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Medical Journal - 26/07/22
Um tratamento comumente usado para pessoas com osteoartrite1 do joelho é pouco mais eficaz do que o efeito placebo2 na redução da dor e melhora da função, descobriu uma nova revisão de 50 anos de dados publicada no The British Medical Journal. No entanto, apesar de décadas de evidências crescentes mostrando que as injeções de ácido hialurônico não ajudam a maioria dos pacientes com osteoartrite1, as injeções se tornaram mais amplamente utilizadas. O estudo demonstrou que a injeção3 de ácido hialurônico – chamada viscossuplementação – oferece uma redução tão pequena na dor e rigidez da osteoartrite1 do joelho quando comparada a injeções de placebo2 que não faz diferença significativa na vida dos pacientes. Além disso, as injeções também foram associadas a um risco maior de experimentar uma ampla gama de efeitos colaterais4 negativos. Dessa forma, os resultados não suportam o amplo uso de viscossuplementação para o tratamento da osteoartrite1 do joelho.
1 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
3 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
4 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
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Medical Journal - 25/07/22
Dados de um novo estudo, publicado na revista Science, apontam que o cromossomo1 Y, envolvido na determinação do sexo, desaparece misteriosamente das células2 imunológicas de alguns homens à medida que envelhecem – e isso pode ser fatal, contribuindo para que os homens tenham uma taxa mais alta de doenças cardíacas do que as mulheres. Os pesquisadores usaram a técnica de edição de genes CRISPR para remover o cromossomo1 Y de cerca de dois terços das células2 imunes de camundongos machos para imitar o fenômeno. Esses camundongos desenvolveram problemas cardíacos quando atingiram cerca de 1 ano de idade, precipitados por cicatrizes3 no músculo cardíaco4. Já um estudo prospectivo5 em humanos revelou que a perda do cromossomo1 Y no sangue6 está associada a um risco aumentado de doença cardiovascular e mortalidade7 associada à insuficiência cardíaca8, com homens que perderam o cromossomo1 Y em mais de 40% de suas células2 imunológicas apresentando um risco 31% maior de morrer de qualquer doença circulatória durante o período do estudo.
1 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
4 Músculo Cardíaco: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo.
5 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
8 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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Medical Journal - 25/07/22
Um estudo internacional, publicado no The American Journal of Human Genetics, identificou mais de 50 genes no cromossomo1 X em que mutações podem causar baixa produção de espermatozoides2. Por meio de uma investigação mais aprofundada, os pesquisadores focaram a atenção em 21 novos genes que eles consideraram culpados particularmente fortes pela má produção de espermatozoides2. A maioria das mutações nesses genes afetou a maneira como as células3 testiculares dos homens se dividem para produzir espermatozoides2, e os pesquisadores as encontraram repetidamente nesses homens – bem como em algumas moscas e camundongos machos inférteis. A equipe também determinou outros 34 genes do cromossomo1 X em que as mutações provavelmente estavam envolvidas na infertilidade4 masculina e devem ser investigadas mais profundamente.
1 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
2 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
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Medical Journal - 22/07/22
A eletroacupuntura adicionada ao tratamento padrão melhorou o sono e a saúde1 mental em pessoas com insônia relacionada à depressão, mostrou um ensaio clínico randomizado2 publicado no JAMA Network Open. Em 8 semanas, uma mudança de -6,2 pontos da linha de base nos escores do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) foi observada em pessoas com depressão e insônia que receberam eletroacupuntura. Os participantes que fizeram eletroacupuntura tiveram uma mudança de -3,6 pontos nos escores do PSQI em 8 semanas em comparação com aqueles que receberam acupuntura simulada e uma mudança de -5,1 pontos em comparação com o tratamento padrão. A melhora na qualidade do sono foi mantida na semana 32. Os pacientes do grupo de eletroacupuntura tiveram uma maior redução da gravidade da insônia, humor depressivo e sintomas3 de ansiedade no final da intervenção de 8 semanas. Nenhum evento adverso grave foi registrado. Este estudo demonstra, portanto, que a eletroacupuntura com cuidados padrão aliviou significativamente a insônia entre pacientes com depressão.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 21/07/22
A síndrome1 do intestino irritável pode ser aliviada por pelo menos três anos por transplantes fecais, de acordo com o ensaio clínico mais longo realizado até agora sobre a doença. De acordo com o novo estudo, publicado pelo periódico Gastroenterology, dois terços das pessoas com síndrome1 do intestino irritável (SII) que receberam um transplante de fezes de um doador com uma mistura mais saudável de micróbios intestinais tiveram menos sintomas2 e melhor qualidade de vida. As taxas de resposta ao transplante de microbiota3 fecal foram de 26,3%, 69,1% e 77,8% nos grupos placebo4, 30 g e 60 g, respectivamente, em 2 anos após o transplante, e 27,0%, 64,9% e 71,8%, respectivamente, em 3 anos após o transplante. O estudo concluiu que o transplante de microbiota3 fecal realizado de acordo com o protocolo resultou em altas taxas de resposta e efeitos de longa duração com apenas alguns eventos adversos leves autolimitados.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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Medical Journal - 20/07/22
