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Medical Journal - 28/10/21
A descoberta de que uma substância química é mortal para a bactéria1 que causa a doença de Lyme, mas inofensiva para os animais, pode permitir que a doença seja erradicada na natureza. Atualmente, a doença é tratada com antibióticos, como a doxiciclina, que matam uma ampla gama de bactérias. No entanto, isso perturba o microbioma2 intestinal, causando sintomas3 como diarreia4, e também pode levar a uma maior resistência aos antibióticos. Agora, em um estudo publicado na revista científica Cell, pesquisadores descobriram que um composto chamado higromicina A é completamente inofensivo para os animais e tem pouco efeito na maioria das bactérias, mas é extremamente mortal para as bactérias espiroquetas como a Borrelia burgdorferi, causadora da doença de Lyme.
1 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
2 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
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Medical Journal - 27/10/21
Mulheres com a síndrome1 dos ovários2 policísticos (SOP), que as deixa enfrentando um risco maior do que a média de desenvolver diabetes3, podem reduzir esse risco tomando a pílula anticoncepcional, concluiu um grande estudo publicado na revista Diabetes3 Care. Os pesquisadores descobriram que as mulheres com síndrome1 dos ovários2 policísticos que usam a pílula anticoncepcional oral combinada tinham um risco 26% menor de disglicemia. Esses resultados foram observados em todos os subgrupos de IMC4. Com esses achados, o estudo apresenta uma opção potencial de tratamento para a disglicemia – definida como pré-diabetes5 e diabetes tipo 26 – em pacientes com SOP pela primeira vez.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
3 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
4 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
5 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
6 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
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Medical Journal - 27/10/21
A menopausa1 geralmente se manifesta em uma variedade de sintomas2 mentais e físicos, como ondas de calor, distúrbios do sono, depressão ou disfunção cognitiva3, e cerca de 80% das mulheres na menopausa1 são afetadas por esses sintomas2. Destas mulheres, cerca de 70% apresentam sintomas2 que também podem estar associados a avisos de declínio neurológico futuro. Neste estudo, publicado no The British Medical Journal, avaliou-se os riscos de desenvolver demência4 associados a diferentes tipos e durações de terapia hormonal na menopausa1. Os resultados fornecem estimativas para os riscos de desenvolver demência4 e doença de Alzheimer5 em mulheres expostas a diferentes tipos de terapia hormonal da menopausa1 por durações diferentes e não mostraram riscos aumentados de desenvolver demência4 em geral. Foi demonstrado um risco ligeiramente aumentado de desenvolver a doença de Alzheimer5 entre as usuárias de longo prazo de terapias de estrogênio-progestogênio.
1 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
5 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
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Medical Journal - 26/10/21
A doença cardiovascular aterosclerótica é uma das principais causas de mortalidade1 e morbidade2 em todo o mundo, e o aumento das lipoproteínas de baixa densidade desempenha um papel crítico no desenvolvimento e progressão da aterosclerose3. Neste estudo, publicado pelo European Heart Journal, examinou-se pela primeira vez os efeitos imunomoduladores intestinais do ácido propiônico, um metabólito4 derivado da microbiota5, no metabolismo6 do colesterol7 intestinal. Usando estudos de modelos humanos e animais, demonstrou-se que o tratamento com ácido propiônico reduz os níveis de colesterol7 total e LDL8 no sangue9. Os resultados destacam o sistema imunológico10 intestinal como um potencial alvo terapêutico para controlar a dislipidemia que pode introduzir um novo caminho para a prevenção da doença cardiovascular aterosclerótica.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
3 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
4 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
6 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
7 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
8 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
10 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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Medical Journal - 26/10/21
O uso de longo prazo de medicamentos anticonvulsivantes (MACs) indutores de enzimas foi associado a um maior risco de doença cardiovascular incidente1 em pessoas com epilepsia2, mostrou um estudo longitudinal de base populacional na Inglaterra. Pacientes adultos com epilepsia2 que receberam quatro MACs indutores de enzimas consecutivos após 1990 – quando novos anticonvulsivantes não indutores de enzimas começaram a entrar no mercado – tinham 21% mais probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares3 por todas as causas em um acompanhamento máximo de 25 anos em comparação com pacientes com epilepsia2 não expostos a essas drogas, de acordo com o estudo publicado no JAMA Neurology. A associação é dependente da dose e a diferença absoluta no risco parece atingir significância clínica em aproximadamente 10 anos a partir da primeira exposição.
