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Medical Journal - 01/07/22
A endometriose1 é uma causa comum de dor pélvica2 em mulheres, para a qual as opções de tratamento atuais são subótimas. Neste estudo publicado pelo The Lancet, o relugolix, um antagonista3 oral do receptor do hormônio4 liberador de gonadotropina, combinado com estradiol e uma progestina, foi avaliado para o tratamento da dor associada à endometriose1. A terapia combinada5 de relugolix se mostrou até 47,6% superior ao placebo6 na resposta à dismenorreia7 e até 23,4% superior na resposta à dor pélvica2 não menstrual. O estudo concluiu que a terapia combinada5 de relugolix uma vez ao dia melhorou significativamente a dor associada à endometriose1 e foi bem tolerada. Essa terapia oral tem o potencial de atender à necessidade clínica não atendida de tratamento médico de longo prazo para endometriose1, reduzindo a necessidade de uso de opioides ou tratamento cirúrgico repetido.
1 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
2 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
3 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
6 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
7 Dismenorréia: Dor associada à menstruação. Em uma porcentagem importante de mulheres é um sintoma normal. Em alguns casos está associada a doenças ginecológicas (endometriose, etc.).
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Medical Journal - 30/06/22
Pacientes cuja lesão1 cerebral coincidentemente aliviou seus desejos por nicotina podem ajudar a desvendar as bases neurais do vício, sugere um novo estudo publicado na revista Nature Medicine. Os fumantes perderam seus desejos depois de sofrerem danos em partes específicas do cérebro2, sugerindo que essas áreas formam uma rede que de alguma forma alimenta o hábito. Aqueles que perderam a vontade de fumar tiveram danos em uma de três áreas – o cingulado dorsal, o córtex pré-frontal lateral ou a ínsula – ou em outras regiões do cérebro2 com fortes conexões com essas três áreas. Mas aqueles que pararam de fumar não tiveram danos no córtex pré-frontal medial, que já era conhecido por inibir a atividade nas outras três áreas do cérebro2. Localizado no centro da testa, acredita-se que o córtex pré-frontal medial seja uma quarta área-chave desse circuito. Usá-lo como alvo na terapia de Estimulação Magnética Transcraniana poderia ajudar as pessoas a superar o vício.
1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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Medical Journal - 29/06/22
Uma das características da doença de Parkinson1 (DP) é o acúmulo no cérebro2 de uma proteína conhecida como alfa-sinucleína. Por mais de duas décadas, a alfa-sinucleína tem sido um ponto focal de atenção para pesquisadores, médicos e fabricantes de medicamentos interessados na DP. Mas a função da alfa-sinucleína não é bem compreendida. Um novo estudo, publicado na revista Cell, lança uma nova luz sobre o papel da alfa-sinucleína, descobrindo uma nova função para a proteína com relevância para a DP e condições relacionadas. Foi descoberto que a alfa-sinucleína é um modulador de corpos de processamento e estabilidade de mRNA. Em neurônios3 derivados de células-tronco4 pluripotentes induzidas gerados a partir de pacientes com DP com mutações no gene da alfa-sinucleína, a estrutura fisiológica5 e a função dos corpos de processamento foram perdidas e os mRNAs foram regulados de forma anormal. Análises genéticas humanas apoiaram a relevância desses achados para a doença: pacientes que acumulam mutações nos genes dos corpos de processamento pareciam estar em maior risco de DP.
1 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
3 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
4 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
5 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
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Medical Journal - 29/06/22
O acúmulo de placas1 amiloides, contendo a proteína beta-amiloide, é considerado o primeiro passo crucial para o desenvolvimento da doença de Alzheimer2. Porém, estudos recentes têm contestado essa hipótese, conhecida como hipótese amiloide, e estão investigando outras possíveis causas dessa doença neurodegenerativa. Um novo estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, descobriu que, antes que a beta-amiloide se acumule no cérebro3, ocorre um colapso4 na forma como as células5 cerebrais se livram dos resíduos. Essa nova hipótese indica, portanto, que os danos neuronais característicos do Alzheimer6 têm sua raiz no interior das células5, precedendo a formação das placas1 amiloides fora das células5. A disfunção foi observada especificamente nos lisossomos, células5 envolvidas no processo de limpeza celular. Foi demonstrado que a acidificação defeituosa de autolisossomos em modelos de camundongo com doença de Alzheimer2 induz o acúmulo autofágico de beta-amiloide em neurônios7, produzindo placas1 senis.
