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Pessoas com doença mental grave têm uma taxa de mortalidade1 maior do que a população em geral, vivendo em média 10 a 20 anos a menos. O objetivo deste estudo, publicado no The Lancet Psychiatry, foi estimar o risco relativo de todas as causas e de causa específica e a taxa de mortalidade1 excessiva em uma coorte2 nacional de pacientes internados com doença mental grave em comparação com pacientes internados sem doença mental grave no Brasil. Em contraste com estudos de países de alta renda, pacientes internados com doença mental grave no Brasil apresentaram alto risco relativo para epilepsia3 idiopática4, tuberculose5, HIV6 e hepatite7 aguda, e não houve diferença significativa na mortalidade1 por câncer8 em comparação com pacientes internados sem doença mental grave. Essas causas identificadas devem ser abordadas como prioridade para maximizar a prevenção da mortalidade1 entre pessoas com doença mental grave.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
3 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
4 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
5 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
6 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
7 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
8 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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Uma terapia celular de alta tecnologia usada para tratar o câncer1 foi reaproveitada como tratamento para o lúpus2, uma condição autoimune3 que pode causar danos nas articulações4, nos rins5 e no coração6. A terapia com células7 CAR-T colocou todas as cinco pessoas com lúpus2 tratadas até agora em remissão. Os participantes foram acompanhados por uma média de 8 meses, com a primeira pessoa tratada há 17 meses. Mas é muito cedo para saber quanto tempo as remissões durarão. Os resultados foram publicados na revista Nature Medicine. Nos pacientes tratados, as células7 CAR-T expandidas in vivo levaram à depleção8 profunda das células7 B, melhora dos sintomas9 clínicos e normalização dos parâmetros laboratoriais, incluindo soroconversão de anticorpos10 anti-DNA de fita dupla. Esses dados sugerem que a transferência de células7 CAR-T CD19 é viável, tolerável e altamente eficaz no lúpus2 eritematoso11 sistêmico12.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
3 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
4 Articulações:
5 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
6 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
7 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
8 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
11 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
12 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
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A ressuscitação com fluidos agressiva precoce para pancreatite1 aguda, uma prática amplamente recomendada, não melhorou os resultados clínicos e levou a mais sobrecarga hídrica quando comparada à ressuscitação com fluidos moderada, mostrou o estudo randomizado2 WATERFALL publicado no The New England Journal of Medicine. Em uma análise interina do estudo, que foi interrompido precocemente por razões de segurança, a incidência3 de pancreatite1 moderadamente grave ou grave não foi significativamente diferente entre os grupos, embora numericamente maior em pacientes que receberam ressuscitação com fluidos agressiva precoce (22,1% vs 17,3%). E 20,5% daqueles no grupo de ressuscitação agressiva experimentaram sobrecarga de fluidos versus apenas 6,3% no grupo de ressuscitação moderada. Esses achados não suportam as diretrizes atuais de manejo, que recomendam ressuscitação agressiva precoce para o tratamento da pancreatite1 aguda.
1 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Um novo estudo indica que uma dieta rica em açúcar1 desequilibra o microbioma2, estimulando o crescimento de bactérias intestinais que expulsam microrganismos úteis, de modo que o corpo produz menos células3 imunes intestinais que ajudam a prevenir distúrbios metabólicos. Os achados foram publicados na revista Cell. No artigo, os pesquisadores relatam como o desequilíbrio da microbiota4 induzido pelo açúcar1 da dieta interrompe a proteção imunomediada da síndrome metabólica5. A dieta rica em gordura6 e açúcar1 promoveu doenças metabólicas ao esgotar os micróbios indutores de Th17, e a recuperação das células3 Th17 comensais restaurou a proteção. A perda de células3 Th17 protetoras induzida pela dieta foi mediada pela presença de açúcar1. A eliminação do açúcar1 de dietas ricas em gordura6 protegeu os camundongos da obesidade7 e da síndrome metabólica5 de uma maneira dependente das células3 Th17 específicas comensais.
1 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
2 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
5 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
6 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
7 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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O rituximabe é uma opção de terceira linha para miastenia1 gravis generalizada refratária com base em evidências empíricas, mas seu efeito na doença de início recente é desconhecido. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Neurology, foi investigar a eficácia e segurança do rituximabe em comparação com placebo2 como um complemento ao tratamento padrão para miastenia1 gravis. Neste ensaio clínico randomizado3 de 47 indivíduos, a proporção de indivíduos com manifestações mínimas da doença com apenas baixas doses de corticosteroides e sem necessidade de tratamento de resgate em 4 meses foi de 71% com rituximabe e 29% com placebo2, indicando uma diferença significativa. Dessa forma, o tratamento com rituximabe pode ser considerado precocemente após o início da miastenia1 gravis generalizada para reduzir o risco de agravamento da doença e/ou necessidade de terapias adicionais.
