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Níveis elevados de um tipo de proteína no sangue1 podem ajudar a identificar quem está em maior risco de diabetes2 e mortalidade3 relacionada ao câncer4, relataram pesquisadores em um estudo publicado na revista Diabetologia. No estudo com mais de 4.000 adultos suecos, as chances de diabetes2 prevalente foram quase duas vezes maiores para aqueles que caíram no quartil mais alto de concentrações plasmáticas de prostasina versus aqueles no quartil mais baixo. Além disso, os níveis de prostasina também foram significativamente associados ao diabetes2 de início recente, ao longo de um período médio de acompanhamento de 22 anos. Comparados com as concentrações de prostasina do quartil mais baixo, aqueles que caíram nas concentrações mais altas tiveram um risco 76% maior de desenvolver diabetes2 incidente5. Além do diabetes2, a prostasina plasmática estava associada à mortalidade3 por câncer4 entre essa coorte6 de adultos de meia-idade. Em comparação com o quartil mais baixo de prostasina, aqueles que se enquadram no quartil mais alto tiveram um risco 43% maior de mortalidade3 por câncer4. Os achados podem lançar uma nova luz sobre a relação entre diabetes2 e câncer4.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
6 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Os recém-nascidos de mães com deficiência apresentaram risco leve a moderadamente aumentado de várias complicações no parto, relatou um estudo de coorte1 publicado na revista Pediatrics. Os bebês2 de mães com deficiência intelectual ou de desenvolvimento estavam em maior risco de vários desfechos em comparação com aqueles nascidos de mães sem deficiência diagnosticada, como nascimento prematuro com menos de 37 semanas, pequeno para a idade gestacional, morbidade3 neonatal, síndrome4 de abstinência neonatal e admissão na UTI Neonatal. Recém-nascidos de mães com duas ou mais deficiências apresentaram magnitudes semelhantes desses riscos elevados. O estudo concluiu que existe um risco elevado de leve a moderado para complicações entre os recém-nascidos de mulheres com deficiência. Essas mulheres podem precisar de cuidados pré-concepção5 e pré-natais adaptados e aprimorados, e seus recém-nascidos podem precisar de apoio extra após o nascimento.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Concepção: O início da gravidez.
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Mulheres grávidas com hipertensão1 gestacional e pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 tiveram um risco maior de demência4 vascular5 mais tarde na vida, embora não tenham apresentado risco excessivo significativo para a doença de Alzheimer6, de acordo com um estudo que acompanhou mulheres retrospectivamente por um período de 80 anos, apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer7. Entre quase 20.000 mulheres com histórico de distúrbios hipertensivos da gravidez8 (DHG), o risco de demência4 vascular5 foi maior naquelas com pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 e naquelas com hipertensão1 gestacional, em comparação com aquelas sem DHG. O risco de demência4 por todas as causas também foi maior com essas condições. Mulheres com pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 também foram mais propensas a desenvolver outras demências / demências não especificadas em comparação com mulheres sem DHG. Segundo os pesquisadores, até 61% do excesso de risco pode ser explicado por distúrbios cardíacos e mentais na meia-idade.
1 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
2 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
3 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
4 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
5 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
6 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
7 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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A ferroptose, uma forma não apoptótica de morte celular marcada pela peroxidação lipídica ferro-dependente, tem um papel fundamental na lesão1 de órgãos, doença degenerativa2 e vulnerabilidade de cânceres resistentes à terapia. Neste estudo, publicado na revista Nature, mostrou-se que as formas totalmente reduzidas de vitamina3 K conferem uma forte função antiferroptótica, além da função convencional ligada à coagulação4 do sangue5. A proteína 1 supressora de ferroptose (FSP1) reduziu eficientemente a vitamina3 K à sua hidroquinona, um potente antioxidante de captura de radicais e inibidor de (fosfo)peroxidação lipídica. Esses achados demonstram que o ciclo não canônico da vitamina3 K dependente de FSP1 pode atuar para proteger as células6 contra a peroxidação lipídica prejudicial e a ferroptose.
1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
3 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
4 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
5 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
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Um anticorpo1 monoclonal de última geração contra a malária teve um bom desempenho em segurança, eficácia, duração da meia-vida e facilidade de entrega em um estudo de fase I. De acordo com os resultados do estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, apenas uma dose do anticorpo1 antimalárico L9LS conferiu proteção a 15 dos 17 receptores desafiados com infecção2 controlada por malária humana. Em contraste, os seis controles que não receberam o tratamento apresentaram parasitemia no teste de PCR3 dentro de 21 dias de exposição aos mosquitos infectados. O L9LS mostrou uma meia-vida sérica de 56 dias, e a modelagem farmacocinética sugeriu que uma dose de 5 mg/kg em crianças pode fornecer proteção por até 6 a 12 meses. Neste pequeno estudo, portanto, o L9LS administrado por via intravenosa ou subcutânea4 protegeu os receptores contra a malária após infecção2 controlada, sem preocupações de segurança evidentes.
