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Uma nova pesquisa revela o papel que uma variante genética associada à doença de Alzheimer1, APOE4, desempenha na proteção contra o glaucoma2. No novo estudo, publicado na revista Immunity, os pesquisadores também usaram um tratamento farmacológico para prevenir com sucesso a destruição de neurônios3 nos olhos4 de camundongos com glaucoma2, visando a via de sinalização APOE (apolipoproteína E). Especificamente, os cientistas demonstraram que a variante do gene APOE4, que aumenta o risco de Alzheimer5, mas diminui o risco de glaucoma2 em humanos, bloqueia uma cascata da doença que leva à destruição das células6 ganglionares da retina7 no glaucoma2. Além disso, eles mostraram em modelos separados de camundongos que a morte das células6 ganglionares da retina7 – a causa da perda de visão8 no glaucoma2 – pode ser evitada usando medicamentos para inibir uma molécula chamada Galectina-3, que é regulada pelo gene APOE. Esses achados em conjunto enfatizam o papel crítico da APOE no glaucoma2 e sugerem que os inibidores da Galectina-3 são promissores como tratamento para o glaucoma2.
1 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
2 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
3 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
4 Olhos:
5 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
7 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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A capacidade das pessoas de lembrar diminui com a idade – mas um dia os pesquisadores poderão usar um método simples e livre de medicamentos para combater essa tendência. Em um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, foi demonstrado que estimular o cérebro1 de idosos com correntes elétricas fracas repetidamente durante vários dias levou a melhorias de memória que persistiram por até um mês. Entre 150 pessoas com idades entre 65 e 88 anos, a estimulação transcraniana por corrente alternada por 20 minutos durante 4 dias consecutivos produziu aumentos seletivos na memória de trabalho2 auditivo-verbal e na memória de longo prazo. A taxa de melhoria da memória ao longo de 4 dias previu o tamanho dos benefícios para a memória 1 mês depois, descobriram os pesquisadores. Além disso, pessoas com função cognitiva3 de linha de base mais baixa experimentaram melhorias maiores e mais duradouras da memória. As descobertas demonstram que a plasticidade do cérebro1 envelhecido pode ser explorada de forma seletiva e sustentável usando neuromodulação repetitiva e altamente focalizada.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Memória de trabalho: Atua no momento em que a informação está sendo adquirida, retendo a informação por alguns segundos e, então, a destinando a ser guardada por períodos mais longos ou a ser descartada. A memória de trabalho pode, ainda, armazenar dados por via inconsciente. Difere da memória de curto prazo pois esta trabalha com as informações por algumas horas até que sejam gravadas de forma definitiva.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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Pacientes pediátricos com gliomas de alto grau têm um prognóstico1 ruim. A associação entre a extensão da ressecção, localização do tumor2 e sobrevida3 nesses pacientes permanece incerta. Neste estudo, publicado no JAMA Network Open, o objetivo foi verificar se a ressecção total bruta em gliomas pediátricos de alto grau hemisféricos, de linha média ou infratentoriais está independentemente associada a diferenças de sobrevida3 em comparação com a ressecção subtotal e biópsia4 em 1 ano e 2 anos após a ressecção do tumor2. Os resultados mostram que, entre os pacientes com glioma pediátrico de alto grau, a ressecção total bruta está independentemente associada a uma melhor sobrevida3 global em comparação com ressecção subtotal e biópsia4, especialmente entre pacientes com tumores hemisféricos e infratentoriais, e apoiam a busca de ressecção máxima segura no tratamento de gliomas pediátricos de alto grau.
1 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
3 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
4 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
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Um novo estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology, descobriu que a combinação das terapias direcionadas dabrafenibe e trametinibe melhorou consideravelmente a taxa de resposta global em pacientes pediátricos com gliomas de baixo grau positivos para mutação1 BRAF V600, em comparação com o tratamento com quimioterapia2 usual de carboplatina e vincristina. A mutação1 BRAF V600 é identificada em aproximadamente 15 a 20 por cento dos casos de gliomas de baixo grau e pode estar associada a um maior risco de progressão para glioma de alto grau. Os achados secundários também mostraram uma taxa de benefício clínico melhorada e sobrevida3 livre de progressão prolongada. A taxa de resposta global foi de 47% com dabrafenibe mais trametinibe vs 11% com carboplatina mais vincristina. Esses resultados encorajadores e o perfil de segurança tolerável sugerem que dabrafenibe mais trametinibe pode ser uma opção promissora de tratamento sistêmico4 de primeira linha para essa população de pacientes.