1 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
2 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 25/10/21
Em um estudo publicado pelo European Heart Journal, pesquisadores procuraram determinar se a energética do miocárdio1 poderia distinguir a cardiomiopatia da obesidade2 como uma entidade distinta da cardiomiopatia dilatada. Foi demonstrado que, no peso normal, a cardiomiopatia dilatada está associada à redução da entrega de adenosina trifosfato (ou ATP3) em repouso. Na cardiomiopatia da obesidade2, a demanda de ATP3 por meio de creatina quinase é maior, sugerindo eficiência reduzida de utilização de energia. A perda de peso na dieta está associada a uma melhora significativa na contratilidade miocárdica e uma queda na distribuição de ATP3, sugerindo melhora na eficiência metabólica. Isso destaca vias energéticas distintas na cardiomiopatia da obesidade2, que são diferentes da cardiomiopatia dilatada e podem ser reversíveis com a perda de peso.
1 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
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Medical Journal - 22/10/21
A disponibilidade de L-arginina em tumores é um determinante chave de uma resposta antitumoral de células1 T eficiente. Neste estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores usaram uma abordagem de biologia sintética para desenvolver uma cepa2 probiótica projetada de Escherichia coli Nissle 1917 que coloniza tumores e converte continuamente amônia, um produto residual metabólico que se acumula em tumores, em L-arginina. A colonização de tumores com essas bactérias aumentou as concentrações intratumorais de L-arginina, aumentou o número de células1 T que se infiltram no tumor3 e teve efeitos sinérgicos marcados com anticorpos4 bloqueadores de PD-L1 na eliminação de tumores. Estes resultados mostram que as terapias microbianas projetadas permitem a modulação metabólica do microambiente tumoral, levando a uma maior eficácia das imunoterapias.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
3 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
4 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
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Medical Journal - 22/10/21
O primeiro mapa de como as proteínas1 interagem no câncer2 destaca mutações anteriormente negligenciadas que poderiam ser direcionadas para terapia. Em um estudo publicado na revista Science, pesquisadores desenvolveram um mapa que examinou como várias dezenas de proteínas1 comuns do câncer2 interagem no câncer2 de mama3 e de cabeça4 e pescoço5. Para o câncer2 de cabeça4 e pescoço5, a equipe encontrou 771 interações de proteínas1 envolvendo cerca de 650 proteínas1 – e 84% das interações nunca haviam sido relatadas antes. Esse mapa da rede de proteínas1 do câncer2 de cabeça4 e pescoço5 revelou sensibilidade da mutação6 do gene PIK3CA a medicamentos. Os pesquisadores delinearam assim uma estrutura para elucidar a complexidade genética do tumor7 por meio de mapas de interação proteína-proteína multidimensionais. Essas interações podem revelar novos mecanismos de patogênese8 do câncer2, instruir a seleção de alvos terapêuticos e informar quais mutações pontuais no tumor7 são mais prováveis de responder ao tratamento.
1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Cabeça:
5 Pescoço:
6 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
7 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
8 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
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Medical Journal - 20/10/21
A dor crônica nas costas1 é uma das principais causas de incapacidade e o tratamento costuma ser ineficaz. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Psychiatry, foi testar se um tratamento psicológico baseado em terapia de reprocessamento da dor fornece alívio substancial e durável da dor crônica nas costas1 primária. Foi demonstrado que o tratamento psicológico centrado na mudança das crenças dos pacientes sobre as causas e o valor da ameaça da dor pode fornecer alívio substancial e durável da dor para pessoas com dor crônica nas costas1. Os efeitos do tratamento na dor foram mediados por crenças reduzidas de que a dor indica dano ao tecido2, e a ressonância magnética3 funcional longitudinal mostrou respostas pré-frontais reduzidas à dor nas costas1 evocada e aumento da conectividade pré-frontal-somatossensorial em repouso em pacientes randomizados para tratamento em relação a pacientes randomizados para placebo4 ou tratamento usual.
1 Costas:
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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Medical Journal - 19/10/21
A resistência aos antibióticos é uma ameaça global à saúde1 pública. Os antibióticos são muito comumente prescritos para crianças que apresentam infecções2 do trato respiratório inferior (ITRIs) não complicadas, mas há pouca evidência de ensaios clínicos3 randomizados sobre a eficácia dos antibióticos nestes casos. Neste estudo, publicado no The Lancet, as durações medianas dos sintomas4 moderadamente ruins ou piores em crianças que receberam amoxicilina ou placebo5 para uma ITRI foram semelhantes (5 dias no grupo de antibióticos vs 6 dias no grupo de placebo5). É improvável que a amoxicilina para infecções2 torácicas não complicadas em crianças seja clinicamente eficaz, tanto em geral quanto para subgrupos-chave para os quais os antibióticos são comumente prescritos. A menos que haja suspeita de pneumonia6, os médicos devem fornecer conselhos sobre proteção, mas não prescrever antibióticos para a maioria das crianças que apresentam infecções2 torácicas.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
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