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Medical Journal - 29/03/21
Sabe-se que mulheres com síndrome1 dos ovários2 policísticos (SOP) têm um estado hipercoagulável; no entanto, não está claro se isso é intrinsecamente devido à SOP ou, alternativamente, uma consequência de suas complicações metabólicas. Este estudo, publicado na revista Scientific Reports, foi realizado para determinar os parâmetros que contribuem para o estado hipercoagulável relatado para SOP. O estudo concluiu que o estado hipercoagulável na síndrome1 dos ovários2 policísticos não é intrínseco à doença, pois pode ser totalmente explicado pelo IMC3, inflamação4 e resistência à insulina5.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
3 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
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Medical Journal - 26/03/21
O diabetes tipo 11 e o diabetes tipo 22 aumentam os riscos de doenças cardiovasculares3 e renais em comparação com as populações sem diabetes4. Comparações diretas entre DM1 e DM2 são escassas. Nesse estudo, publicado pela revista Diabetes4 Care, descobriu-se que pacientes adultos com DM1 em comparação com aqueles com DM2 tiveram um risco geral maior de doença cardiorrenal em todas as idades, de infarto do miocárdio5 e morte por todas as causas na meia-idade e de acidente vascular cerebral6 em idades mais jovens.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
4 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
5 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
6 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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Medical Journal - 25/03/21
Pessoas com esquizofrenia1 correm alto risco de receber um diagnóstico2 de demência3. Neste estudo com mais de 8 milhões de indivíduos em um banco de dados nacional do Medicare, dos Estados Unidos, de 2007 a 2017, publicado pelo JAMA Psychiatry, os resultados indicaram que, aos 66 anos de idade, 27,9% dos indivíduos com esquizofrenia1 também tiveram um diagnóstico2 de demência3, em comparação com 1,3% dos indivíduos sem doença mental grave. Esse risco aumentado possivelmente ocorre por causa da deterioração cognitiva4 e funcional relacionada à esquizofrenia1 ou fatores que contribuem para outros tipos de demência3.
1 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
3 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
4 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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Medical Journal - 25/03/21
Anorexia nervosa1 e bulimia2 nervosa são os únicos transtornos alimentares incluídos no Estudo de Carga Global de Doenças (Global Burden of Disease Study - GBD) de 2019, mas o transtorno de compulsão alimentar periódica e outros transtornos alimentares especificados (OTAE) são mais prevalentes. Este estudo, publicado pelo The Lancet Psychiatry, buscou estimar essa carga oculta dos transtornos alimentares, realizando uma extensão das estimativas do GBD 2019. Descobriu-se que o número de casos de transtorno alimentar global em 2019 que não foram representados no GBD 2019 foi de 41,9 milhões.
1 Anorexia nervosa: Distúrbio alimentar caracterizado por uma alteração da imagem corporal associado à anorexia.
2 Bulimia: Ingestão compulsiva de alimentos, em geral seguida de indução do vômito ou uso abusivo de laxantes. Trata-se de uma doença psiquiátrica, que faz parte dos chamados Transtornos Alimentares, juntamente com a Anorexia Nervosa, à qual pode estar associada.
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Medical Journal - 24/03/21
Estudo publicado pelo The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism identificou uma relação entre o uso de anabolizantes e a diminuição de testosterona a longo prazo. Quanto maior o tempo de uso dos esteroides, mais baixos foram os níveis de testosterona, ocorrendo casos em que a substância levou à infertilidade1. O fator 3 semelhante à insulina2 (INSL3) sérico é um biomarcador superior da capacidade secretora das células de Leydig3 em comparação com a testosterona, e a pesquisa identificou níveis séricos reduzidos de INSL3 em ex-usuários de andrógenos4 mesmo anos após a cessação do uso, sugerindo capacidade prejudicada das células de Leydig3.
1 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
2 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
3 Células de Leydig: Células produtoras de esteróides no tecido intersticial do TESTÍCULO. São reguladas pelos HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS, pelo HORMÔNIO LUTEINIZANTE ou pelo hormônio estimulante das células intersticiais. Entre os ANDROGÊNIOS produzidos , o principal hormônio é a TESTOSTERONA.
4 Andrógenos: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógenos: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
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Pharma News - 23/03/21
Em declaração da European Medicines Agency, a agência afirma que os benefícios da vacina1 da Astrazeneca contra a COVID-19 ainda superam os riscos, apesar da possível ligação a coágulos sanguíneos raros com plaquetas2 baixas. Na declaração da OMS, a organização, no momento, também considera que os benefícios da vacina1 AstraZeneca superam seus riscos e recomenda que a vacinação continue. A vacina1 não está associada a um aumento do risco geral de coágulos sanguíneos (eventos tromboembólicos) naqueles que a recebem.
1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
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Medical Journal - 22/03/21
Neste estudo, publicado pela revista Nature Communications, pesquisadores desenvolveram e testaram um método para utilizar a cavidade pericárdica como um “molde” natural para a formação de patch (ou remendo) cardíaco in situ1 após injeção2 intrapericárdica de terapêutica3 em hidrogéis biocompatíveis. Os resultados do estudo estabelecem a injeção2 intrapericárdica como um método seguro e eficaz para administrar hidrogéis com suporte terapêutico ao coração4 para reparo cardíaco.
1 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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Medical Journal - 19/03/21
Os vermes intestinais infectam cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Algumas regiões onde esses vermes são endêmicos também apresentam taxas excepcionalmente altas de doenças infecciosas, como a malária. Agora, um estudo publicado pelo periódico Cell descobriu que, com seu efeito no revestimento do intestino, um parasita1 auxilia outro agente infeccioso. Foi demonstrado, especificamente, que a coinfecção por helmintos2 aumenta a suscetibilidade de vários flavivírus neurotrópicos.
1 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
2 Helmintos: Designação comum a diversas espécies de vermes endoparasitas, pertencentes aos filos dos platelmintos, asquelmintos e outros de afinidade taxonômica incerta; verme.
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Medical Journal - 18/03/21
Um estudo recente, publicado no jornal Circulation, sugere ter determinado a ingestão diária ideal de frutas e vegetais. Os investigadores observaram que grandes quantidades de inconsistência nas orientações dietéticas podem muitas vezes causar confusão entre os pacientes, e descobriram que o consumo de 5 porções de frutas e vegetais por dia, o que representa 2 porções de frutas e 3 porções de vegetais, estava relacionado à maior longevidade geral e a uma redução de 12% no risco de morte por doenças cardiovasculares1.
1 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 18/03/21
Uma análise global de informações dietéticas, publicada no The New England Journal of Medicine, sugere que dietas ricas em carboidratos de baixa qualidade estão associadas a um maior risco de ataque cardíaco, derrame1 e morte. O estudo PURE incluiu mais de 135.000 participantes de 20 países diferentes em 5 continentes, e seus dados sugerem que uma dieta com alto índice glicêmico foi associada a um aumento de 21% no risco de um evento cardiovascular maior ou morte entre aqueles sem histórico de doença cardiovascular, com esse risco tornando-se maior entre aqueles com doença cardiovascular preexistente.
1 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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