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Medical Journal - 18/05/22
Estudo publicado no JAMA Network Open comparou o risco e a taxa de acumulação de condições crônicas em pessoas com depressão, ansiedade e depressão e ansiedade comórbidas versus indivíduos sem depressão nem ansiedade. Foi demonstrado que o risco de acumular condições crônicas foi significativamente maior em mulheres com depressão e depressão e ansiedade comórbidas em cada uma das 3 coortes de idade (ancoradas nos aniversários de 20, 40 e 60 anos) em comparação com indivíduos sem depressão ou ansiedade, com observações semelhantes para homens na coorte1 de 20 anos. As taxas de acúmulo de condições crônicas foram mais altas para mulheres e homens com depressão e ansiedade combinadas. Esses achados sugerem que a depressão e a ansiedade podem estar associadas a maiores taxas de aquisição de condições crônicas e que essas associações podem ser ampliadas quando a depressão e a ansiedade ocorrem concomitantemente.
1 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Medical Journal - 18/05/22
O risco aumentado de condições neurológicas e psiquiátricas após traumatismo1 cranioencefálico (TCE) é bem definido. No entanto, o risco de comorbidade2 cardiovascular e endócrina após TCE em indivíduos sem essas comorbidades3 e associações com mortalidade4 pós-TCE têm recebido pouca atenção. Neste estudo, publicado pelo JAMA Network Open, as taxas de comorbidades3 cardiovasculares e endócrinas após TCE foram significativamente maiores em pacientes com TCE leve ou moderado a grave em comparação com pacientes sem TCE. O risco de comorbidades3 pós-TCE foi maior em todas as faixas etárias em comparação com pacientes não expostos da mesma idade, particularmente em pacientes com menos de 40 anos, e as comorbidades3 pós-TCE foram associadas a maior mortalidade4 em um período de acompanhamento de 10 anos. Esses achados sugerem que pacientes com TCE em todas as faixas etárias podem se beneficiar de um programa proativo de rastreamento direcionado para doenças crônicas multissistêmicas, particularmente doenças cardiometabólicas, após a lesão5.
1 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
2 Comorbidade: Coexistência de transtornos ou doenças.
3 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
4 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
5 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
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Medical Journal - 17/05/22
Adolescentes e adultos jovens que sobreviveram a um câncer1 têm um risco significativamente aumentado de desenvolver um novo câncer1 e morrer desse câncer1, de acordo com um estudo de base populacional publicado no Journal of the National Cancer1 Institute. Esses sobreviventes de câncer1 mais jovens tiveram um risco 25% maior de incidência2 de câncer1 e um risco 84% maior de morte por câncer1, em comparação com a população em geral. O câncer1 de mama3 foi responsável por 17,8% dos cânceres primários subsequentes, seguido por câncer1 de pulmão4 (10,8%), colorretal (7,6%) e próstata5 (7,1%). O câncer1 de pulmão4 foi a principal causa de morte (23,7%), seguido pelos cânceres de mama3 (8,6%), colorretal (6,9%) e pancreático (6,8%). O estudo concluiu que os adolescentes e adultos jovens sobreviventes de câncer1 têm quase duas vezes mais chances de morrer de um novo câncer1 primário do que a população em geral, destacando a necessidade de os médicos da atenção primária priorizarem a prevenção do câncer1 e estratégias de vigilância direcionadas nesses indivíduos.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
5 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
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Medical Journal - 17/05/22
O neuroblastoma é um câncer1 infantil do sistema nervoso2 que pode entrar em remissão por conta própria. Agora, em estudo publicado na revista Nature Cancer1, pesquisadores identificaram uma possível razão e usaram o mecanismo subjacente para tratar tumores em camundongos. Certos tipos de neuroblastoma têm células3 que dependem do aminoácido cisteína para evitar as tentativas do sistema imunológico4 de destruí-las. Suprimir a produção desse aminoácido em camundongos levou a uma redução no tamanho do tumor5 e remissão do câncer1 – uma técnica que pode ser usada em futuros testes em humanos. Camundongos tratados com dois medicamentos que suprimem a produção de cisteína tiveram uma redução de 60% no crescimento do tumor5 em comparação com um grupo controle que não recebeu nenhum tratamento. Ao parear este coquetel de medicamentos com uma terceira intervenção visando um gene responsável pelo reparo da membrana celular6, a equipe viu a remissão completa do tumor5 após 14 dias em 10 dos 12 camundongos e reduções significativas no tamanho do tumor5 nos outros dois.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
5 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
6 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
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Medical Journal - 16/05/22
Placas1 ateroscleróticas se desenvolvem na camada íntima interna das artérias2 e podem causar ataques cardíacos e AVCs. Como as placas1 carecem de inervação, os efeitos do controle neuronal na aterosclerose3 permanecem obscuros. Neste estudo, publicado na revista Nature, considerando que o sistema nervoso periférico4 usa a camada adventícia das artérias2 como seu principal conduto para atingir alvos distantes, postulou-se que o sistema nervoso periférico4 pode interagir diretamente com as artérias2 doentes. Inesperadamente, interfaces cardiovasculares neuroimunes (ICNIs) difundidas surgiram em segmentos da camada adventícia com doença aterosclerótica de camundongos e humanos. As ICNIs de camundongo estabeleceram um circuito artéria5-cérebro6 (CAC) estrutural. Foi demonstrado, assim, que o sistema nervoso periférico4 utiliza interfaces cardiovasculares neuroimunes para montar um circuito artéria5-cérebro6 estrutural, e a intervenção terapêutica7 nesse circuito atenua a aterosclerose3.