1 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
7 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
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Medical Journal - 28/06/22
Resultados de um novo ensaio clínico, publicado no The New England Journal of Medicine, mostraram que, em pacientes que tinham câncer1 de mama2 metastático que vinha progredindo apesar das duras rodadas de quimioterapia3, o tratamento com trastuzumabe deruxtecana (Enhertu) foi incrivelmente bem-sucedido, retardando o crescimento do tumor4 e prolongando a vida em uma extensão raramente vista em cânceres avançados. O estudo se concentrou em cânceres com baixa expressão da proteína HER2, condição conhecida como HER2-low. Em pacientes que tomaram trastuzumabe deruxtecana, os tumores pararam de crescer por cerca de 10 meses, em comparação com 5 meses para aquelas que receberam quimioterapia3 padrão. As pacientes recebendo o medicamento experimental sobreviveram por 23,9 meses, em comparação com 16,8 meses para aquelas que receberam quimioterapia3 padrão.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
3 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
4 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
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Medical Journal - 28/06/22
O maior consumo de peixe, incluindo atum e outros peixes não fritos, foi associado a um risco aumentado de melanoma1, indicaram os achados de um grande estudo de coorte2 prospectivo3 publicado no periódico científico Cancer4 Causes & Control. O exame de dados de quase meio milhão de participantes do NIH-AARP Diet and Health Study revelou que os indivíduos no quintil5 mais alto da ingestão total de peixes tinham um risco 22% maior de melanoma1 maligno em comparação com aqueles no quintil5 inferior, após ajuste multivariável que incluiu fatores de risco específicos de melanoma1. Um risco igualmente maior também foi observado para melanoma1 in situ6. Descobriu-se, portanto, que a maior ingestão total de peixe, ingestão de atum e ingestão de peixe não frito foram positivamente associadas ao risco de melanoma1 maligno e melanoma1 in situ6. Estudos futuros são necessários para investigar os potenciais mecanismos biológicos subjacentes a essas associações.
1 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
2 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
3 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Quintil: 1. Em estatística, diz-se de ou qualquer separatriz que divide a área de uma distribuição de frequência em cinco domínios de áreas iguais. O termo quintil também é utilizado, por vezes, para designar uma das quintas partes da amostra ordenada. 2. Em astronomia, é o aspecto de dois planetas distantes 72° entre si (distância angular correspondente a um quinto do Zodíaco). 3. Em matemática, é o mesmo que quíntico. A palavra quintil deriva do latim quintus, que significa quinto.
6 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
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Medical Journal - 27/06/22
Uma menina com uma doença rara agora pode respirar mais facilmente após receber um tratamento experimental feito com células-tronco1 do cordão umbilical2 de sua irmã, no primeiro caso desse tipo, descrito em estudo publicado na revista Nature Cardiovascular Research. A menina tem uma forma hereditária de hipertensão arterial3 pulmonar. Isso causa malformação4 dos vasos sanguíneos5 nos pulmões6, levando à insuficiência cardíaca7 progressiva e geralmente fatal. Para o tratamento, a paciente recebeu transfusões do líquido em que as células-tronco1 mesenquimais8 do cordão umbilical2 de sua irmã foram cultivadas. O tratamento melhorou marcadamente os parâmetros clínicos e hemodinâmicos e diminuiu os marcadores plasmáticos de fibrose9 vascular10, lesão11 e inflamação12. Estudos clínicos prospectivos adicionais são necessários para confirmar e explorar ainda mais os benefícios da terapia derivada de células-tronco1 mesenquimais8 de cordão umbilical2 humano para hipertensão arterial3 pulmonar.
