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Medical Journal - 30/05/22
Oito fatores de risco modificáveis foram associados a mais de um em cada três casos de doença de Alzheimer1 e demência2 relacionada nos EUA, mostrou uma análise transversal publicada no JAMA Neurology. Os oito fatores de risco – obesidade3 na meia-idade, hipertensão4 na meia-idade, inatividade física, depressão, tabagismo, baixa escolaridade, diabetes5 e perda auditiva – foram associados a 36,9% dos casos de Alzheimer6 e demência2. É importante notar que os fatores de risco diferem com base no sexo, raça e etnia. Os fatores mais proeminentemente associados com Alzheimer6 e demência2 foram obesidade3 na meia-idade (17,7%); inatividade física (11,8%); e baixa escolaridade (11,7%). Em estudo semelhante, publicado há pouco mais de 10 anos, os fatores de risco mais importantes eram inatividade física, depressão e tabagismo, sugerindo que o número crescente de pessoas obesas nos EUA pode ter um grande impacto a longo prazo nas taxas de demência2. As estratégias de redução do risco de Alzheimer6 podem ser mais eficazes se tiverem como alvo grupos de maior risco e considerarem os perfis atuais de fatores de risco.
1 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
4 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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Medical Journal - 30/05/22
A perda de neurônios1 de dopamina2 dentro da parte compacta da substância negra (pcSN) do cérebro3 é uma característica patológica definidora da doença de Parkinson4. No entanto, as características moleculares associadas à vulnerabilidade do neurônio de dopamina2 ainda não foram totalmente identificadas. Agora, em estudo publicado na revista Nature Neuroscience, o subtipo de células5 cerebrais que morrem na doença de Parkinson4 foi descoberto usando uma nova técnica que pode identificar quais genes estão ativos em células5 individuais. As descobertas devem levar a uma melhor compreensão das causas do Parkinson e uma maneira de avaliar possíveis tratamentos. Se as células5 forem cultivadas em laboratório, novos medicamentos poderão ser testados nelas, por exemplo. Alguns grupos também estão tentando desenvolver células5 produtoras de dopamina2 que possam ser transplantadas para o cérebro3 de pessoas com Parkinson.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
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Medical Journal - 27/05/22
A dor crônica é um importante problema de saúde1, e a busca por novos analgésicos2 tem se tornado cada vez mais importante devido às propriedades viciantes e efeitos colaterais3 indesejados dos opioides. Pesquisadores da USP acreditam que pessoas que não sentem dor podem ser a chave para a descoberta de novas classes de analgésicos2. Eles analisaram mutações genéticas em pacientes com insensibilidade congênita4 à dor com anidrose (CIPA) e identificaram proteínas5 modificadas que impedem a transmissão do impulso doloroso. A partir dos dados obtidos, eles desenvolveram um peptídeo, o TAT-pQYP, que apresentou efeito analgésico6 em um modelo animal de dor inflamatória. Os resultados foram publicados na revista Science Signaling. Esses achados demonstram uma estratégia para identificar novos alvos para o alívio da dor por meio da análise das vias de sinalização que são perturbadas na insensibilidade congênita4 à dor com anidrose.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
3 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
4 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
5 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
6 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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Medical Journal - 25/05/22
Estudo publicado na revista científica Pediatrics buscou examinar as relações entre dieta vegetariana e crescimento, reservas de micronutrientes1 e lipídios séricos entre crianças saudáveis. Objetivos secundários incluíram explorar se o consumo de leite de vaca ou a idade modificavam essas relações. Não houve evidência de associação entre dieta vegetariana e z-score de IMC2, z-escore de altura para idade, ferritina sérica, 25-hidroxivitamina D ou lipídios séricos. Crianças com dieta vegetariana tiveram maiores chances de baixo peso, mas nenhuma associação com sobrepeso3 ou obesidade4 foi encontrada. O estudo concluiu que não foram encontradas evidências de diferenças clinicamente significativas no crescimento ou medidas bioquímicas de nutrição5 para crianças com dieta vegetariana, apesar da dieta vegetariana estar associada a maiores chances de baixo peso.
1 Micronutrientes: No grupo dos micronutrientes estão as vitaminas e os minerais. Esses nutrientes estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades e são indispensáveis para o funcionamento adequado do nosso organismo. Exemplos: cálcio, ferro, sódio, etc.
2 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
3 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
4 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
5 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
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Medical Journal - 25/05/22
Crianças relatando níveis mais altos de dor de apendicite1 na apresentação eram mais propensas a ter problemas com uma abordagem não cirúrgica durante a hospitalização, segundo uma análise secundária de um estudo prospectivo2 publicada no JAMA Network Open. Entre 370 pacientes pediátricos com apendicite1 não complicada, aqueles que relataram níveis de dor de 7 a 10 na apresentação tiveram um risco maior de falha do tratamento não cirúrgico com antibióticos durante a hospitalização. No entanto, essas crianças com níveis mais altos de dor não tiveram maior risco de falha tardia do tratamento ou falha geral do tratamento em 1 ano. Já uma duração mais longa da dor foi associada a um risco menor de falha tardia do tratamento. Embora a satisfação com os cuidados de saúde3 recebidos tenha sido alta tanto no grupo de tratamento bem-sucedido quanto no malsucedido, a satisfação com a decisão do tratamento foi maior entre os pacientes com tratamento não cirúrgico bem-sucedido em 1 ano.
1 Apendicite: Inflamação do apêndice cecal. Manifesta-se por abdome agudo, e requer tratamento cirúrgico. Sua complicação mais freqüente é a peritonite aguda.