1 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
2 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
3 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
4 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
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Uma proporção substancial de cânceres de estômago1 em todo o mundo foi associada ao vírus2 Epstein-Barr (VEB), de acordo com uma metanálise publicada no jornal científico Clinical Gastroenterology and Hepatology. Em uma análise conjunta envolvendo mais de 68.000 pacientes com adenocarcinoma3 gástrico convencional em 37 países, a prevalência4 de VEB em células5 tumorais foi de 7,5% e foi semelhante entre as regiões. Um mecanismo potencial é que o VEB pode aumentar o risco de transformação maligna no estômago1 por meio de microRNAs reguladores da expressão gênica. Assumindo uma associação causal entre Vírus2 Epstein-Barr e câncer6 de estômago1, os achados, quando aplicados à incidência7 de câncer6 de estômago1 do estudo GLOBOCAN 2020, sugerem que a prevenção primária, como o desenvolvimento de uma vacina8 eficaz contra o VEB, pode prevenir 81.000 casos de câncer6 de estômago1 associados ao Epstein-Barr em todo o mundo anualmente.
1 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Adenocarcinoma: É um câncer (neoplasia maligna) que se origina em tecido glandular. O termo adenocarcinoma é derivado de “adeno”, que significa “pertencente a uma glândula” e “carcinoma”, que descreve um câncer que se desenvolveu em células epiteliais.
4 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
8 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
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Pessoas com cegueira relacionada à córnea1 podem ter sua visão2 restaurada sem ter que esperar por uma córnea1 de doador humano, graças a um transplante de córnea1 recém-projetado derivado de pele3 de porco. As descobertas foram descritas em um estudo publicado na revista Nature Biotechnology. Os cientistas fizeram a bioengenharia de um implante4 de tecido5 que restaurou a visão2 em pessoas com ceratocone avançado cegas e com deficiência visual severa. A abordagem foi tão bem-sucedida quanto com uma córnea1 doada. O estudo piloto incluiu 20 pessoas e, dois anos após a implantação, a visão2 foi restaurada para todos os pacientes. Os pesquisadores também melhoraram o procedimento cirúrgico para torná-lo mais simples e seguro, conseguindo remodelar o estroma6 corneano nativo sem remover o tecido5 existente ou usar suturas7. Este trabalho demonstra a restauração da visão2 usando uma abordagem que é potencialmente igualmente eficaz, mais segura, mais simples e mais amplamente disponível do que o transplante de córnea1 de doador.
1 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
2 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
3 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
4 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
5 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
6 Estroma: 1. Na anatomia geral e em patologia, é o tecido conjuntivo vascularizado que forma o tecido nutritivo e de sustentação de um órgão, glândula ou de estruturas patológicas. 2. Na anatomia botânica, é a matriz semifluida dos cloroplastos na qual se encontram os grana, grânulos de amido, ribossomas, etc. 3. Em micologia, é a massa de tecido de um fungo, formada a partir de hifas entrelaçadas e que, nos cogumelos, geralmente corresponde à maior parte do corpo.
7 Suturas: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4. Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6. Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.
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Um estudo publicado na revista Cell descobriu que os adoçantes artificiais sacarina1 e sucralose aumentam os níveis de açúcar2 no sangue3, apesar de que se pensava que eles não tinham esse efeito. Isso pode estar relacionado às mudanças que os adoçantes induzem no microbioma4 intestinal. Os pesquisadores testaram os efeitos que quatro substitutos do açúcar2 (aspartame5, sucralose, sacarina1 ou estévia) têm sobre o açúcar2 no sangue3 em 120 adultos em Israel sem comorbidades6 subjacentes. Em média, os pesquisadores descobriram que as pessoas que consumiram sacarina1 e sucralose tiveram picos significativos de açúcar2 no sangue3 após testes de tolerância à glicose7. Ao analisar amostras diárias de fezes e saliva dos participantes, descobriu-se que todos os quatro adoçantes alteraram significativamente a abundância, atividade e tipos de bactérias no intestino e na boca8. O estudo concluiu que o consumo humano de adoçantes não nutritivos pode induzir alterações glicêmicas específicas da pessoa, dependentes do microbioma4, necessitando avaliação futura das implicações clínicas.
