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Mulheres com doenças cardiovasculares1 e câncer2 de ovário3 tiveram melhor sobrevida4 em 2 anos se receberam um betabloqueador não seletivo (BBNS) no momento ou próximo à cirurgia do câncer2, mostrou uma revisão de prontuários médicos publicada no Journal of Clinical Oncology. A sobrevida4 pós-operatória de dois anos foi de 80% nas pacientes que receberam BBNS versus 69% para aquelas que não receberam BBNS. A diferença representou uma redução de 53% na taxa de risco para mortalidade5 por todas as causas. O subgrupo de BBNS também teve melhor sobrevida4 específica do câncer2. O benefício de sobrevida4 não era mais aparente em 8 anos. Os efeitos benéficos na sobrevida4 global e sobrevida4 específica do câncer2 não se aplicaram a mulheres que receberam betabloqueadores cardiosseletivos. Ensaios clínicos6 de longo prazo são necessários para confirmar esses achados.
1 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
4 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
5 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
6 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
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A ingestão oral de 7-metilxantina (7-MX) foi associada à redução da progressão da miopia1 e do alongamento axial em crianças, de acordo com um estudo retrospectivo2 da Dinamarca, onde esse metabólito3 da cafeína é autorizado para o controle da miopia1. Ao longo de uma média de 3,6 anos, crianças míopes em um centro de oftalmologia que começaram com um erro refrativo médio na linha de base de -2,43 dioptrias (D) tiveram uma progressão média da miopia1 de 1,34 D com doses variadas de 7-MX, de acordo com achados publicados no British Journal of Ophthalmology. O tratamento com 7-MX foi associado a reduções significativas na progressão da miopia1 e no alongamento axial. A modelagem sugeriu que uma criança de 11 anos tomando 1.000 mg de 7-MX diariamente desenvolveria -1,43 D de miopia1 em média ao longo de 6 anos em comparação com os -2,27 D experimentados por um colega não tratado. Os comprimentos axiais aumentariam em 0,84 mm versus 1,01 mm, respectivamente.
1 Miopia: Incapacidade para ver de forma clara objetos que se encontram distantes do olho.Origina-se de uma alteração dos meios de refração do olho, alteração esta que pode ser corrigida com o uso de lentes especiais, e mais recentemente com o uso de cirurgia a laser.
2 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
3 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
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A preservação da fertilidade com ou sem estimulação hormonal não foi associada à mortalidade1 específica da doença ou recidiva2 em mulheres com câncer3 de mama4, segundo um estudo de coorte5 prospectivo6 nacional sueco publicado no JAMA Oncology. Entre mais de 1.200 mulheres, a mortalidade1 específica da doença foi semelhante em mulheres submetidas à preservação hormonal da fertilidade, mulheres submetidas à preservação não hormonal da fertilidade e aquelas que não foram expostas à preservação da fertilidade após o ajuste para possíveis fatores de confusão. Além disso, na subcoorte de 723 mulheres com informações detalhadas sobre recidiva2, não houve diferença estatisticamente significativa na taxa de recidiva2 ou morte entre as mulheres submetidas à preservação hormonal da fertilidade e aquelas que foram submetidas a tratamento não hormonal de preservação da fertilidade. Os resultados deste estudo podem influenciar a prática atual de cuidados de saúde7 em benefício de mulheres jovens que desejam preservar sua fertilidade.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
5 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
6 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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Globalmente, quase metade das mortes por câncer1 podem ser atribuídas a fatores de risco evitáveis, incluindo os três principais riscos de: fumar, beber muito álcool ou ter um alto índice de massa corporal2, sugere um novo artigo. A pesquisa, publicada na revista The Lancet, descobriu que 44,4% de todas as mortes por câncer1 e 42% dos anos saudáveis perdidos poderiam ser atribuídos a fatores de risco evitáveis em 2019. De 2010 a 2019, as mortes globais por câncer1 causadas por esses fatores de risco aumentaram cerca de 20%. O estudo concluiu que os principais fatores de risco que contribuíram para a carga global de câncer1 em 2019 foram comportamentais, enquanto os fatores de risco metabólicos tiveram os maiores aumentos entre 2010 e 2019. Reduzir a exposição a esses fatores de risco modificáveis diminuiria a mortalidade3 por câncer1 e as taxas de anos de vida ajustados por incapacidade em todo o mundo, e as políticas devem ser adaptadas adequadamente para a carga local de fatores de risco de câncer1.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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Estruturas semelhantes a embriões cultivadas em uma incubadora em vez de um útero1 podem levar a melhores tratamentos para infertilidade2 e uma série de outras condições médicas. Neste novo estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores desenvolveram embriões sintéticos feitos de células-tronco3 de camundongos, que foram persuadidos a desenvolver os primórdios de um cérebro4 e de um coração5 pulsante enquanto cresciam em laboratório. O resultado é uma estrutura semelhante a um embrião que é a mais próxima de um embrião em desenvolvimento natural no útero1. A técnica pode levar a avanços na criação de tecidos e órgãos para transplante e um dia ser usada como tratamento de fertilidade para pessoas que não conseguem produzir espermatozoides6 ou óvulos. Os resultados demonstram a capacidade de auto-organização das células-tronco3 embrionárias e de dois tipos de células-tronco3 extraembrionárias para reconstituir o desenvolvimento de mamíferos através e além da gastrulação para neurulação e organogênese precoce.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
3 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
6 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
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A combinação de aspirina, um inibidor da ECA e uma estatina em uma única “polipílula” melhorou os resultados cardiovasculares na prevenção secundária em comparação com a prescrição dos medicamentos separadamente, mostrou o estudo randomizado1 SECURE, publicado no The New England Journal of Medicine. A polipílula reduziu o risco composto primário de morte cardiovascular, infarto2 agudo3 do miocárdio4 tipo 1 não fatal, acidente vascular cerebral5 isquêmico6 não fatal e revascularização urgente em 24% em relação aos cuidados usuais, com uma taxa de 9,5% versus 12,7%, respectivamente. Observar apenas os desfechos secundários sem revascularização também favoreceu a polipílula (8,2% vs 11,7%). Os pesquisadores atribuíram as diferenças a uma melhor adesão levando a uma maior exposição antiplaquetária. O estudo concluiu que o tratamento com uma polipílula contendo aspirina, ramipril e atorvastatina dentro de 6 meses após o infarto do miocárdio7 resultou em um risco significativamente menor de eventos cardiovasculares adversos maiores do que o tratamento usual.
