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Medical Journal - 11/11/21
As intervenções dietéticas podem alterar os níveis de metabólitos1 no microambiente tumoral, o que pode então afetar o metabolismo2 das células3 cancerosas para alterar o crescimento do tumor4. Embora a restrição calórica e uma dieta cetogênica sejam frequentemente consideradas como limitantes da progressão do tumor4, reduzindo a glicose5 no sangue6 e os níveis de insulina7, neste estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores descobriram que apenas a restrição calórica inibe o crescimento de aloenxertos tumorais selecionados em camundongos, sugerindo que outros mecanismos contribuem para a inibição do crescimento tumoral. Os resultados sugerem que incompatibilidades induzidas pela dieta entre a atividade de dessaturação de ácidos graxos tumorais e a disponibilidade de espécies específicas de ácidos graxos determinam se dietas de baixo índice glicêmico prejudicam o crescimento tumoral.
1 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
2 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
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Medical Journal - 11/11/21
Em estudo publicado na revista Science Translational Medicine, médicos demonstraram que é possível entregar medicamentos com segurança diretamente no cérebro1 de uma pessoa, em um tratamento de câncer2 inédito no mundo que envolve a quebra da barreira hematoencefálica. O método envolve temporariamente tornar os vasos sanguíneos3 em uma determinada região do cérebro1 mais porosos, através de um ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética4, para permitir que uma droga flua para fora da corrente sanguínea e alcance as células5 tumorais. Quatro mulheres com câncer2 de mama6 que se espalhou para o cérebro1 tiveram seus tumores reduzidos por um medicamento chamado trastuzumabe (ou Herceptin) usando esse método. Este estudo fornece a primeira evidência em humanos de entrega não invasiva de anticorpos7 monoclonais direcionados espacialmente através da barreira hematoencefálica usando ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética4, demonstrando a promessa desta tecnologia para uma ampla gama de doenças do sistema nervoso central8.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
4 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
7 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
8 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
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Medical Journal - 10/11/21
Os prognósticos com relação à mortalidade1 e aos desfechos hepáticos e não hepáticos em todo o espectro histológico2 da doença hepática3 gordurosa não alcoólica (DHGNA) não estão bem definidos. Neste estudo, publicado pelo The New England Journal of Medicine, a mortalidade1 por todas as causas aumentou com o aumento dos estágios de fibrose4, assim como aumentou a incidência5 de complicações relacionadas ao fígado6, incluindo hemorragia7 varicosa, ascite8, encefalopatia9 e câncer10 hepatocelular. Assim, neste estudo prospectivo11 envolvendo pacientes com DHGNA, os estágios F3 e F4 da fibrose4 foram associados a riscos aumentados de complicações relacionadas ao fígado6 e morte.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
7 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
8 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
9 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
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Medical Journal - 10/11/21
Neste estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, pesquisadores relatam que mutações no gene GNAS que codificam a subunidade alfa estimuladora da proteína G (Gαs) têm uma forte associação genética com obesidade1 grave, devido à sinalização reduzida pelo receptor de melanocortina 4 (MC4R) e possíveis anormalidades de sinalização em outros receptores acoplados à proteína G (GPCRs). O estudo conclui que como as mutações patogênicas podem se manifestar apenas com a obesidade1, o rastreamento de crianças com obesidade1 grave para deficiência do GNAS pode permitir o diagnóstico2 precoce, melhorando os resultados clínicos, e os agonistas de melanocortina podem ajudar na perda de peso.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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Medical Journal - 08/11/21
Embora o tramadol seja cada vez mais usado para controlar a dor crônica não oncológica, poucos estudos de segurança o compararam com outros opioides. Em publicação no periódico JAMA, pesquisadores relatam os resultados de uma avaliação de resultados adversos após as prescrições iniciais de tramadol ou codeína entre residentes da Catalunha, Espanha. Os resultados mostraram que uma nova prescrição de tramadol, em comparação com codeína, foi significativamente associada a um maior risco de mortalidade1 subsequente por todas as causas, eventos cardiovasculares e fraturas, mas não houve diferença significativa no risco de constipação2 , delírio3, quedas, abuso / dependência de opioides ou distúrbios do sono. Os resultados devem ser interpretados com cautela, dado o potencial de confusão residual.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
3 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
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Medical Journal - 08/11/21
Há um uso crescente de parto cesáreo com base na preferência ao invés de indicação médica. No entanto, ainda não está claro até que ponto o parto cesáreo não indicado clinicamente beneficia ou prejudica a sobrevivência1 infantil. Neste estudo, publicado na revista PLOS Medicine, observou-se que nos grupos de Robson com baixas frequências esperadas de parto cesáreo, esse procedimento foi associado a um aumento de 25% na mortalidade infantil2. No entanto, em grupos com altas frequências esperadas de parto cesáreo, os achados sugerem que a cesariana clinicamente indicada está associada a uma redução na mortalidade infantil2. Assim, o estudo sugere que, no Brasil, a cesárea está associada a um risco aumentado de mortalidade infantil2, a menos que haja uma indicação clara para o procedimento.
