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O consumo de um probiótico1 experimental contendo a bactéria2 Hafnia alvei duas vezes ao dia durante três meses levou a um maior sucesso na perda de peso entre um grupo de pessoas com sobrepeso3 seguindo uma dieta de controle de calorias4. Os achados foram publicados no jornal científico Nutrients. Entre os participantes que tomaram o probiótico1, 55% perderam pelo menos 3% do peso corporal, em comparação com 41% das pessoas que tomaram o placebo5. O estudo demonstrou que um tratamento de 12 semanas com a cepa6 probiótica H. alvei melhora significativamente a perda de peso, a sensação de plenitude e a redução da circunferência do quadril em indivíduos com sobrepeso3 seguindo dieta hipocalórica7 moderada. Esses dados suportam o uso da H. alvei no gerenciamento global do excesso de peso.
1 Probiótico: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
2 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
3 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
4 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
7 Hipocalórica: Que é pouco calórica.
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A American Gastroenterological Association (AGA) divulgou novas diretrizes de prática clínica sobre o uso de farmacoterapias, como semaglutida (Wegovy) e liraglutida (Saxenda), para perda de peso em pessoas com sobrepeso1 e obesidade2. As recomendações foram publicadas na revista Gastroenterology. O painel sugeriu o uso de semaglutida 2,4 mg, liraglutida 3,0 mg, fentermina-topiramato de liberação prolongada e naltrexona-bupropiona de liberação prolongada (com base em evidências de certeza moderada) e o uso de fentermina e dietilpropiona (com base em evidências de baixa certeza), para o tratamento a longo prazo de sobrepeso1 e obesidade2. O painel de diretrizes sugeriu contra o uso de orlistat. O painel identificou o uso do hidrogel oral superabsorvente Gelesis100 como uma lacuna de conhecimento.
1 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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Entre os pacientes com cateter venoso central na unidade de terapia intensiva1 (UTI), o uso de medicamentos probióticos2 foi associado a um aumento da incidência3 de infecções4 por cateter central e morte, mostrou um estudo retrospectivo5 publicado no CHEST Journal. Em uma análise de mais de 23.000 pacientes, a taxa de mortalidade6 para aqueles com infecções4 por cateter venoso central associadas a probióticos2 (ICVCPs) foi de 25,5% em comparação com 13,4% para aqueles que não desenvolveram essas infecções4. O estudo também mostrou que as ICVCPs são duas vezes mais comuns entre os pacientes que recebem formulações em pó em comparação com outras formulações (0,76% vs. 0,33%). Dessa forma, o risco aumentado de bacteremia7 por medicamentos probióticos2 contendo organismos e o aumento associado na mortalidade6 superam os benefícios potenciais para pacientes8 com cateteres venosos centrais na UTI.
1 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
2 Probióticos: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
3 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
4 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
6 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
7 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
8 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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Cientistas transplantaram com sucesso grupos de neurônios1 humanos em cérebros de ratos recém-nascidos, um feito impressionante de engenharia biológica que pode fornecer modelos mais realistas para condições neurológicas como o autismo e servir como uma maneira de restaurar cérebros lesionados. Em um estudo publicado na revista Nature, pesquisadores relataram que os aglomerados de células2 humanas, conhecidos como “organoides”, cresceram em milhões de novos neurônios1 e se conectaram em seus novos sistemas nervosos. Uma vez que os organoides se conectaram ao cérebro3 dos ratos, os animais puderam receber sinais4 sensoriais de seus bigodes e ajudar a gerar sinais4 de comando para orientar seus movimentos. Assim, os neurônios1 corticais humanos transplantados amadurecem e envolvem circuitos hospedeiros que controlam o comportamento.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
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A crioneurólise percutânea aplicada imediatamente antes da cirurgia de mama1 ajudou a controlar a dor aguda e interromper a progressão para dor crônica, de acordo com um pequeno estudo publicado na revista Anesthesiology. Adultos randomizados para crio antes da mastectomia2 unilateral ou bilateral relataram dor mediana zero (em uma escala de classificação de dor de 0 a 10) no dia 2 pós-operatório. Em contraste, os controles que receberam tratamento simulado relataram uma pontuação média de dor mais alta, de 3,0, no mesmo momento. Houve evidência de analgesia superior até o mês 12. Durante as primeiras 3 semanas, a crioneurólise reduziu o uso cumulativo de opioides em 98%. Após 1 ano, a dor crônica se desenvolveu em 1 (3%) participante ativo em comparação com 5 (17%) participantes simulados. O estudo concluiu, portanto, que a crioneurólise percutânea melhorou marcadamente a analgesia sem efeitos colaterais3 sistêmicos4 ou complicações após a mastectomia2.
