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Medical Journal - 08/06/22
Cientistas descobriram que alguns bebês1 em risco de síndrome2 da morte súbita infantil, ou SMSI, têm baixos níveis de uma enzima3 chamada butirilcolinesterase (BChE) no sangue4. O estudo, publicado na revista eBioMedicine, pode abrir caminho para a triagem neonatal e intervenções se os resultados forem corroborados por mais pesquisas. Foram comparadas amostras de sangue4 seco do teste do pezinho de recém-nascidos de 655 bebês1 saudáveis, 26 bebês1 que morreram de SMSI e 41 bebês1 que morreram de outra causa. Eles descobriram que cerca de nove em cada dez bebês1 que morreram de SMSI tinham níveis significativamente mais baixos de BChE do que os bebês1 dos outros dois grupos. Concluiu-se que um déficit colinérgico5 não identificado anteriormente, identificável por uma anormal atividade específica da BChE mais baixa, está presente ao nascimento em bebês1 com síndrome2 da morte súbita infantil e representa uma vulnerabilidade mensurável e específica antes de sua morte.
1 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Colinérgico: 1. Relativo a ou semelhante à acetilcolina, especialmente quanto à ação fisiológica. 2. Diz-se das sinapses ou das fibras nervosas que liberam ou são ativadas pela acetilcolina.
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Medical Journal - 07/06/22
Adultos com declínio cognitivo1 subjetivo – um indicador precoce de possível doença de Alzheimer2 ou demência3 – eram prováveis de ter um grande número de fatores de risco modificáveis para demência3, mostraram dados de uma pesquisa publicada no Morbidity and Mortality Weekly Report do CDC dos Estados Unidos. Mais de um em cada três adultos com 45 anos ou mais (34,3%) que disseram estar experimentando confusão ou perda de memória pior ou mais frequente tinham pelo menos quatro de oito fatores de risco modificáveis para demência3. Em contraste, apenas 13,1% das pessoas sem declínio cognitivo1 subjetivo tinham quatro ou mais fatores modificáveis. Os oito fatores de risco modificáveis incluíram pressão alta, sedentarismo4, obesidade5, diabetes6, depressão, tabagismo, perda auditiva e consumo excessivo de álcool. A prevalência7 de declínio cognitivo1 subjetivo saltou de 3,9% em pessoas sem fatores de risco para 25% em pessoas com quatro ou mais fatores. A implementação de estratégias baseadas em evidências para lidar com fatores de risco modificáveis pode ajudar a alcançar a redução do risco de Alzheimer8 e demência3 enquanto promove o envelhecimento saudável.
1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
4 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
5 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
6 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
7 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
8 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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Medical Journal - 07/06/22
A transfusão1 de líquido cefalorraquidiano2 (LCR) de camundongos jovens para os mais velhos aumentou a memória dos animais mais velhos, mostrou um estudo inovador publicado na revista Nature. A infusão de LCR desencadeou vias de sinalização do fator de crescimento de fibroblastos3 (FGF), que ativou um fator de transcrição chamado SRF que promoveu vias que levam à proliferação e maturação de oligodendrócitos. Os oligodendrócitos produziram mielina4 para apoiar a sinalização neuronal, o que levou à melhora da memória. Esses achados demonstram o poder rejuvenescedor do líquido cefalorraquidiano2 jovem e identificam o fator de crescimento de fibroblastos3 17 como um alvo chave para restaurar a função dos oligodendrócitos no cérebro5 envelhecido. A descoberta foi a mais recente indicação de que tornar os cérebros resistentes às mudanças implacáveis da velhice pode depender menos de interferir em processos específicos de doenças e mais de tentar restaurar o ambiente do cérebro5 para algo mais próximo de seu estado juvenil.
1 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
2 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
3 Fibroblastos: Células do tecido conjuntivo que secretam uma matriz extracelular rica em colágeno e outras macromoléculas.