1 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
2 Mortalidade Infantil: A taxa de mortalidade infantil é o quociente entre os óbitos de menores de um ano ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e os nascidos vivos da mesma unidade nesse período, segundo a fórmula: Taxa de Mortalidade Infantil = (Óbitos de Menores de 1 ano / Nascidos Vivos) x 1.000
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Medical Journal - 05/11/21
O surgimento da pandemia1 de COVID-19 criou um ambiente onde muitos determinantes da saúde2 mental precária são exacerbados. Neste estudo, publicado pelo The Lancet, objetivou-se quantificar o impacto da pandemia1 de COVID-19 sobre a prevalência3 e o fardo do transtorno depressivo maior e dos transtornos de ansiedade globalmente em 2020. Dois indicadores de impacto da COVID-19, especificamente as taxas de infecção4 diária por SARS-CoV-2 e reduções na mobilidade humana, foram associados ao aumento da prevalência3 de transtorno depressivo maior e de transtornos de ansiedade. Estima-se um adicional de 53,2 milhões de casos de transtorno depressivo maior globalmente (um aumento de 27,6%) devido à pandemia1 de COVID-19. Também se estima 76,2 milhões de casos adicionais de transtornos de ansiedade em todo o mundo (um aumento de 25,6%).
1 Pandemia: É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de uma nova doença na população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou quando o agente dissemina facilmente e sustentavelmente entre humanos. Epidemia global.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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Medical Journal - 03/11/21
Um grande estudo de base populacional mostrou que o parto prematuro traz um risco vitalício de hipertensão1. Entre mais de 2 milhões de mulheres na Suécia, o parto antes de 37 semanas de gestação foi independentemente associado a um risco aumentado de 1,67 vezes de desenvolver hipertensão1 nos 10 anos seguintes, de acordo com estudo publicado no JAMA Cardiology. O risco foi maior para os partos mais prematuros, mas as taxas de risco ajustadas foram significativas para todas as categorias em comparação com uma gestação de 39 a 41 semanas completas. Para mulheres que tiveram parto prematuro extremo, o risco de hipertensão1 chegou a ser 2,2 vezes maior nos próximos 10 anos. Essas associações permaneceram elevadas pelo menos 40 anos depois e eram amplamente independentes de outros fatores maternos e familiares compartilhados.
1 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
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Medical Journal - 03/11/21
Estudo publicado no JAMA Cardiology sugere que a apneia obstrutiva do sono1 na infância está associada à hipertensão2 em adolescentes apenas se persistir durante este período de desenvolvimento, de forma que a apneia3 do sono persistente foi associada a um aumento de quase 3 vezes nas chances de pressão arterial4 elevada na adolescência. A gravidade da apneia3 do sono na adolescência foi associada a pressão arterial4 elevada e hipertensão2 ortostática de forma dose-resposta. A adiposidade visceral explica grande parte, mas não todo, o risco de hipertensão2 associada à apneia obstrutiva do sono1 do adolescente, que é maior em indivíduos do sexo masculino. Os resultados deste estudo sugerem, portanto, que a apneia3 do sono é um fator de risco5 para hipertensão2 em jovens e que as intervenções precoces da apneia3 do sono podem ajudar a prevenir consequências cardiovasculares a longo prazo.
1 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
2 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
3 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
4 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
5 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
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Medical Journal - 01/11/21
A terapia com estatinas foi associada ao aumento da resistência à insulina1; no entanto, suas implicações clínicas para o controle do diabetes2 entre pacientes diabéticos são desconhecidas. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Internal Medicine, foi avaliar a progressão do diabetes2 após o início do uso de estatinas em pacientes com diabetes2. Os resultados mostraram que o uso de estatina foi associado à progressão do diabetes2 – os usuários de estatina tinham maior probabilidade de iniciar o tratamento com insulina3, desenvolver hiperglicemia4 significativa, experimentar complicações glicêmicas agudas e receber prescrição de um número maior de classes de medicamentos para redução da glicose5. Dessa forma, a relação risco-benefício do uso de estatinas em pacientes com diabetes2 deve levar em consideração seus efeitos metabólicos.
1 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
4 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
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