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Os cânceres agressivos e metastáticos mostram plasticidade metabólica aumentada, mas os mecanismos subjacentes precisos disso permanecem obscuros. Neste estudo, publicado na revista Nature, mostrou-se como duas modificações de RNA conduzem a tradução do mRNA mitocondrial para alimentar a metástase1. As células2 de câncer3 oral humano deficientes em m5C, uma forma metilada de citosina, exibem níveis aumentados de glicólise e alterações em sua função mitocondrial que não afetam a viabilidade celular ou o crescimento do tumor4 primário in vivo; no entanto, a plasticidade metabólica é severamente prejudicada, pois os tumores mitocondriais deficientes em m5C não metastatizam eficientemente. Isso demonstra que as células2 tumorais requerem m5C mitocondrial para ativar a invasão e disseminação. Esses resultados revelam que as modificações específicas do RNA mitocondrial podem ser alvos terapêuticos para combater a metástase1.
1 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
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Novo estudo, publicado na revista Nature, descobriu que as células1 tumorais do câncer2 de mama3 parecem circular mais no sangue4 durante a noite, se espalhando para outras partes do corpo com maior eficiência e sugerindo que as terapias devem ser direcionadas para maximizar seu impacto à noite. Além disso, as células1 tumorais circulantes (CTCs) são mais propensas à metástase5 durante a fase de repouso do corpo, enquanto as geradas durante a fase ativa do corpo não são. Os cientistas investigaram 30 mulheres com câncer2 de mama3 e coletaram amostras de sangue4 às 10h e às 4h nas horas anteriores às cirurgias de câncer2. A análise revelou que 78% de todas as CTCs foram encontradas nas amostras noturnas, quando as mulheres estavam dormindo. Assim, a geração espontânea de células1 tumorais circulantes com alta propensão à metástase5 não ocorre continuamente, mas está concentrada na fase de repouso do indivíduo afetado, fornecendo uma nova base lógica para interrogação e tratamento controlados por tempo do câncer2 propenso a metástases6.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
6 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
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A adesão à terapia com estatinas pode reduzir a progressão da rigidez arterial entre pacientes adultos com alto risco aterosclerótico, de acordo com uma nova análise publicada no JAMA Network Open. O estudo de coorte1 retrospectivo2 comparou os desfechos de usuários e não usuários de estatina, e os resultados sugerem que usuários contínuos de estatina e usuários de estatina com alta adesão experimentaram uma progressão mais lenta estatisticamente significativa da velocidade da onda de pulso braquial-tornozelo3 (baPWV) em comparação com não usuários, o que não foi observado para aqueles que descontinuaram o uso ou tiveram baixos níveis de adesão à terapia com estatinas. A baPWV é uma medida não invasiva da rigidez arterial obtida por meio de um sistema automatizado. Assim, o estudo demonstrou que o uso de estatina foi associado à baPWV basal mais baixa (-33,6 cm/s) e à progressão mais lenta da baPWV (-23,3 cm/s por ano), em comparação com não usuários de estatina.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
3 Tornozelo: A região do membro inferior entre o PÉ e a PERNA.
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Apesar de ser o distúrbio endócrino1 mais comum que afeta as mulheres em idade fértil, a síndrome2 dos ovários3 policísticos (SOP) representa um aspecto muitas vezes esquecido da saúde4 da mulher na medicina moderna. Um novo estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, está fornecendo aos médicos uma visão5 abrangente das tendências, preditores e resultados de complicações cardiovasculares entre mulheres com SOP. Os resultados do estudo, que utilizou dados da Amostra Nacional de Pacientes Internados de 2002 a 2019, detalham tendências proeminentes de doenças cardiovasculares6 entre mulheres com SOP durante hospitalizações de parto nos EUA, sugerindo que a SOP foi um preditor independente de risco aumentado de complicações múltiplas, incluindo pré-eclâmpsia7, eclâmpsia8, miocardiopatia9 periparto e insuficiência cardíaca10 em comparação com suas homólogas sem SOP. Isso significa a importância da consulta pré-gestacional e otimização da saúde4 cardiometabólica para melhorar os resultados maternos e neonatais.
1 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
7 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
8 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
9 Miocardiopatia: Termo utilizado para se referir a doenças que afetam o músculo cardíaco.Suas causas são variadas sendo as mais freqüentes a isquemia e a hipertensão. Na América do Sul é importante a infecção pelo Tripanosoma Cruzi, causa da miocardiopatia chagásica. Quando não se encontra uma causa para a doença, ela é chamada miocardiopatia idiopática.
10 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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Os resultados de um novo estudo estão sublinhando a necessidade de estratégias de prevenção e educação do paciente, com dados sugerindo que a maioria dos pacientes com acidente vascular cerebral1 isquêmico2 agudo3 tinha fatores de risco vasculares4 maiores não diagnosticados. O estudo, apresentado no Congresso de 2022 da Academia Europeia de Neurologia e publicado no European Journal of Neurology, realizou uma análise de dados de mais de 4.300 pacientes com AVC de um registro suíço abrangendo mais de uma década e os resultados indicaram que 67,7% dos pacientes com AVC tinham pelo menos 1 ou mais fatores de risco maiores não diagnosticados, sendo os mais comuns dislipidemia e hipertensão5. Os pacientes do grupo de fatores de risco não diagnosticados eram mais jovens e com maior frequência de forame6 oval patente, além de uso de anticoncepcionais e de tabaco.