4 Mielina: Bainha, rica em lipídeos e proteínas, que reveste os AXÔNIOS, tanto no sistema nervoso central como no periférico. É um isolante elétrico que permite a condução dos impulsos nervosos de modo mais rápido e energeticamente mais eficiente. É formada pelas membranas de células da glia (CÉLULAS DE SCHWANN no sistema nervoso periférico e OLIGODENDROGLIA no sistema nervoso central). A deterioração desta bainha nas DOENÇAS DESMIELINIZANTES é um sério problema clínico.
5 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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Medical Journal - 06/06/22
A vacinação contra a gripe1 também pode reduzir o risco de desenvolver problemas cardiovasculares, de acordo com dados de uma metanálise publicada no JAMA Network Open. Os resultados mostraram que 3,6% dos pacientes vacinados desenvolveram um evento cardiovascular adverso maior em 12 meses em comparação com 5,4% daqueles que receberam placebo2 ou controle, uma diferença significativa de 1,8% traduzindo-se em um número necessário para vacinar de 56 pacientes para prevenir 1 evento. No geral, o recebimento da vacinação contra influenza3 foi associado a um risco 34% menor de eventos cardiovasculares adversos maiores, e indivíduos com síndrome4 coronariana aguda recente tiveram um risco 45% menor. Esses resultados sugerem que os médicos e os formuladores de políticas devem continuar a aconselhar os pacientes de alto risco sobre os benefícios cardiovasculares da vacinação contra a gripe1 sazonal.
1 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
3 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
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Medical Journal - 06/06/22
A intensidade do tratamento com hormônio1 tireoidiano foi associada à mortalidade2 cardiovascular (CV), de acordo com um estudo observacional publicado no JAMA Network Open. Em mais de 700.000 pacientes que receberam tratamento com hormônio1 tireoidiano e foram acompanhados por uma mediana de 4 anos, aqueles com hipertireoidismo3 exógeno (tireotrofina menor que 0,1 mUI/L) tiveram um aumento de 39% no risco de mortalidade2 CV após ajuste para fatores de risco conhecidos. O aumento do risco foi semelhante em uma avaliação de hipertireoidismo3 com medidas de tiroxina livre (T4 livre); pacientes com níveis maiores que 1,9 ng/dL tiveram um aumento de 29% no risco. O hipotireoidismo4 foi ainda mais fortemente associado à mortalidade2 CV, especificamente níveis de tireotrofina maiores que 20 mUI/L foram associados a um aumento de risco de mais de duas vezes. E níveis de T4 livre menores que 0,7 ng/dL também foram associados a maior risco. Esses achados enfatizam a importância de manter o eutireoidismo para diminuir o risco cardiovascular e a morte entre os pacientes que recebem tratamento com hormônio1 tireoidiano.
1 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
2 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
3 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
4 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
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Medical Journal - 03/06/22
Dietas ricas em alimentos inflamatórios foram associadas a marcadores globais de envelhecimento cerebral e doença de pequenos vasos cerebrais na ressonância magnética1, mostrou um estudo transversal publicado na revista Alzheimer2's & Dementia. Em comparação com dietas anti-inflamatórias, aquelas consideradas pró-inflamatórias no Índice Inflamatório da Dieta foram associadas a menor volume cerebral total após ajuste para co-variáveis demográficas, clínicas e de estilo de vida. Segundo os autores, os processos inflamatórios sistêmicos3 no corpo, incluindo o cérebro4, podem ser influenciados pela dieta, levando ao seu importante papel contributivo no envelhecimento cerebral. Os resultados demonstraram, portanto, associações entre pontuações mais altas do Índice Inflamatório da Dieta e medidas globais de ressonância magnética1 do cérebro4.
1 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
2 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
3 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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Medical Journal - 02/06/22
Estudo publicado pelo The British Medical Journal teve como objetivo determinar se uma intervenção multicomponente baseada em atividade física com suporte tecnológico e aconselhamento nutricional previne incapacidade de mobilidade em idosos com fragilidade física e sarcopenia. A intervenção multicomponente compreendeu atividade física de intensidade moderada duas vezes por semana em um centro e até quatro vezes por semana em casa. Dados de actimetria1 foram usados para adequar a intervenção. Os participantes também receberam aconselhamento nutricional personalizado. A incapacidade de mobilidade ocorreu em 46,8% dos participantes atribuídos à intervenção multicomponente e 52,7% dos controles. O estudo concluiu que uma intervenção multicomponente foi associada a uma redução na incidência2 de incapacidade de mobilidade em idosos com fragilidade física e sarcopenia e pontuações da bateria de desempenho físico de curta duração de 3-7. A fragilidade física e a sarcopenia podem ser um alvo para preservar a mobilidade em idosos vulneráveis.