1 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
4 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
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É sabido que caminhar 15 minutos após uma refeição pode reduzir os níveis de açúcar1 no sangue2, o que pode ajudar a evitar complicações como o diabetes tipo 23. Mas uma nova descoberta mostra que apenas alguns minutos de caminhada podem ativar esses benefícios. Em uma metanálise, publicada recentemente na revista Sports Medicine, os pesquisadores analisaram os resultados de sete estudos que compararam os efeitos de sentar versus ficar em pé ou caminhar em medidas de saúde4 do coração5, incluindo níveis de insulina6 e açúcar1 no sangue2. Eles descobriram que a caminhada leve após uma refeição, em incrementos de apenas dois a cinco minutos, teve um impacto significativo na moderação dos níveis de açúcar1 no sangue2. Ficar em pé também ajudou a baixar os níveis de açúcar1 no sangue2, embora não tanto quanto a caminhada leve. O estudo concluiu que interrupções curtas frequentes ficando de pé atenuaram significativamente a glicose7 pós-prandial em comparação com a posição sentada prolongada; no entanto, a caminhada de intensidade leve representou uma interrupção superior.
1 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
7 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
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A gastroplastia vertical endoscópica minimamente invasiva adicionada a modificações no estilo de vida foi eficaz para induzir perda de peso significativa em pacientes com níveis leves e moderados de obesidade1, de acordo com estudo randomizado2 publicado no The Lancet. Entre os pacientes com obesidade1 classe I ou II, a porcentagem média de perda de excesso de peso na semana 52 foi significativamente maior para aqueles submetidos à gastroplastia vertical, em 49,2% versus 3,2% para o grupo controle. Além disso, 77% dos pacientes de gastroplastia vertical conseguiram um declínio de 25% ou mais no excesso de peso no primeiro ano, contra apenas 12% dos pacientes do grupo controle. Quanto à perda de peso total, os pacientes submetidos à gastroplastia vertical tiveram um declínio de 13,6% no primeiro ano de pós-operatório em comparação com apenas 0,8% para o grupo controle. O estudo concluiu que gastroplastia vertical endoscópica é uma intervenção segura que resultou em perda de peso significativa, mantida em 104 semanas, com importantes melhoras nas comorbidades3 metabólicas.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
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Microcoágulos que bloqueiam o fluxo de sangue1 e oxigênio são uma possível explicação para sintomas2 longos da covid, como exaustão e névoa cerebral. Agora parece que eles também podem ser culpados pela síndrome3 da fadiga4 crônica. Um novo estudo, publicado no periódico Pharmaceuticals, aponta que pessoas com síndrome3 da fadiga4 crônica podem ter pequenos coágulos no sangue1. Esses microcoágulos podem ser responsáveis pelos principais sintomas2 da doença, que incluem exaustão persistente, dor e confusão mental. Os resultados demonstram que a encefalomielite miálgica / síndrome3 da fadiga4 crônica é acompanhada por mudanças substanciais e mensuráveis na coagulabilidade, hiperativação plaquetária e formação de microcoágulos fibrinaloides. Estes microcoágulos, em particular, podem contribuir para muitos sintomas2 da encefalomielite miálgica através do bloqueio (temporário) de microcapilares e, portanto, isquemia5, além de poderem danificar o endotélio6.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
4 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
5 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
6 Endotélio: Camada de células que reveste interiormente os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos.
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Um novo estudo, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, está soando o alarme sobre o potencial aumento do risco de dano renal1 observado com o uso de rosuvastatina que não foi observado com outras terapias com estatinas. Os resultados do estudo, que avaliou a nefrotoxicidade2 da rosuvastatina contra a atorvastatina usando dados de prontuários eletrônicos desidentificados, demonstram que o uso de rosuvastatina foi associado a um risco 8% maior de hematúria3, um risco 17% maior de proteinúria4 e um risco 15% maior de desenvolver insuficiência renal5 com necessidade de terapia de substituição, como diálise6 ou transplante, em um acompanhamento médio de 3,1 anos em comparação ao uso de atorvastatina. Esses achados sugerem a necessidade de maior cuidado na prescrição e monitoramento da rosuvastatina, principalmente em pacientes que recebem altas doses ou que têm doença renal1 crônica grave.
1 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
2 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
3 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
4 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
5 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
6 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
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A gota1 está associada a doenças cardiovasculares2, mas a associação temporal entre crises de gota1 e eventos cardiovasculares não foi investigada. Agora, de acordo com um novo estudo publicado no JAMA, descobriu-se que pacientes com gota1 experimentando um surto estavam em maior risco de infarto do miocárdio3 e acidente vascular cerebral4 nos 4 meses seguintes ao surto de gota1. Os resultados do estudo, que envolveu 62.574 pacientes com gota1, demonstram que os pacientes que sofreram um surto de gota1 tiveram quase o dobro do risco de um evento cardiovascular nos 60 dias após o surto, com risco residual observado até 120 dias após o início do surto de gota1. Esses achados sugerem que os surtos de gota1 estão associados a um aumento transitório de eventos cardiovasculares após o surto.
1 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
2 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
3 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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