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A eletroacupuntura adicionada ao tratamento padrão melhorou o sono e a saúde1 mental em pessoas com insônia relacionada à depressão, mostrou um ensaio clínico randomizado2 publicado no JAMA Network Open. Em 8 semanas, uma mudança de -6,2 pontos da linha de base nos escores do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) foi observada em pessoas com depressão e insônia que receberam eletroacupuntura. Os participantes que fizeram eletroacupuntura tiveram uma mudança de -3,6 pontos nos escores do PSQI em 8 semanas em comparação com aqueles que receberam acupuntura simulada e uma mudança de -5,1 pontos em comparação com o tratamento padrão. A melhora na qualidade do sono foi mantida na semana 32. Os pacientes do grupo de eletroacupuntura tiveram uma maior redução da gravidade da insônia, humor depressivo e sintomas3 de ansiedade no final da intervenção de 8 semanas. Nenhum evento adverso grave foi registrado. Este estudo demonstra, portanto, que a eletroacupuntura com cuidados padrão aliviou significativamente a insônia entre pacientes com depressão.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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A síndrome1 do intestino irritável pode ser aliviada por pelo menos três anos por transplantes fecais, de acordo com o ensaio clínico mais longo realizado até agora sobre a doença. De acordo com o novo estudo, publicado pelo periódico Gastroenterology, dois terços das pessoas com síndrome1 do intestino irritável (SII) que receberam um transplante de fezes de um doador com uma mistura mais saudável de micróbios intestinais tiveram menos sintomas2 e melhor qualidade de vida. As taxas de resposta ao transplante de microbiota3 fecal foram de 26,3%, 69,1% e 77,8% nos grupos placebo4, 30 g e 60 g, respectivamente, em 2 anos após o transplante, e 27,0%, 64,9% e 71,8%, respectivamente, em 3 anos após o transplante. O estudo concluiu que o transplante de microbiota3 fecal realizado de acordo com o protocolo resultou em altas taxas de resposta e efeitos de longa duração com apenas alguns eventos adversos leves autolimitados.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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Existem poucos estudos publicados avaliando prospectivamente as intervenções farmacológicas que podem retardar a progressão do câncer1 de próstata2 em pacientes sob vigilância ativa. Agora, de acordo com um novo estudo, publicado no JAMA Oncology, foi demonstrado que o tratamento com enzalutamida (Xtandi) resultou em respostas significativas ao tratamento em pacientes com câncer1 de próstata2 localizado de risco baixo e intermediário versus a vigilância ativa isolada. O tratamento com a monoterapia foi bem tolerado e resultou em uma redução significativa de 46% na progressão da doença versus a vigilância ativa isolada. Além disso, as chances de uma biópsia3 negativa foram 3,5 vezes maiores no braço de terapia ativa. A enzalutamida pode fornecer uma opção de tratamento alternativo para pacientes4 submetidos à vigilância ativa.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
3 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
4 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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Em um novo estudo, publicado na revista Nature, foi descoberto que desligar o gene específico GREM1 resulta em uma maior disseminação do câncer1 de pâncreas2. Mas ativar o gene novamente pode levar a uma redução na disseminação do câncer1. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos para o câncer1 de pâncreas2. Os pesquisadores notaram que, entre camundongos com câncer1 de pâncreas2, quando eles removeram o GREM1, o câncer1 mudou do estado epitelial (mais estável) para o estado mesenquimal3 (mais agressivo) em poucos dias. O câncer1 de pâncreas2 metastatizou para o fígado4 em 90% dos camundongos com GREM1 removido. Em comparação, a metástase5 hepática6 foi observada apenas em 15% dos camundongos com GREM1 padrão. Em contraste, quando os camundongos superexpressaram o gene GREM1, o câncer1 reverteu ao estado epitelial. As descobertas sugerem que este gene desempenha um papel fundamental em regular se o câncer1 de pâncreas2 se espalha ou não para o resto do corpo e se torna mais perigoso.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
3 Mesenquimal: Relativo ao mesênquima; mesenquimático, mesenquimatoso. Mesênquima, na embriologia, é o tecido mesodérmico embrionário dos vertebrados, pouco diferenciado, que origina os tecidos conjuntivos no adulto. Na anatomia geral, no adulto, é o tecido conjuntivo comum e indiferenciado.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
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O desenvolvimento de arritmia1 após a cirurgia pode servir como uma grande bandeira vermelha para a identificação de pacientes com risco aumentado de hospitalização por insuficiência cardíaca2 após cirurgia cardíaca e não cardíaca. Em um estudo recente, publicado no European Heart Journal, que incluiu dados de mais de 76.500 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, os resultados demonstram que a ocorrência de fibrilação atrial pós-operatória foi associada a um aumento de 33% no risco de hospitalização por insuficiência cardíaca2 incidente3 naqueles submetidos à cirurgia cardíaca e um risco dobrado entre aqueles submetidos à cirurgia não cardíaca em comparação com seus homólogos sem fibrilação atrial pós-operatória. Esses achados reforçam o impacto prognóstico4 adverso da fibrilação atrial pós-operatória e sugerem que ela pode ser um marcador para identificar pacientes com insuficiência cardíaca2 subclínica e aqueles com risco elevado para insuficiência cardíaca2.