1 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
2 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
3 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
4 Sistema Nervoso Periférico: Sistema nervoso localizado fora do cérebro e medula espinhal. O sistema nervoso periférico compreende as divisões somática e autônoma. O sistema nervoso autônomo inclui as subdivisões entérica, parassimpática e simpática. O sistema nervoso somático inclui os nervos cranianos e espinhais e seus gânglios e receptores sensitivos periféricos. Vias Neurais;
5 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
6 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
7 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
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Medical Journal - 16/05/22
Uma análise recente de pacientes com diabetes tipo 21 descobriu que aqueles com comprometimento cognitivo2 estavam em maior risco de desfechos cardiovasculares adversos. Os resultados do estudo, publicados no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, sugerem que a presença de comprometimento cognitivo2 entre pacientes com diabetes3 foi associada a um risco 1,6 vezes maior de eventos cardiovasculares adversos maiores e um risco 1,8 vezes maior de acidente vascular cerebral4 ou mortalidade5 em comparação com os seus homólogos sem comprometimento cognitivo2. O estudo avaliou se a relação entre escores cognitivos6 baixos e maior risco de desfechos cardiovasculares é mais forte com o uso de novos índices cognitivos6. Foi demonstrado que a média geométrica do comprometimento cognitivo2 substantivo padronizada pelo país foi um forte preditor independente de eventos cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 21 no estudo REWIND.
1 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
2 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
5 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
6 Cognitivos: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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Medical Journal - 12/05/22
Em um ensaio clínico randomizado1, publicado pelo JAMA Network Open, envolvendo 89 homens espanhóis com apneia2 do sono moderada a grave que apresentavam sobrepeso3 ou obesidade4 e estavam recebendo terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), uma intervenção interdisciplinar de perda de peso e estilo de vida de 8 semanas melhorou significativamente a gravidade da apneia2 e outros resultados em comparação com o tratamento usual sozinho. Em 8 semanas, 45% dos participantes do grupo de intervenção não necessitavam mais de terapia com CPAP; aos 6 meses, 62% dos participantes do grupo de intervenção já não necessitavam de terapia CPAP. Essa abordagem pode, portanto, ser considerada como uma estratégia central para abordar o impacto substancial dessa condição respiratória desordenada do sono cada vez mais comum.
1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
3 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
4 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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Medical Journal - 11/05/22
Um índice de massa corporal1 acima de 25 é normalmente considerado como não saudável, mas um estudo com mais de 27.000 pessoas na China sugere que esse pode não ser o caso para grupos etários mais velhos. Segundo análise em larga escala, publicada na revista Nature Aging, pessoas com mais de 80 anos cujo índice de massa corporal1 é maior do que o recomendado atualmente têm uma taxa de mortalidade2 mais baixa. Os pesquisadores descobriram que o IMC3 ideal para pessoas com mais de 80 anos era de cerca de 29. Isso foi em grande parte impulsionado por um menor risco de morte por causas não cardiovasculares, como câncer4 ou doenças respiratórias. Esse grupo também apresentou menor risco de morte por doenças cardiovasculares5, mas a relação foi mais fraca. Os achados sugerem que as diretrizes de peso devem ser alteradas para essa faixa etária.
1 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
2 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
3 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 10/05/22
A maioria das crianças recebe antibióticos nos primeiros 2 anos de vida, enquanto a imunidade1 induzida pelas vacinas se desenvolve. Pesquisadores sugeriram uma associação negativa do uso de antibióticos com a imunidade1 induzida por vacinas em adultos, mas faltam dados para crianças. Em estudo publicado no periódico científico Pediatrics, os níveis de anticorpos2 induzidos pelas vacinas para vários antígenos3 da vacina4 tríplice bacteriana e da vacina4 pneumocócica conjugada foram menores em crianças que receberam antibióticos. Também foram observados níveis mais baixos de anticorpos2 para as vacinas da poliomielite5 inativada e contra Haemophilus influenzae tipo b. O estudo concluiu que o uso de antibióticos em crianças com menos de 2 anos de idade está associado a níveis mais baixos de anticorpos2 induzidos por vacinas para várias vacinas.
1 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
2 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
3 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
4 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
5 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
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Medical Journal - 06/05/22
Pacientes gravemente obesos programados para artroplastia total do joelho geralmente tiveram melhores resultados quando perderam peso substancial antes através de cirurgia bariátrica1, em comparação com o tratamento usual, de acordo com um estudo randomizado2 publicado no JAMA Network Open. Não só o grupo submetido à banda gástrica laparoscópica teve uma menor taxa de complicações – 14,6% versus 36,6% no grupo controle – como também quase um terço do grupo acabou recusando a cirurgia do joelho devido à melhora dos sintomas3 em comparação com 5% dos controles, relataram os pesquisadores. O estudo concluiu que a perda de peso após a cirurgia bariátrica1 reduziu o risco de complicações da artroplastia total do joelho em pessoas com IMC4 maior ou igual a 35. Significativamente menos participantes necessitaram de artroplastia do joelho após a perda de peso, contribuindo para esse achado.
1 Cirurgia Bariátrica:
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
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