1 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
3 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
4 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
5 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
6 Forame: Mesmo que forâmen. Abertura, buraco, furo, cova. Na anatomia geral, é um orifício, abertura ou perfuração através de um osso ou estrutura membranosa.
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A cirrose1 hepática2 foi associada a um maior risco de acidente vascular cerebral3 em um grande estudo retrospectivo4, e a associação foi independente de fatores de risco cardiovascular estabelecidos, relatou a pesquisa apresentada na reunião da Associação Europeia para o Estudo do Fígado5 e publicada no Journal of Hepatology. No estudo de quase 1,3 milhão de indivíduos na Alemanha, a análise multivariada mostrou um risco 21% maior para qualquer evento cardiovascular – acidente vascular cerebral3 ou infarto do miocárdio6 – entre aqueles com versus sem cirrose1 (7,7% vs 5,9%). Mas olhar para os dois componentes individualmente revelou um risco 37% maior de acidente vascular cerebral3 no grupo de cirrose1, mas nenhum risco maior de infarto do miocárdio6 (AVC: 5,1% vs 3,5%; IM: 2,8% vs 2,6%).
1 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
2 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
3 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
4 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
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Embora os déficits vestibulares1 sejam mais prevalentes em crianças com deficiência auditiva e possam afetar seu desenvolvimento em vários níveis, a avaliação vestibular2 pediátrica ainda é incomum na prática clínica. Como a detecção precoce pode permitir uma intervenção oportuna, este projeto pioneiro implementou um teste básico de triagem vestibular2 para cada criança de seis meses de idade com deficiência auditiva em Flandres, Bélgica. Este estudo, publicado na revista Pediatrics, teve como objetivo relatar os resultados da triagem vestibular2 em um período de três anos e definir os fatores de risco mais importantes para os resultados anormais da triagem vestibular2. No geral, resultados anormais da triagem vestibular2 foram encontrados em 13,8% dos bebês3. Os resultados da triagem vestibular2 em bebês3 com perda auditiva neurossensorial indicam o maior risco de déficits vestibulares1 na perda auditiva severa a profunda e certas etiologias subjacentes da perda auditiva, como meningite4, síndromes, infecção5 congênita6 por citomegalovírus7 e anomalias cocleovestibulares.
1 Vestibulares: O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema.
2 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
3 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
4 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
7 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
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As intervenções assistidas por animais mostraram efeitos benéficos na saúde1 e no bem-estar, no entanto, falta um conhecimento robusto sobre a mediação do estresse em crianças. Agora, um estudo publicado na revista PLOS ONE abordou como os cães podem ser curativos para as crianças. Descobriu-se que sessões duas vezes por semana com um cão e seu treinador reduziram significativamente os níveis de cortisol das crianças – o hormônio2 do estresse – que foi medido através de amostras de saliva. A intervenção pareceu ser mais eficaz do que sessões de relaxamento guiadas. Os benefícios foram observados tanto para crianças neurotípicas quanto para aquelas com necessidades educacionais especiais. Essas descobertas fornecem evidências cruciais de que as intervenções com cães podem atenuar com sucesso os níveis de estresse em crianças em idade escolar, com implicações importantes para a implementação, aprendizado e bem-estar de intervenções assistidas por animais.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
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A prevenção primária da alergia1 alimentar pela introdução precoce de alimentos alergênicos parece promissora. Neste estudo publicado no The Lancet, o objetivo foi determinar se a introdução alimentar precoce ou a aplicação regular de emolientes cutâneos em lactentes2 de uma população geral reduz o risco de alergia1 alimentar. O grupo de intervenção alimentar recebeu alimentação complementar precoce de amendoim, leite de vaca, trigo e ovo3 a partir dos 3 meses. Alergia1 alimentar foi diagnosticada em 2,3% dos bebês4 no grupo sem intervenção, 3,0% dos bebês4 no grupo de intervenção cutânea5, 0,9% dos bebês4 no grupo de intervenção alimentar e 1,2% dos bebês4 no grupo de intervenção combinada. Não foram observados eventos adversos graves. O estudo concluiu que a exposição a alimentos alergênicos a partir dos 3 meses de idade reduziu a alergia1 alimentar aos 36 meses em uma população geral. Esses resultados suportam que a introdução precoce de alimentos alergênicos comuns é uma estratégia segura e eficaz para prevenir a alergia1 alimentar.
1 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
2 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
4 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
5 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
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Uma forma alterada de um aminoácido que é produzida em humanos e camundongos após o exercício pode ser usada para ajudar camundongos obesos a perder peso, suprimindo o apetite. As descobertas, publicadas em um estudo na revista Nature, podem eventualmente levar a uma nova forma de medicamento para o tratamento da obesidade1. Até agora, o papel biológico da molécula Lac-Phe, que é produzida quando o aminoácido fenilalanina2 reage com outra molécula chamada lactato3, não era claro. No estudo, os pesquisadores encontraram evidências de que o Lac-Phe reduz o apetite de camundongos após o exercício. Ao injetar a molécula em camundongos obesos, eles consumiram metade da comida em relação aos camundongos de controle. Por outro lado, a ablação4 genética da biossíntese de Lac-Phe em camundongos aumenta a ingestão de alimentos e a obesidade1 após o treinamento físico. Os grandes aumentos induzíveis por atividade na circulação5 de Lac-Phe também são observados em humanos.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Fenilalanina: É um aminoácido natural, encontrado nas proteínas vegetais e animais, essencial para a vida humana.
3 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
4 Ablação: Extirpação de qualquer órgão do corpo.
5 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
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