1 ou 2 diminui taxa de complicações agudas do diabetes

Monitoramento instantâneo da glicose no diabetes tipo 1 ou 2 diminui taxa de complicações agudas do diabetes

Estudo publicado pela revista Diabetes1 Care identificou uma importante taxa de queda nas complicações agudas do diabetes1 tanto em pessoas com diabetes tipo 12 quanto tipo 2 após o início do monitoramento instantâneo da glicose3. Houve uma incidência4 significativamente menor de internações por cetoacidose diabética5 e por coma6 relacionado ao diabetes1, o que tem implicações importantes para o tratamento da doença centrada no paciente.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
6 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
- 04/05/2021
Uso de polipílula diária (estatina mais anti-hipertensivos) mais aspirina levou a uma menor incidência de eventos cardiovasculares

Uso de polipílula diária (estatina mais anti-hipertensivos) mais aspirina levou a uma menor incidência de eventos cardiovasculares

Novas abordagens podem expandir o acesso ao tratamento preventivo1 cardiovascular. Uma polipílula contendo estatinas, vários medicamentos para baixar a pressão arterial2 e aspirina foi proposta para reduzir o risco de doenças cardiovasculares3. Os resultados do ensaio TIPS-3, publicados no The New England Journal of Medicine, demonstraram cerca de 20% de redução nos eventos cardiovasculares no grupo da polipílula isolada, e cerca de 30% de redução em indivíduos que tomaram a polipílula junto com 75 mg de aspirina por dia, em comparação com o placebo4. A polipílula (contendo 40 mg de sinvastatina, 100 mg de atenolol, 25 mg de hidroclorotiazida e 10 mg de ramipril) reduziu os níveis de colesterol5 LDL6 em 19 mg/dl7 e a pressão arterial sistólica8 em 5,8 mmHg em média em comparação com o placebo4.
1 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
2 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
6 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
7 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
8 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
- 04/05/2021

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