1 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
2 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
3 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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A prescrição excessiva de opioides após a cirurgia contribuiu para a atual crise de opioides; entretanto, o valor da prescrição de opioides na alta cirúrgica permanece incerto. Agora, de acordo com uma nova metanálise publicada no The Lancet, descobriu-se que as prescrições de opioides após cirurgias pequenas a moderadas não reduzem a dor após a alta do paciente. Os pesquisadores também descobriram que os pacientes que recebem prescrições de opioides correm maior risco de eventos adversos, incluindo vômitos1, náuseas2 e constipação3. Não foram encontradas, portanto, evidências de que regimes de analgesia incluindo opioides sejam superiores à analgesia sem opioides, usando analgésicos4 simples de venda livre. As evidências se basearam em estudos focados em cirurgias eletivas5 de extensão menor e moderada, sugerindo que os médicos podem considerar prescrever analgesia sem opioides nesses ambientes cirúrgicos.
1 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
2 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
3 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
4 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
5 Eletivas: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
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Estudos transversais mostraram que a combinação de baixas massa e força musculares está associada ao comprometimento cognitivo1. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Network Open, foi investigar as associações entre baixa massa muscular e declínio cognitivo1 em 3 domínios distintos entre adultos com idade mínima de 65 anos. O estudo encontrou associações longitudinais entre baixa massa magra2 apendicular e cognição3 no envelhecimento, com a presença de baixa massa muscular sendo significativa e independentemente associada a um declínio mais rápido da função executiva4 subsequente ao longo de 3 anos. A identificação de idosos com baixa massa muscular, um fator modificável alvo, pode ajudar a estimar aqueles em risco de desenvolvimento de comprometimento cognitivo1.
1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
4 Função executiva: Também conhecida como controle cognitivo ou sistema supervisor atencional é um conceito neuropsicológico que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, que podem incluir, por exemplo, a iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos.
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Hiperintensidades da substância branca – pequenas lesões1 cerebrais associadas a comprometimento cognitivo2 ou risco de acidente vascular cerebral3 – foram mais comuns em mulheres na pós-menopausa4 do que em homens de idade semelhante, mostraram dados transversais de um estudo publicado na revista Neurology. Mulheres na pré-menopausa4 e homens da mesma idade, no entanto, não tiveram diferença no fardo de hiperintensidades da substância branca. Observou-se que, à medida que a idade avançava, o volume de hiperintensidades da substância branca acelerou em homens e mulheres, mas a aceleração foi mais rápida nas mulheres. Além disso, observou-se alterações relacionadas à menopausa4, em que mulheres na pós-menopausa4 apresentavam mais hiperintensidades da substância branca do que mulheres na pré-menopausa4 de idade semelhante. Mais estudos são necessários para investigar as alterações fisiológicas5 relacionadas à menopausa4, que podem informar sobre os mecanismos causais envolvidos na progressão da doença de pequenos vasos cerebrais.
1 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
4 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
5 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
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Exposições pré-natais a produtos químicos desreguladores endócrinos (PQDEs) podem aumentar o risco de lesão1 hepática2 em crianças; no entanto, as evidências em humanos são escassas e estudos anteriores não consideraram os efeitos potenciais da mistura de PQDEs. Neste estudo, publicado no JAMA Network Open, exposições pré-natais a misturas de PQDE, incluindo pesticidas organoclorados, éteres difenílicos polibromados, substâncias perfluoroalquil e metais, aumentaram significativamente o risco de lesão1 hepática2 e/ou apoptose3 hepatocelular em crianças em idade escolar. Esses achados sugerem que a exposição a misturas de produtos químicos disruptores endócrinos durante o período sensível da gravidez4 pode aumentar o risco de lesão1 hepática2 e apoptose3 hepatocelular na infância, contribuindo potencialmente para a atual epidemia de doença hepática2 gordurosa não alcoólica pediátrica.
1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
3 Apoptose: Morte celular não seguida de autólise, também conhecida como “morte celular programada“.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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Os vírus1 entéricos, como o norovírus, causam um ônus significativo à saúde2 em todo o mundo e geralmente considera-se que se espalham apenas pela via fecal-oral. No entanto, novas pesquisas em camundongos sugerem que a saliva também pode ser uma via de transmissão para esses vírus1, o que os autores dizem que pode ter importantes implicações para a saúde2 pública. De acordo com o novo estudo, publicado na revista Nature, três vírus1 intestinais, norovírus, rotavírus e astrovírus, podem se espalhar pela saliva em camundongos. Os pesquisadores também descobriram que filhotes lactantes3 infectados podem transmitir o vírus1 para as glândulas4 mamárias de uma mãe camundongo dentro de 24 horas após a alimentação. As descobertas – juntamente com o achado de que o norovírus pode ser cultivado em células5 da glândula6 salivar humana – pode encorajar novas recomendações para minimizar infecções7 e, eventualmente, levar a novos tratamentos antivirais.
1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
4 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
7 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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