Existem poucos estudos publicados avaliando prospectivamente as intervenções farmacológicas que podem retardar a progressão do câncer1 de próstata2 em pacientes sob vigilância ativa. Agora, de acordo com um novo estudo, publicado no JAMA Oncology, foi demonstrado que o tratamento com enzalutamida (Xtandi) resultou em respostas significativas ao tratamento em pacientes com câncer1 de próstata2 localizado de risco baixo e intermediário versus a vigilância ativa isolada. O tratamento com a monoterapia foi bem tolerado e resultou em uma redução significativa de 46% na progressão da doença versus a vigilância ativa isolada. Além disso, as chances de uma biópsia3 negativa foram 3,5 vezes maiores no braço de terapia ativa. A enzalutamida pode fornecer uma opção de tratamento alternativo para pacientes4 submetidos à vigilância ativa.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
3 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
4 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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Medical Journal - 20/07/22
Em um novo estudo, publicado na revista Nature, foi descoberto que desligar o gene específico GREM1 resulta em uma maior disseminação do câncer1 de pâncreas2. Mas ativar o gene novamente pode levar a uma redução na disseminação do câncer1. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos para o câncer1 de pâncreas2. Os pesquisadores notaram que, entre camundongos com câncer1 de pâncreas2, quando eles removeram o GREM1, o câncer1 mudou do estado epitelial (mais estável) para o estado mesenquimal3 (mais agressivo) em poucos dias. O câncer1 de pâncreas2 metastatizou para o fígado4 em 90% dos camundongos com GREM1 removido. Em comparação, a metástase5 hepática6 foi observada apenas em 15% dos camundongos com GREM1 padrão. Em contraste, quando os camundongos superexpressaram o gene GREM1, o câncer1 reverteu ao estado epitelial. As descobertas sugerem que este gene desempenha um papel fundamental em regular se o câncer1 de pâncreas2 se espalha ou não para o resto do corpo e se torna mais perigoso.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
3 Mesenquimal: Relativo ao mesênquima; mesenquimático, mesenquimatoso. Mesênquima, na embriologia, é o tecido mesodérmico embrionário dos vertebrados, pouco diferenciado, que origina os tecidos conjuntivos no adulto. Na anatomia geral, no adulto, é o tecido conjuntivo comum e indiferenciado.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
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Medical Journal - 19/07/22
O desenvolvimento de arritmia1 após a cirurgia pode servir como uma grande bandeira vermelha para a identificação de pacientes com risco aumentado de hospitalização por insuficiência cardíaca2 após cirurgia cardíaca e não cardíaca. Em um estudo recente, publicado no European Heart Journal, que incluiu dados de mais de 76.500 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, os resultados demonstram que a ocorrência de fibrilação atrial pós-operatória foi associada a um aumento de 33% no risco de hospitalização por insuficiência cardíaca2 incidente3 naqueles submetidos à cirurgia cardíaca e um risco dobrado entre aqueles submetidos à cirurgia não cardíaca em comparação com seus homólogos sem fibrilação atrial pós-operatória. Esses achados reforçam o impacto prognóstico4 adverso da fibrilação atrial pós-operatória e sugerem que ela pode ser um marcador para identificar pacientes com insuficiência cardíaca2 subclínica e aqueles com risco elevado para insuficiência cardíaca2.
1 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
2 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
3 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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Medical Journal - 19/07/22
A prescrição excessiva de opioides após a cirurgia contribuiu para a atual crise de opioides; entretanto, o valor da prescrição de opioides na alta cirúrgica permanece incerto. Agora, de acordo com uma nova metanálise publicada no The Lancet, descobriu-se que as prescrições de opioides após cirurgias pequenas a moderadas não reduzem a dor após a alta do paciente. Os pesquisadores também descobriram que os pacientes que recebem prescrições de opioides correm maior risco de eventos adversos, incluindo vômitos1, náuseas2 e constipação3. Não foram encontradas, portanto, evidências de que regimes de analgesia incluindo opioides sejam superiores à analgesia sem opioides, usando analgésicos4 simples de venda livre. As evidências se basearam em estudos focados em cirurgias eletivas5 de extensão menor e moderada, sugerindo que os médicos podem considerar prescrever analgesia sem opioides nesses ambientes cirúrgicos.
1 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
2 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
3 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
4 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
5 Eletivas: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
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Medical Journal - 18/07/22
Estudos transversais mostraram que a combinação de baixas massa e força musculares está associada ao comprometimento cognitivo1. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Network Open, foi investigar as associações entre baixa massa muscular e declínio cognitivo1 em 3 domínios distintos entre adultos com idade mínima de 65 anos. O estudo encontrou associações longitudinais entre baixa massa magra2 apendicular e cognição3 no envelhecimento, com a presença de baixa massa muscular sendo significativa e independentemente associada a um declínio mais rápido da função executiva4 subsequente ao longo de 3 anos. A identificação de idosos com baixa massa muscular, um fator modificável alvo, pode ajudar a estimar aqueles em risco de desenvolvimento de comprometimento cognitivo1.
1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
4 Função executiva: Também conhecida como controle cognitivo ou sistema supervisor atencional é um conceito neuropsicológico que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, que podem incluir, por exemplo, a iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos.
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