1 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
3 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
4 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
5 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
6 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
7 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
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Idosos com cardiopatia atrial, mesmo antes do desenvolvimento dos sintomas1, podem ter um risco até 35% maior de demência2, sugere uma nova pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association. A cardiopatia atrial, caracterizada por tamanho e função anormais do átrio esquerdo3, tem sido associada a um risco aumentado de acidente vascular cerebral4 e fibrilação atrial, e porque tanto AVC quanto fibrilação atrial estão associados a um risco aumentado de demência2, foi importante investigar se a cardiopatia atrial está ligada à demência2. Se esse fosse o caso, segundo os pesquisadores, a próxima questão seria se essa ligação é independente da fibrilação atrial e do AVC, e a nova pesquisa sugere que sim. O estudo demonstrou que a cardiopatia atrial foi significativamente associada a um risco aumentado de demência2, com apenas uma pequena porcentagem de mediação do efeito por fibrilação atrial ou acidente vascular cerebral4.
1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Átrio Esquerdo: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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Aumentar os níveis do neurotransmissor norepinefrina com atomoxetina, um medicamento para TDAH reaproveitado, pode ser capaz de parar o progresso da neurodegeneração em pessoas com sinais1 precoces da doença de Alzheimer2, sugere um estudo publicado na revista científica Brain. Este é um dos primeiros estudos clínicos publicados a mostrar um efeito significativo na proteína Tau, que forma emaranhados neurofibrilares3 no cérebro4 na doença de Alzheimer2. Em 39 pessoas com comprometimento cognitivo5 leve, seis meses de tratamento com atomoxetina reduziram os níveis de Tau no líquido cefalorraquidiano6 dos participantes do estudo e normalizaram outros marcadores de neuroinflamação. Em resumo, o tratamento com atomoxetina foi seguro, bem tolerado e atingiu o engajamento do alvo na doença de Alzheimer2 prodrômica. Um estudo mais aprofundado da atomoxetina é necessário para reaproveitar o medicamento para retardar a progressão da doença de Alzheimer2.
1 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Emaranhados Neurofibrilares: Estruturas anormais (localizadas em várias partes do cérebro) compostas por arranjos densos de filamentos helicoidais pareados (neurofilamentos e microtúbulos). Estes empilhamentos helicoidais (duplas hélices) de subunidades transversas, apresentam-se em filamentos (semelhantes a fitas retorcidas para a esquerda) que provavelmente incorporam as seguintes proteínas
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
6 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
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Vídeos gravados utilizando smartphone podem oferecer uma opção de triagem não invasiva para AVC, de acordo com um estudo publicado no Journal of the American Heart Association. A análise de movimento de vídeo gravado em um smartphone detectou com precisão artérias1 estreitadas no pescoço2, que são um fator de risco3 para acidente vascular cerebral4. Segundo os autores, a análise de vídeo gravado em um smartphone é não invasiva e fácil de realizar, portanto, pode oferecer uma oportunidade para aumentar a triagem. O estudo usou ampliação de movimento e análise de pixels para detectar as mudanças mínimas nas características do pulso na superfície da pele5 capturadas em uma gravação de vídeo feita com smartphone. O melhor valor de corte dos valores de discrepância derivados da análise de movimento baseada em vídeo para triagem de estenose6 da artéria7 carótida foi de 5,1, com sensibilidade de 87% e especificidade de 87%. A precisão diagnóstica foi consistentemente alta em diferentes subgrupos de sujeitos.
1 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
2 Pescoço:
3 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
5 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
6 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
7 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
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O ensaio clínico ISCHEMIA randomizou participantes com doença coronariana1 crônica para receberem terapia médica direcionada por diretrizes com ou sem angiografia2 e revascularização. Este estudo, publicado no Journal of the American College of Cardiology, examinou a associação da não adesão com os resultados do estado de saúde3. Mais de 1 em cada 4 participantes relataram não adesão à medicação, o que foi associado a pior estado de saúde3 nas estratégias de tratamento conservadora e invasiva no início e em 12 meses. Estratégias para melhorar a adesão à medicação são necessárias para melhorar os resultados do estado de saúde3 na doença coronariana1 crônica, independentemente da estratégia de tratamento.
1 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
2 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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