1 Actimetria: A actimetria pode mostrar quando uma pessoa acorda e quão ativa ela é durante a noite de sono. Um local comum para a colocação de um dispositivo com sensor para verificar a actimetria é o pulso, onde pode ser usado como um relógio. O paciente costuma usar o dispositivo na mão não-dominante.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Medical Journal - 01/06/22
Os tratamentos frequentemente usados para aliviar a dor na região lombar1 podem fazer com que ela na verdade dure mais tempo, de acordo com um novo estudo publicado na revista Science Translational Medicine. Gerenciar a dor com esteroides e anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, pode acabar por transformar a dor nas costas2 em uma condição crônica, segundo o estudo. Uma análise ampla do transcriptoma em células3 imunes de pacientes com lombalgia4 aguda acompanhados por 3 meses mostrou que os genes inflamatórios dependentes da ativação de neutrófilos5 foram regulados positivamente em indivíduos com dor resolvida, enquanto nenhuma alteração foi observada em pacientes com dor persistente, de modo que a regulação ascendente transitória das respostas inflamatórias conduzida por neutrófilos5 foi protetora contra a transição para a dor crônica. Em roedores, os tratamentos anti-inflamatórios prolongaram a duração da dor e o efeito foi abolido pela administração de neutrófilos5. Assim, esses achados demonstram que, apesar da eficácia analgésica em momentos iniciais, o manejo da inflamação6 aguda pode ser contraproducente para os resultados a longo prazo de pacientes com lombalgia4.
1 Região Lombar:
2 Costas:
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
5 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
6 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
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Medical Journal - 01/06/22
A eficácia dos medicamentos atualmente aprovados para a esclerose1 lateral amiotrófica (ELA) é restrita; há necessidade de desenvolver outros tratamentos. Estudos iniciais mostraram que a metilcobalamina em dose ultra-alta é um agente promissor. Neste estudo, publicado no JAMA Neurology, pacientes com ELA em estágio inicial foram randomizados para receber injeção intramuscular2 de metilcobalamina (dose de 50 mg) ou placebo3 duas vezes por semana durante 16 semanas. A diferença média dos mínimos quadrados na pontuação total da Escala de Avaliação Funcional da Esclerose1 Lateral Amiotrófica Revisada na semana 16 do período randomizado4 foi 1,97 pontos maior com metilcobalamina do que com placebo3. A incidência5 de eventos adversos foi semelhante entre os 2 grupos. Os resultados deste ensaio clínico randomizado4 mostraram que a metilcobalamina em dose ultra-alta foi eficaz em retardar o declínio funcional em pacientes com esclerose1 lateral amiotrófica em estágio inicial e com taxa de progressão moderada e foi segura para uso durante o período de tratamento de 16 semanas.
1 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
2 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Medical Journal - 31/05/22
Antes de invadir outras partes do corpo, os tumores podem crescer silenciosamente por anos. Mas agora, uma técnica que usa um “código de barras” de DNA expôs os detalhes desse crescimento furtivo, mapeando a jornada de um tumor1 desde suas origens como uma única célula2 até a metástase3. A técnica permite que os cientistas acompanhem a evolução em subpopulações de células4 tumorais – incluindo aquelas que se espalham pelo corpo. Em estudo publicado na revista Cell, pesquisadores descrevem como o rastreamento de linhagem revela a filodinâmica, plasticidade e caminhos da evolução do tumor1. Foi demonstrado que subclones raros com programas de expressão distintos se expandem durante a evolução do tumor1. As metástases5 são derivadas de subclones em expansão espacialmente localizados do tumor1. Esse estudo elucida a natureza hierárquica da evolução do tumor1 e, mais amplamente, permite estudos aprofundados da progressão do tumor1.
1 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
2 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
3 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
4 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
5 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
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