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Medical Journal - 13/09/19
A febre amarela1 ainda ameaça pessoas em áreas endêmicas e, além da icterícia2 conjuntival, pouco se sabe sobre as alterações oculares que ocorrem nesses pacientes. Com o objetivo de caracterizar as alterações retinianas em pacientes com febre amarela1 confirmada, durante 2 surtos recentes da doença em Minas Gerais, sudeste do Brasil, foi realizado o presente estudo publicado pelo JAMA Ophthalmology.
1 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
2 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
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Medical Journal - 12/09/19
Este estudo publicado pelo periódico Gastroenterology é o primeiro a demonstrar que o consumo de farinha contendo glúten1 não gera sintomas2 em voluntários saudáveis, indicando que possivelmente existe uma justificativa clínica para desencorajar ativamente as pessoas de iniciar uma dieta sem glúten1 se não tiverem sensibilidade diagnosticável.
1 Glúten: Substância viscosa, extraída de cereais, depois de eliminado o amido. É uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 10/09/19
O objetivo deste estudo, publicado pelo Journal of the American College of Cardiology, foi determinar a trajetória cognitiva1 antes e após o diagnóstico2 de doenças cardíacas coronarianas incidentes3 em uma coorte4 representativa nacional inglesa de pessoas com 50 anos ou mais.
1 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
3 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Medical Journal - 09/09/19
Em estudo de coorte1 de base populacional, publicado pelo JAMA Network Open, houve uma associação significativa entre problemas comportamentais na infância, medidos usando a Escala Comportamental de Rutter aos 5, 10 e 16 anos de idade, e sintomas2 de insônia autorreferidos aos 42 anos de idade.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 06/09/19
Em estudo publicado pelo International Journal of Cardiology, três dietas saudáveis levaram à redução da lesão1 cardíaca subclínica e da inflamação2, medidas pela troponina de alta sensibilidade e pela proteína C reativa de alta sensibilidade, respectivamente, de modo que todas as três dietas podem ser recomendadas para ajudar a reduzir o risco cardiovascular.
1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
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Medical Journal - 05/09/19
Estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine mostra que a ablação1 por laser ou a cirurgia padrão para veias2 varicosas leva à melhor qualidade de vida específica por doença em cinco anos do que a escleroterapia3 com espuma.
1 Ablação: Extirpação de qualquer órgão do corpo.
2 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
3 Escleroterapia: É um procedimento que consiste na injeção de determinados medicamentos ”esclerosantes” dentro de um capilar, vênula ou veia de modo a destruí-la. É usada principalmente para o tratamento de varizes e hemorroidas.
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Medical Journal - 04/09/19
Análise do estudo PURE, publicada pelo The Lancet, mostra que as doenças cardiovasculares1 são a principal causa de mortalidade2 globalmente. No entanto, nos países de alta renda e em algums países de renda média superior, as mortes por câncer3 são agora mais comuns que as por doenças cardiovasculares1.
1 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
2 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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Medical Journal - 03/09/19
A terapia de reposição hormonal (TRH) pode aumentar a incidência1 do câncer2 de mama3, como constata ampla pesquisa divulgada pelo periódico The Lancet, realizada pelo Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer2. Quanto mais tempo as mulheres a usam, maior é o seu risco, com a possibilidade de apenas a administração deste tratamento por um ano estar isenta de riscos. Além disso, o risco não desaparece assim que as mulheres deixam de usá-la, como se supunha anteriormente.
1 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
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Medical Journal - 30/08/19
Estudo publicado pelo The Lancet Diabetes1 & Endocrinology investigou os efeitos a curto e longo prazos da restrição calórica com nutrição2 adequada sobre os fatores de risco cardiometabólico em indivíduos jovens e de meia idade saudáveis, magros ou levemente acima do peso.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
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Medical Journal - 29/08/19
O diabetes tipo 11 é uma doença autoimune2 crônica que leva à destruição das células3 beta produtoras de insulina4 e à dependência de insulina4 exógena para a sobrevivência5. Algumas intervenções adiaram a perda de produção de insulina4 em pacientes com diabetes tipo 11, mas ainda são necessárias intervenções que possam afetar a progressão clínica antes do diagnóstico6.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
5 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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