2 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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Medical Journal - 24/05/22
O risco de demência1 foi associado aos níveis sanguíneos de certos antioxidantes, mostrou um estudo observacional publicado no periódico Neurology. Vitaminas e carotenoides antioxidantes séricos podem proteger contra a neurodegeneração com a idade. Neste estudo, examinou-se as associações desses biomarcadores nutricionais com demência1 por todas as causas e doença de Alzheimer2 incidentes3 entre adultos de meia-idade e idosos dos EUA. Níveis séricos mais altos de luteína4 + zeaxantina e beta-criptoxantina – dois tipos de carotenoides – foram associados a um menor risco de demência1 incidente5. Os achados foram atenuados em análises ajustadas, sugerindo que status socioeconômico, estilo de vida e qualidade da dieta podem mediar as associações. Mais estudos com exposições dependentes do tempo e ensaios randomizados são necessários para testar os efeitos neuroprotetores da suplementação6 da dieta com carotenoides selecionados.
1 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Luteína: Mesmo que xantofila. Pigmento amarelo encontrado em grande variedade de organismos; lipocromo. Originalmente isolado da gema do ovo, ocorre em inúmeras espécies vegetais e em penas de aves.
5 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
6 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
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Medical Journal - 24/05/22
A infecção1 pelo vírus2 Epstein-Barr (VEB) tem sido associada à mononucleose infecciosa3, cânceres humanos e, mais recentemente, ao desenvolvimento de esclerose múltipla4. Assim, uma vacina5 para prevenir a infecção1 pelo VEB seria amplamente benéfica para a saúde6 humana. Neste estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, pesquisadores desenvolveram e testaram duas vacinas bivalentes contra o VEB. A vacina5 se mostrou promissora em camundongos, furões e macacos e, potencialmente, pode prevenir a febre7 glandular, a esclerose múltipla4 e até alguns tipos de câncer8. Quando expostos ao vírus2 Epstein-Barr, apenas 17% dos camundongos foram infectados após receberem anticorpos9 de outros roedores vacinados. Em contraste, 100% dos camundongos sem anticorpos9 foram infectados. Nenhum dos camundongos que receberam os anticorpos9 induzidos pela vacina5 desenvolveu linfomas. Espera-se que um teste em humanos comece em 2023.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Mononucleose infecciosa: Doença de progressão benigna, muito comum, causada pela infecção pelo vírus Epstein-Barr e transmitida pelo contato com saliva contaminada. Seus sintomas incluem: mal-estar, dor de cabeça, febre, dor de garganta, ínguas principalmente no pescoço, inflamação do fígado. Acomete mais freqüentemente adolescentes e adultos jovens.
4 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
5 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
6 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
7 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
8 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
9 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
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Medical Journal - 23/05/22
O tratamento da hipertensão arterial1 não controlada reduz o risco de progressão da doença de pequenos vasos cerebrais (DPVC), embora não esteja claro se essa redução ocorre devido ao controle da pressão arterial2 ou a efeitos pleiotrópicos específicos da classe, como melhora da variabilidade da pressão arterial2 batimento-a-batimento com bloqueadores dos canais de cálcio. O objetivo deste estudo, publicado no periódico científico Stroke, foi investigar a influência da classe de medicação anti-hipertensiva, particularmente com bloqueadores dos canais de cálcio, no acúmulo de hiperintensidades da substância branca, um marcador radiográfico da DPVC, em uma coorte3 com hipertensão4 bem controlada. O estudo concluiu que o inibidor da enzima5 conversora de angiotensina foi mais consistentemente associado a uma menor progressão de hiperintensidades da substância branca independente do controle da pressão arterial2 e da idade.
1 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
2 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
3 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
4 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
5 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
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Medical Journal - 23/05/22
Sete fatores de risco, alguns modificáveis e outros não, foram responsáveis pela grande maioria do risco de infarto1 agudo2 do miocárdio3 (IAM) pela primeira vez em adultos jovens, de acordo com um estudo de caso-controle publicado no JAMA Network Open. Os sete fatores – diabetes4, depressão, hipertensão5, tabagismo, história familiar de IAM prematuro, baixa renda familiar e hipercolesterolemia6 – foram responsáveis por 83,9% do risco total de IAM em mulheres jovens e 85,1% do risco em homens jovens. Nas mulheres, diabetes4 e tabagismo atual foram associados à maior probabilidade de infarto1 agudo2 do miocárdio3, seguidos por depressão, hipertensão5, baixa renda familiar e história familiar de IAM prematuro. Nos homens, tabagismo atual e história familiar de IAM prematuro apresentaram as maiores chances, seguidos por hipertensão5, hipercolesterolemia6, depressão e diabetes4. Esses achados sugerem a necessidade de estratégias específicas para o sexo na modificação de fatores de risco e prevenção de IAM em adultos jovens.
1 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
2 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
3 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
4 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
5 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
6 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
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Medical Journal - 18/05/22
Estudo publicado no JAMA Network Open comparou o risco e a taxa de acumulação de condições crônicas em pessoas com depressão, ansiedade e depressão e ansiedade comórbidas versus indivíduos sem depressão nem ansiedade. Foi demonstrado que o risco de acumular condições crônicas foi significativamente maior em mulheres com depressão e depressão e ansiedade comórbidas em cada uma das 3 coortes de idade (ancoradas nos aniversários de 20, 40 e 60 anos) em comparação com indivíduos sem depressão ou ansiedade, com observações semelhantes para homens na coorte1 de 20 anos. As taxas de acúmulo de condições crônicas foram mais altas para mulheres e homens com depressão e ansiedade combinadas. Esses achados sugerem que a depressão e a ansiedade podem estar associadas a maiores taxas de aquisição de condições crônicas e que essas associações podem ser ampliadas quando a depressão e a ansiedade ocorrem concomitantemente.
1 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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