1 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
2 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
4 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
5 Aspartame: Adoçante com quase nenhuma caloria e sem valor nutricional.
6 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
7 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
8 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
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Aderir a uma dieta vegetariana foi associado a um maior risco de fratura1 de quadril entre as mulheres, indicou um estudo de coorte2, publicado no jornal científico BMC Medicine, comparando pessoas vegetarianas, pescetarianas e aquelas que comem carne regularmente. Mulheres vegetarianas de 35 a 69 anos tiveram um risco 33% maior de fratura1 de quadril do que aquelas que comiam carne regularmente durante mais de 2 décadas de acompanhamento. Este risco de fratura1 de quadril não foi observado entre as pescetarianas nem entre as mulheres que comiam carne apenas ocasionalmente. A menor ingestão de proteínas3, cálcio e outros micronutrientes4 ligados à saúde5 óssea e muscular é muitas vezes preocupante com dietas vegetarianas, segundo os pesquisadores, o que torna especialmente importante que pesquisas adicionais busquem entender melhor os fatores que impulsionam o aumento do risco em vegetarianos, sejam deficiências nutricionais específicas ou controle de peso.
1 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
2 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
3 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
4 Micronutrientes: No grupo dos micronutrientes estão as vitaminas e os minerais. Esses nutrientes estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades e são indispensáveis para o funcionamento adequado do nosso organismo. Exemplos: cálcio, ferro, sódio, etc.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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A remoção de cálculos renais pequenos e assintomáticos durante a remoção endoscópica de cálculos ureterais ou contralaterais prolongou significativamente o tempo de recidiva1 em comparação com deixar os cálculos assintomáticos para trás, mostrou um estudo randomizado2 publicado no The New England Journal of Medicine. O tempo para recaída foi em média cerca de 4,5 anos com a remoção de cálculos assintomáticos versus cerca de 2,5 anos sem a remoção. A diferença representou uma redução de 82% na taxa de risco de recaída. Em termos absolutos, a recidiva1 ocorreu em 16% dos pacientes com cálculos assintomáticos tratados em comparação com 63% dos pacientes no braço controle. As visitas ao departamento de emergência3 relacionadas à cirurgia foram semelhantes entre os dois grupos. O tratamento acrescentou uma mediana de 25,6 minutos ao tempo de cirurgia. Os resultados do estudo, portanto, apoiam a remoção de pequenos cálculos renais assintomáticos no momento da cirurgia para remover um cálculo4 sintomático5.
1 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
4 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
5 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
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Níveis elevados de um tipo de proteína no sangue1 podem ajudar a identificar quem está em maior risco de diabetes2 e mortalidade3 relacionada ao câncer4, relataram pesquisadores em um estudo publicado na revista Diabetologia. No estudo com mais de 4.000 adultos suecos, as chances de diabetes2 prevalente foram quase duas vezes maiores para aqueles que caíram no quartil mais alto de concentrações plasmáticas de prostasina versus aqueles no quartil mais baixo. Além disso, os níveis de prostasina também foram significativamente associados ao diabetes2 de início recente, ao longo de um período médio de acompanhamento de 22 anos. Comparados com as concentrações de prostasina do quartil mais baixo, aqueles que caíram nas concentrações mais altas tiveram um risco 76% maior de desenvolver diabetes2 incidente5. Além do diabetes2, a prostasina plasmática estava associada à mortalidade3 por câncer4 entre essa coorte6 de adultos de meia-idade. Em comparação com o quartil mais baixo de prostasina, aqueles que se enquadram no quartil mais alto tiveram um risco 43% maior de mortalidade3 por câncer4. Os achados podem lançar uma nova luz sobre a relação entre diabetes2 e câncer4.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
6 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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