1 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
2 Mastectomia: Cirurgia através da qual extirpa-se parte ou a totalidade da mama. Pode estar indicada como tratamento do câncer de mama.
3 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
4 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
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Ter ciclos menstruais irregulares ou longos pode sinalizar um risco maior de doenças cardiovasculares1 futuras, de acordo com uma nova pesquisa publicada no JAMA Network Open. Nesse estudo de coorte2 retrospectivo3, os resultados indicam que mulheres com ciclos menstruais irregulares ou sem menstruação4 em intervalos de tempo diferentes nas idades de 14 a 49 anos viram seu risco cardiovascular aumentar em 15% ou mais em comparação com aquelas com ciclos muito regulares nas mesmas idades em análises multivariáveis ajustadas. Além disso, descobriu-se que apenas uma pequena proporção da relação entre as características do ciclo e o risco de doença cardiovascular foi impulsionada pela hipercolesterolemia5, hipertensão6 crônica e diabetes tipo 27. Os resultados sugerem que a disfunção do ciclo menstrual pode ser um marcador útil para identificar mulheres com maior probabilidade de desenvolver eventos cardiovasculares mais tarde na vida.
1 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
2 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
3 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
4 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
5 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
6 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
7 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
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A pré-eclâmpsia1 está associada à morbidade2 materna e perinatal. Além da terapia aguda para hipertensão3 grave, faltam melhores práticas para o manejo da hipertensão3 intraparto. Um estudo randomizado4, publicado no jornal científico Hypertension, sugere que o uso de nifedipina de liberação prolongada intraparto pode ajudar a prevenir hipertensão3 grave entre gestantes com pré-eclâmpsia1. Os resultados do estudo, que randomizou 110 indivíduos, sugerem que o uso de nifedipina foi associado à redução da terapia hipertensiva aguda intraparto em indivíduos com pré-eclâmpsia1 com características graves, com análises posteriores apontando para uma menor taxa de cesariana em comparação com a terapia com placebo5. A taxa de admissão na unidade de terapia intensiva6 neonatal também foi menor no grupo nifedipina.
1 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
2 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
3 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
4 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
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Um gel pegajoso feito do vegetal quiabo é capaz de parar o sangramento nos corações e fígados feridos de cães e coelhos, de acordo com um estudo publicado no jornal científico Advanced Healthcare Materials. Esta bandagem biodegradável poderia potencialmente ser usada em humanos caso se mostre segura e eficaz. Os pesquisadores criaram um pó liofilizado1 a partir do suco de quiabo que forma um gel após o contato com o sangue2 e sela rapidamente os locais de lesão3. Em experimentos com sangue2 humano, o gel de quiabo pode ativar plaquetas4, aumentar a adesão de plaquetas4 ativadas e liberar fatores de coagulação5 XI e XII. Demonstrou-se, portanto, que o gel desenvolvido é biocompatível, biodegradável, pode promover a cicatrização de feridas e mostra potencial como bioadesivo hemostático sustentável, especialmente no cenário de hemorragia6 significativa.
1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
4 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
5 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
6 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
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O rastreamento por sigmoidoscopia reduz a incidência1 a longo prazo de câncer2 colorretal (CCR) e mortalidade3, de acordo com dados agrupados de quatro estudos randomizados com publicação na revista Annals of Internal Medicine. Na análise de quase 275.000 participantes, a incidência1 cumulativa de CCR em 15 anos foi 21% menor entre os convidados para rastreamento em comparação com um grupo que recebeu cuidados habituais, em 1,84 versus 2,35 casos por 100 pessoas. A mortalidade3 específica do CCR também foi menor para o grupo de rastreamento, em 0,51 versus 0,65 mortes por 100 pessoas, correspondendo a uma redução de 20% em 15 anos. Os benefícios do rastreamento foram consistentes para todas as idades iniciais (55-64 anos nos estudos), foram mais aparentes em homens e foram principalmente confinados a cânceres do cólon4 distal5.
1 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Cólon:
5 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
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Pessoas com 50 anos ou mais que relataram dormir 5 horas ou menos por noite tinham um risco maior de várias doenças crônicas no futuro, mostrou um estudo longitudinal publicado na revista PLoS Medicine. Aos 50 anos, o risco aumenta em 30%; aos 60, o percentual passa para 32%; aos 70, o risco é 40% maior. O maior risco de multimorbidade futura ao longo de 25 anos foi observado em pessoas saudáveis que dormiam 5 ou menos horas por noite, em comparação com aquelas que dormiam 7 horas. A duração do sono maior ou igual a 9 horas aos 60 anos e aos 70 anos, mas não aos 50 anos foi associada à multimorbidade incidente1. Observou-se, assim, que a curta duração do sono está associada ao risco de doença crônica e multimorbidade subsequente, mas não à progressão para óbito2.
1 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
2 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
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