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Exercícios podem diminuir a lacuna de sobrevivência de pacientes com câncer de cólon

quinta-feira, 24 de abril de 2025
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Exercícios podem diminuir a lacuna de sobrevivência de pacientes com câncer de cólon

Pesquisas sugerem que, em pessoas diagnosticadas com câncer de cólon, a atividade física pode melhorar a sobrevida livre de doença, o que pode se traduzir em um benefício na sobrevida global. É sabido que pacientes com câncer de cólon apresentam sobrevida global inferior à de uma população geral correspondente (PGC), no entanto, ainda não está claro se a atividade física durante e após o tratamento pode ajudar a diminuir a diferença de sobrevida entre essas pessoas com câncer de cólon e indivíduos semelhantes sem câncer na população em geral.

Neste estudo, publicado no periódico Cancer, da American Cancer Society, pesquisadores avaliaram a associação da atividade física com a sobrevida no câncer de cólon versus uma população geral correspondente.

O estudo constatou que níveis mais elevados de atividade física reduziram a disparidade de sobrevida entre pacientes com câncer de cólon em estágio III e indivíduos semelhantes da população em geral. Porém, entre pacientes sem recorrência do tumor em 3 anos, as taxas de sobrevida se aproximaram bastante das da população em geral, independentemente dos níveis de atividade física.

Foram analisados dados de dois ensaios clínicos de tratamento pós-operatório em câncer de cólon em estágio III, patrocinados pelo Instituto Nacional do Câncer (National Cancer Institute), Câncer e Leucemia Grupo B (CALGB) 89803 e 80702, com 2.876 pacientes que relataram atividade física. A atividade física foi convertida em equivalentes metabólicos (MET-horas/semana). A PGC foi derivada do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde (National Center for Health Statistics) e pareada por idade, sexo e ano.

No geral, no CALGB 89803, a diferença absoluta entre a taxa de sobrevida observada em 3 anos em pacientes com câncer de cólon e a taxa esperada na população em geral pareada foi de -11,3%. A atividade física mais intensa reduziu essa lacuna: entre os pacientes que estavam vivos em 3 anos, aqueles com <3,0 e ≥18,0 MET-horas/semana tiveram taxas de sobrevida global subsequentes de 3 anos que foram -17,1% (intervalo de confiança [IC] de 95%, -22,4 a -11,8) e -3,5% (IC de 95%, -7,7 a 0,3) menores que a PGC, respectivamente.

No CALGB 80702, a diferença absoluta entre a taxa de sobrevida observada em 3 anos em pacientes com câncer de cólon e a taxa esperada na população em geral foi de -6,6%. Assim como no estudo CALGB 89803, níveis mais elevados de atividade física reduziram essa diferença: entre os pacientes que estavam vivos em 3 anos, aqueles com <3,0 e ≥18,0 MET-horas/semana tiveram taxas de sobrevida global subsequentes de 3 anos que foram -10,8% (IC de 95%, -15,4 a -6,9) e -4,4% (IC de 95%, -7,6 a -1,6) menores que a PGC, respectivamente.

Para pacientes sem recorrência tumoral em 3 anos, “a taxa de sobrevida se aproximou da população geral correspondente, independentemente do volume de atividade física,” afirmaram os autores. Em análises agrupadas, entre os pacientes que estavam vivos e não apresentaram recorrência tumoral no terceiro ano (n = 1.908), aqueles com < 3,0 e ≥ 18,0 MET-horas/semana apresentaram taxas de sobrevida global subsequentes em três anos que foram -3,1% (IC 95%, -6,2 a -0,3) menores e 2,9% (IC 95%, 1,5 a 4,2) maiores que a PGC, respectivamente.

Entre os pacientes com recorrência tumoral em 3 anos, a taxa de sobrevida permaneceu significativamente menor do que a da população em geral (55,8% menor com <3,0 MET horas/semana e 42,5% menor com ≥18,0 MET horas/semana).

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O estudo concluiu que a atividade física está associada a uma atenuação da disparidade de sobrevida entre pacientes com câncer de cólon em estágio III que participam de ensaios clínicos e a população geral correspondente. Alcançar uma taxa de sobrevida comparável à PGC depende da permanência livre de recidiva tumoral. Sobreviventes de câncer de cólon que são fisicamente ativos podem alcançar uma sobrevida a longo prazo que se aproxima à da PGC.

Foram relatadas algumas limitações do estudo. O design observacional limitou a inferência causal. Pacientes em ensaios clínicos podem diferir da população geral com câncer de cólon, particularmente por apresentarem menos condições crônicas. A atividade física foi autorrelatada e focada em atividades recreativas.

 

Fontes:
Cancer, Vol. 131, N° 5, em março de 2025.
Medscape, notícia publicada em 27 de fevereiro de 2025.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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