1 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
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Pacientes que tiveram um ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 menor têm um risco aumentado de eventos cardiovasculares nos 5 anos seguintes. O objetivo deste estudo, publicado no The Lancet Neurology, foi avaliar os resultados funcionais de 5 anos em pacientes com ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 isquêmico1 menor e determinar os fatores associados à incapacidade a longo prazo. Encontrou-se uma carga substancial de incapacidade em 5 anos após ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 isquêmico1 menor, e a maioria dos preditores dessa incapacidade foram fatores de risco modificáveis. Os pacientes que fizeram exercício físico regular antes do evento índice tiveram um risco significativamente reduzido de incapacidade em 5 anos em comparação com os pacientes que não fizeram exercício.
1 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
2 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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Pesquisadores criaram um pequeno dispositivo vestível capaz de medir mudanças de tamanho em tumores cancerosos sob a pele1. Um estudo testando este novo dispositivo através de um modelo de camundongos foi publicado na revista Science Advances. Conhecido como FAST, “Sensor Autônomo Flexível Medindo Tumores”, o dispositivo vestível consiste em uma membrana elástica de polímero semelhante à pele1 incorporada com uma camada de circuitos de ouro. O sensor adere à pele1 acima de onde um tumor2 cancerígeno está localizado atualmente. O sensor também possui uma pequena “mochila” eletrônica segurando sua bateria. À medida que o tumor2 cresce ou encolhe, o sensor se estica ou se contrai junto com ele. O dispositivo mede quanta tensão o sensor experimenta e os dados são transmitidos por meio de um aplicativo de telefone celular, através do qual os médicos podem obter dados de medição ao vivo e históricos.
1 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
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A suplementação1 diária de vitaminas e minerais melhorou a cognição2 em idosos, mostrou o ensaio clínico COSMOS-Mind, com resultados publicados no jornal científico Alzheimer’s & Dementia. O foco principal do estudo foi o efeito do extrato diário de cacau, que é rico em flavonoides que pesquisas anteriores sugeriram que podem ajudar a preservar a função cognitiva3. No teste de 3 anos, o extrato diário de cacau não teve efeito sobre a cognição2. Mas ao longo de 3 anos, um suplemento multivitamínico mineral diário mostrou benefícios globais de cognição2 em comparação com placebo4. A memória episódica e a função executiva5 também melhoraram. O efeito global de multivitaminas diárias parecia mais pronunciado em participantes com doença cardiovascular. É necessário trabalho adicional para confirmar esses achados em uma coorte6 mais diversificada e identificar mecanismos para explicar os efeitos do multivitamínico mineral.
1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Função executiva: Também conhecida como controle cognitivo ou sistema supervisor atencional é um conceito neuropsicológico que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, que podem incluir, por exemplo, a iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos.
6 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Cientistas aproveitaram o poder do olfato hipersensível de uma mulher para desenvolver um teste para determinar se as pessoas têm a doença de Parkinson1. O teste levou anos para ser feito depois que os acadêmicos perceberam que a mulher em questão podia sentir o cheiro da condição. As descobertas, publicadas no Journal of the American Chemical Society, detalham como o sebo pode ser analisado com espectrometria de massa – um método que pesa moléculas – para identificar a doença. Algumas moléculas estão presentes apenas em pessoas com doença de Parkinson1. Se o novo teste, realizado coletando uma amostra de sebo da pele2 com cotonete, for bem-sucedido fora das condições laboratoriais, ele poderá ser implementado para obter um diagnóstico3 mais rápido.
1 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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Para entender melhor como os micróbios afetam nossa saúde1, os cientistas criaram pela primeira vez um microbioma2 humano sintético, combinando 119 espécies de bactérias encontradas naturalmente no corpo humano3. Quando os pesquisadores deram a mistura a camundongos que não tinham um microbioma2 próprio, as cepas4 bacterianas se estabeleceram e permaneceram estáveis – mesmo quando os cientistas introduziram outros micróbios. O novo microbioma2 sintético pode até resistir a patógenos agressivos e fazer com que os camundongos desenvolvam um sistema imunológico5 saudável, como faz um microbioma2 completo. As descobertas foram publicadas na revista Cell. Uma melhor compreensão do microbioma2 poderia levar a uma maneira poderosa de tratar uma série de doenças.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
3 Corpo humano: O corpo humano é a substância física ou estrutura total e material de cada homem. Ele divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A anatomia humana estuda as grandes estruturas e sistemas do corpo humano.
4 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
5 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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