1 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
2 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
3 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
4 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
5 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
6 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
7 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
8 Mesenquimais: Relativo ao mesênquima; mesenquimático, mesenquimatoso. Mesênquima, na embriologia, é o tecido mesodérmico embrionário dos vertebrados, pouco diferenciado, que origina os tecidos conjuntivos no adulto. Na anatomia geral, no adulto, é o tecido conjuntivo comum e indiferenciado.
9 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
10 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
11 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
12 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
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Medical Journal - 27/06/22
Febre1, perda de apetite e busca por aquecimento são respostas comuns a infecções2, e a descoberta das células3 cerebrais responsáveis por esse comportamento em camundongos pode ajudar a tratar doenças crônicas. Agora, em um estudo publicado na revista Nature, essas células3 foram descobertas. Para identificar as partes do cérebro4 responsáveis por coordenar esses comportamentos na doença, os pesquisadores injetaram em camundongos moléculas que induzem efeitos semelhantes a uma doença genuína. Eles então usaram sequenciamento e imagens fluorescentes para determinar quais neurônios5 eram mais ativos nos cérebros dos camundongos durante a doença induzida. A equipe encontrou uma população de neurônios5 que se encaixam na área pré-óptica medial ventral do hipotálamo6, que geralmente é responsável pela termorregulação. Esses neurônios5 foram significativamente ativados pelas moléculas produtoras de doenças, em comparação com os cérebros de camundongos que não receberam as moléculas.
1 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
6 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
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Medical Journal - 24/06/22
A incidência1 de diabetes mellitus2 tipo 2 está aumentando entre os jovens. O tratamento uma vez por semana com dulaglutida, um agonista3 do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon4 (GLP-1), pode ter eficácia no controle glicêmico em jovens com diabetes tipo 25. Neste estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, designou-se aleatoriamente participantes de 10 a menos de 18 anos para receber injeções subcutâneas de placebo6 uma vez por semana, dulaglutida na dose de 0,75 mg ou dulaglutida na dose de 1,5 mg. Em 26 semanas, o nível médio de hemoglobina glicada7 aumentou no grupo placebo6 (0,6 pontos percentuais) e diminuiu nos grupos dulaglutida (-0,6 pontos percentuais no grupo de 0,75 mg e -0,9 pontos percentuais no grupo de 1,5 mg). Além disso, uma porcentagem maior de participantes nos grupos de dulaglutida agrupados do que no grupo placebo6 tinha um nível de hemoglobina glicada7 inferior a 7,0% (51% vs. 14%). O estudo concluiu que o tratamento com dulaglutida foi superior ao placebo6 na melhora do controle glicêmico entre os jovens com diabetes tipo 25.
1 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
2 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
3 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
4 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
5 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
6 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
7 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
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Medical Journal - 23/06/22
Um novo estudo promissor, publicado na revista científica Arthritis & Rheumatology, sugere que caminhar pode evitar a dor no joelho para pessoas com osteoartrite1. Os pesquisadores entrevistaram mais de 1.000 pessoas com 50 anos ou mais com osteoartrite1 do joelho, o tipo mais comum de artrite2. Alguns tinham dor persistente no início, enquanto outros não. Após quatro anos, aqueles que começaram sem dores frequentes no joelho e caminharam para se exercitar pelo menos 10 vezes tiveram menos probabilidade de experimentar novos episódios regulares de rigidez ou dores ao redor dos joelhos e tiveram menos danos estruturais nos joelhos. Além disso, 37% dos participantes do estudo que não caminharam para se exercitar desenvolveram dores no joelho novas e frequentes, em comparação com 26% dos que caminharam. O estudo concluiu que, em indivíduos com mais de 50 anos de idade com osteoartrite1 de joelho, a caminhada para exercício foi associada ao menor desenvolvimento de dor no joelho frequente.
1 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
2 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
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