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Medical Journal - 24/03/21
Estudo publicado pelo The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism identificou uma relação entre o uso de anabolizantes e a diminuição de testosterona a longo prazo. Quanto maior o tempo de uso dos esteroides, mais baixos foram os níveis de testosterona, ocorrendo casos em que a substância levou à infertilidade1. O fator 3 semelhante à insulina2 (INSL3) sérico é um biomarcador superior da capacidade secretora das células de Leydig3 em comparação com a testosterona, e a pesquisa identificou níveis séricos reduzidos de INSL3 em ex-usuários de andrógenos4 mesmo anos após a cessação do uso, sugerindo capacidade prejudicada das células de Leydig3.
1 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
2 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
3 Células de Leydig: Células produtoras de esteróides no tecido intersticial do TESTÍCULO. São reguladas pelos HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS, pelo HORMÔNIO LUTEINIZANTE ou pelo hormônio estimulante das células intersticiais. Entre os ANDROGÊNIOS produzidos , o principal hormônio é a TESTOSTERONA.
4 Andrógenos: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógenos: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
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Medical Journal - 22/03/21
Neste estudo, publicado pela revista Nature Communications, pesquisadores desenvolveram e testaram um método para utilizar a cavidade pericárdica como um “molde” natural para a formação de patch (ou remendo) cardíaco in situ1 após injeção2 intrapericárdica de terapêutica3 em hidrogéis biocompatíveis. Os resultados do estudo estabelecem a injeção2 intrapericárdica como um método seguro e eficaz para administrar hidrogéis com suporte terapêutico ao coração4 para reparo cardíaco.
1 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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Medical Journal - 19/03/21
Os vermes intestinais infectam cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Algumas regiões onde esses vermes são endêmicos também apresentam taxas excepcionalmente altas de doenças infecciosas, como a malária. Agora, um estudo publicado pelo periódico Cell descobriu que, com seu efeito no revestimento do intestino, um parasita1 auxilia outro agente infeccioso. Foi demonstrado, especificamente, que a coinfecção por helmintos2 aumenta a suscetibilidade de vários flavivírus neurotrópicos.
1 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
2 Helmintos: Designação comum a diversas espécies de vermes endoparasitas, pertencentes aos filos dos platelmintos, asquelmintos e outros de afinidade taxonômica incerta; verme.
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Medical Journal - 18/03/21
Um estudo recente, publicado no jornal Circulation, sugere ter determinado a ingestão diária ideal de frutas e vegetais. Os investigadores observaram que grandes quantidades de inconsistência nas orientações dietéticas podem muitas vezes causar confusão entre os pacientes, e descobriram que o consumo de 5 porções de frutas e vegetais por dia, o que representa 2 porções de frutas e 3 porções de vegetais, estava relacionado à maior longevidade geral e a uma redução de 12% no risco de morte por doenças cardiovasculares1.
1 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 18/03/21
Uma análise global de informações dietéticas, publicada no The New England Journal of Medicine, sugere que dietas ricas em carboidratos de baixa qualidade estão associadas a um maior risco de ataque cardíaco, derrame1 e morte. O estudo PURE incluiu mais de 135.000 participantes de 20 países diferentes em 5 continentes, e seus dados sugerem que uma dieta com alto índice glicêmico foi associada a um aumento de 21% no risco de um evento cardiovascular maior ou morte entre aqueles sem histórico de doença cardiovascular, com esse risco tornando-se maior entre aqueles com doença cardiovascular preexistente.
1 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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Medical Journal - 17/03/21
Quase um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de comportamentos obsessivo-compulsivos. Esse novo estudo, publicado na revista Nature Medicine, demonstra que a estimulação elétrica de neurônios1 no cérebro2 pode lidar com impulsos obsessivo-compulsivos. Os pesquisadores visaram o córtex orbitofrontal com corrente alternada, demonstrando que a aplicação crônica do procedimento durante 5 dias atenua de forma robusta o comportamento obsessivo-compulsivo em uma população não clínica por 3 meses, com maiores benefícios para indivíduos com sintomas3 mais graves.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 17/03/21
Pesquisa realizada pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, e publicado na revista científica Laser Physics Letters, utilizou a terapia a laser de baixa intensidade na recuperação de dois pacientes com paralisia1 do nervo facial2 por trauma e paralisia1 de Bell, respectivamente. Aplicações de laser e vácuo reverteram a paralisia1 facial sem uso de medicamentos, resultando em recuperação completa e expressão facial normal em ambos os pacientes.
1 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
2 Nervo facial:
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Medical Journal - 16/03/21
A retinopatia diabética1 é a principal causa de cegueira em adultos que vivem em países desenvolvidos. Ela é uma complicação microvascular que ocorre em cerca de 35% dos indivíduos com diabetes2. Resultados de um estudo, publicado pela revista Scientific Reports, indicam que a variabilidade da glicose3 em longo prazo medida pela variabilidade real média da HbA1c4 pode ser um fator de risco5 independente para o desenvolvimento de retinopatia diabética1, além do nível médio de HbA1c4 em indivíduos com diabetes2.
1 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
5 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
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Medical Journal - 16/03/21
O estudo publicado pelo The British Medical Journal teve como objetivo estabelecer o efeito das estatinas nos sintomas1 musculares em pessoas que relataram anteriormente sintomas1 musculares ao tomar esta classe de medicação. Nenhum efeito geral da atorvastatina 20 mg sobre os sintomas1 musculares em comparação com o placebo2 foi encontrado. Após o estudo, 66% (74 pessoas) daqueles que participaram da discussão do final do ensaio (113) já haviam reiniciado o uso de estatinas ou pretendiam retomar o tratamento.
1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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Medical Journal - 15/03/21
Os fenótipos específicos em recém-nascidos prematuros estão associados a diferenças clínicas, de crescimento e de neurodesenvolvimento aos 2 anos de idade em comparação com recém-nascidos a termo? Neste estudo, publicado pelo JAMA Pediatrics, foram identificados 8 fenótipos de nascimento prematuro. Cada fenótipo1 foi associado a diferenças substanciais na morbidade2 neonatal e nos resultados infantis, apoiando o uso da classificação fenotípica3 para nascimentos prematuros.
1 Fenótipo: Características apresentadas por um indivíduo sejam elas morfológicas, fisiológicas ou comportamentais. Também fazem parte do fenótipo as características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação, como, por exemplo, o tipo sanguíneo do indivíduo.
2 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
3 Fenotípica: Referente a fenótipo, ou seja, à manifestação visível ou detectável de um genótipo. Características físicas, morfológicas e fisiológicas do organismo.
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