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Uma pesquisa publicada no JAMA aponta que quase 40% das meninas e mulheres jovens nos EUA têm níveis insuficientes de ferro no sangue1, o que pode levar a sintomas2 como fadiga3, névoa cerebral e queda de cabelo4. Destas, 16% também têm anemia5 por deficiência de ferro, uma condição potencialmente grave em que a falta de ferro leva a uma redução dos glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio pelo corpo. Taxas crescentes de vegetarianismo e veganismo podem estar causando essa deficiência de ferro, uma condição que também ocorre comumente devido a fluxos menstruais intensos.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
4 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
5 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
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De acordo com um estudo publicado na revista científica Obstetrics & Gynecology, o risco de histerectomia1 após ablação2 endometrial parece aumentar de 4,3% após 1 ano para 12,4% após 5 anos. Os médicos podem usar os resultados desta revisão para aconselhar as pacientes sobre o risco de 12% de histerectomia1 5 anos após a ablação2 endometrial.
1 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
2 Ablação: Extirpação de qualquer órgão do corpo.
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Dois estudos de fase 3 do fitusiran, um pequeno RNA interferente (siRNA) da Sanofi, atingiram seus objetivos primários de reduzir significativamente a taxa de sangramentos anualizada de pacientes com hemofilia1 A ou B, com ou sem inibidores. Os resultados do estudo ATLAS2-INH, publicados no The Lancet, e do estudo ATLAS2-A/B, publicados no The Lancet Haematology, mostram que 66% (25 de 38) e 51% (40 de 79) dos pacientes não tiveram sangramentos tratados no período do estudo, respectivamente, em comparação com 5% dos pacientes nos grupos de controle.
1 Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
2 Atlas:
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De acordo com um grande estudo sobre níveis de atividade e dor da artrite1, publicado no periódico científico Arthritis & Rheumatology, parece não haver ligação entre a quantidade de exercício que as pessoas fazem e se elas desenvolvem osteoartrite2 dolorosa nos joelhos. Mas a pesquisa não pode descartar que formas de exercícios de alto impacto, como correr, causem a condição. Os achados sugerem que o gasto de energia fisiológica3 de corpo inteiro durante atividades recreativas e o tempo gasto em atividade física não foram associados a resultados de osteoartrite2 do joelho incidente4.
1 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
2 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
3 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
4 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
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A grande maioria dos ligamentos1 cruzados anteriores (LCA) rompidos pode se curar com a ajuda de uma joelheira especializada, descobriu um pequeno estudo publicado no British Journal of Sports Medicine. No estudo envolvendo 80 pessoas com ligamentos1 cruzados anteriores rompidos, 90% apresentaram sinais2 de cicatrização após três meses de uso da órtese3 para joelho. Pessoas com mais cicatrização do LCA na ressonância magnética4 de três meses relataram melhores resultados em 12 meses, incluindo taxas muito altas de retorno ao esporte e melhor função do joelho e qualidade de vida.
1 Ligamentos: 1. Ato ou efeito de ligar(-se). Tudo o que serve para ligar ou unir. 2. Junção ou relação entre coisas ou pessoas; ligação, conexão, união, vínculo. 3. Na anatomia geral, é um feixe fibroso que liga entre si os ossos articulados ou mantém os órgãos nas respectivas posições. É uma expansão fibrosa ou aponeurótica de aparência ligamentosa. Ou também uma prega de peritônio que serve de apoio a qualquer das vísceras abdominais. 4. Vestígio de artéria fetal ou outra estrutura que perdeu sua luz original.
2 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
3 Órtese: Qualquer aparelho externo usado para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
4 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
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O consumo de ácidos graxos ômega-3 – particularmente o ácido alfa-linolênico (ALA), um nutriente encontrado em alimentos como sementes de linhaça, nozes e óleos de chia, canola e soja – pode ajudar a retardar a progressão da doença em pacientes com esclerose1 lateral amiotrófica (ELA), de acordo com um novo estudo publicado na revista Neurology. Os pesquisadores calcularam que os participantes com os níveis mais altos de ALA tiveram um risco 50% menor de morte durante o período do estudo do que os participantes com os níveis mais baixos de ALA.
1 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
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Estudo publicado na revista Cell Metabolism mostrou que o jejum intermitente1 melhora o curso clínico e a patologia2 do modelo de camundongo de esclerose múltipla3 (encefalomielite autoimune4 experimental). O jejum intermitente1 aumenta a diversidade microbiana intestinal, altera sua composição e vias metabólicas. A transferência da microbiota5 intestinal de camundongos em jejum intermitente1 levou à proteção contra encefalomielite autoimune4 experimental em camundongos receptores. As descobertas observadas com restrição de energia intermitente1 em pacientes com esclerose múltipla3 recapitulam parcialmente o que é observado com jejum intermitente1 na encefalomielite autoimune4 experimental.
1 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
2 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
3 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
4 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
5 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
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Uma equipe liderada por pesquisadores da Harvard Medical School desenvolveu uma nova ferramenta que promete melhorar a maneira como os patologistas veem e avaliam um tumor1, fornecendo pistas detalhadas sobre o câncer2. A ferramenta, chamada Orion, combina informações histológicas3 com moleculares e oferece uma visão4 mais profunda do tipo, comportamento e provável resposta de um tumor1 ao tratamento. Um relatório sobre o trabalho da equipe foi publicado na revista Nature Cancer2.
1 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Histológicas: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
4 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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Ainda há muito a ser descoberto sobre como as células1 pré-malignas se tornam células1 cancerígenas. Agora, uma análise do desenvolvimento de um tipo de leucemia2 humana implica a luz ultravioleta no desencadeamento de uma forma rara de câncer3, chamada neoplasia4 de células dendríticas5 plasmocitoides blásticas (NCDPB). Os dados, publicados na revista Nature, mostram que a migração de um tipo de célula6 imune através da pele7 leva ao acúmulo de danos no DNA associados à exposição à luz ultravioleta (UV). Esse dano precede a aquisição de mutações associadas à transformação em malignidade, indicando que o movimento de células1 pré-leucêmicas para a pele7 está envolvido nos estágios iniciais da NCDPB.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
5 Células Dendríticas: Células especializadas do sistema hematopoético que possuem extensões semelhantes a ramos. São encontradas em todo o sistema linfático, e tecidos não linfóides, como PELE e o epitélio nos tratos intestinal, respiratório e reprodutivo. Elas prendem e processam ANTÍGENOS e os apresentam às CÉLULAS T, estimulando assim a IMUNIDADE MEDIADA POR CÉLULAS. São diferentes das CÉLULAS DENDRÍTICAS FOLICULARES não hematopoéticas, que têm morfologia e função do sistema imune semelhantes, exceto em relação à imunidade humoral (PRODUÇÃO DE ANTICORPOS).
6 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
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De acordo com um novo estudo, publicado na revista Science Advances, o vírus1 da gripe2 pega carona com partículas finas do ar para penetrar profundamente no pulmão3. Pesquisas em camundongos mostraram que a poluição por partículas finas transporta o vírus1 e o ajuda a entrar nas células4. A partir daí, o sangue5 o transporta para órgãos distantes. Isso pode explicar por que a gripe2 piora quando a qualidade do ar é ruim.
1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
3 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
4 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
5 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
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