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Medical Journal - 06/05/21
Existem danos potenciais associados a períodos curtos de uso de corticosteroides orais (definidos como o uso de corticosteroides orais por 14 dias ou menos) em crianças? Este estudo, publicado pelo JAMA Pediatrics, sugere que períodos curtos de uso de corticosteroides, que são comumente prescritos para crianças com condições respiratórias e alérgicas, estão associados a um risco 1,4 a 2,2 vezes maior de sangramento gastrointestinal, sepse1 e pneumonia2 no primeiro mês após o início da corticoterapia, que é atenuado durante os 31 a 90 dias subsequentes. Os médicos devem estar cientes dos eventos adversos potencialmente graves associados a períodos curtos de uso de corticosteroides em crianças.
1 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
2 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
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Medical Journal - 05/05/21
O aumento da compreensão sobre se os indivíduos que se recuperaram da COVID-19 estão protegidos de futura infecção1 por SARS-CoV-2 é uma necessidade urgente. O objetivo deste estudo, publicado pelo The Lancet, foi investigar se os anticorpos2 contra SARS-CoV-2 estavam associados a uma diminuição do risco de reinfecção sintomática3 e assintomática, avaliando as taxas de infecção1 por SARS-CoV-2 de profissionais de saúde4 positivos para anticorpos2 em comparação com negativos para anticorpos2. Os resultados mostraram que a infecção1 anterior com SARS-CoV-2 induz imunidade5 eficaz a infecções6 futuras na maioria dos indivíduos.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
3 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
6 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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Medical Journal - 05/05/21
Evidências de benefícios comparativos de antipsicóticos injetáveis de longa ação (ILAs) versus antipsicóticos orais para esquizofrenia1 têm sido inconsistentes entre diferentes modelos de estudo. O objetivo deste novo estudo, publicado no The Lancet Psychiatry, foi avaliar os benefícios comparativos de antipsicóticos ILAs versus orais em três modelos de estudo para informar a tomada de decisão clínica. Embora os modelos de estudo tenham pontos fortes e fracos, foram consistentemente identificados benefícios significativos com antipsicóticos injetáveis de longa ação versus antipsicóticos orais na prevenção de hospitalização ou recidiva2, sugerindo que o aumento do uso clínico desse tipo de antipsicótico pode melhorar os resultados na esquizofrenia1.
1 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
2 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
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Medical Journal - 04/05/21
Novas abordagens podem expandir o acesso ao tratamento preventivo1 cardiovascular. Uma polipílula contendo estatinas, vários medicamentos para baixar a pressão arterial2 e aspirina foi proposta para reduzir o risco de doenças cardiovasculares3. Os resultados do ensaio TIPS-3, publicados no The New England Journal of Medicine, demonstraram cerca de 20% de redução nos eventos cardiovasculares no grupo da polipílula isolada, e cerca de 30% de redução em indivíduos que tomaram a polipílula junto com 75 mg de aspirina por dia, em comparação com o placebo4. A polipílula (contendo 40 mg de sinvastatina, 100 mg de atenolol, 25 mg de hidroclorotiazida e 10 mg de ramipril) reduziu os níveis de colesterol5 LDL6 em 19 mg/dl7 e a pressão arterial sistólica8 em 5,8 mmHg em média em comparação com o placebo4.
1 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
2 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
6 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
7 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
8 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
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Medical Journal - 04/05/21
Estudo publicado pela revista Diabetes1 Care identificou uma importante taxa de queda nas complicações agudas do diabetes1 tanto em pessoas com diabetes tipo 12 quanto tipo 2 após o início do monitoramento instantâneo da glicose3. Houve uma incidência4 significativamente menor de internações por cetoacidose diabética5 e por coma6 relacionado ao diabetes1, o que tem implicações importantes para o tratamento da doença centrada no paciente.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
6 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
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Medical Journal - 03/05/21
Em uma análise de dados médicos de mais de 7.100 pacientes com artrite reumatoide1, publicada no Journal of the American Heart Association, os resultados indicam que os pacientes que tiveram uma resposta inadequada aos medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) tinham um risco 45% maior de síndrome2 coronariana aguda, mas tinham um risco semelhante de acidente vascular cerebral3 isquêmico4 que indivíduos homólogos com uma resposta adequada à terapia com DMARD. Assim, a pesquisa enfatiza a importância do cuidado colaborativo entre as especialidades, sugerindo que uma resposta inadequada à terapia entre pacientes com artrite reumatoide1 pode sinalizar um risco aumentado de ataque cardíaco.
1 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
4 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
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Medical Journal - 03/05/21
O papel da função da lipoproteína de alta densidade (HDL1) na doença cardiovascular representa um importante conceito emergente. Uma avaliação de pacientes no estudo PREVEND, publicado no Circulation, indica que a capacidade anti-inflamatória do HDL1 pode ajudar a identificar pacientes com maior risco de doença cardiovascular. O estudo concluiu que a capacidade anti-inflamatória do HDL1, refletindo a proteção vascular2 contra as etapas principais da aterogênese, foi inversamente associada com eventos cardiovasculares incidentes3 em uma coorte4 da população geral, de modo que adicionar a capacidade anti-inflamatória do HDL1 ao escore de risco de Framingham melhora a previsão de risco.
1 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
2 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
3 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Medical Journal - 30/04/21
A psilocibina pode ter propriedades antidepressivas, mas faltam comparações diretas entre essa substância e os tratamentos estabelecidos para a depressão. Agora, em um pequeno estudo em estágio inicial, publicado no The New England Journal of Medicine, a droga psicodélica psilocibina, encontrada em cogumelos alucinógenos, se mostrou tão boa na redução dos sintomas1 de depressão quanto o tratamento convencional com escitalopram. E, quando se trata de melhorar ativamente o bem-estar e a capacidade das pessoas de sentir prazer, a psilocibina pode ter tido um efeito mais poderoso.
1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Saúde - 29/04/21
O risco de desenvolver trombose1 venosa cerebral devido à COVID-19 foi “muitas vezes” maior do que devido a receber as vacinas AstraZeneca/Oxford ou as vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna, pesquisadores concluíram. Um estudo da Universidade de Oxford, disponível como uma pré-impressão não revisada por pares na plataforma Center for Open Science, estimou que, em comparação com as vacinas de mRNA, o risco de trombose1 venosa cerebral por COVID-19 era cerca de 10 vezes maior. Em comparação com a vacina2 de Oxford, o risco de trombose1 venosa cerebral por COVID-19 foi cerca de 8 vezes maior. Um padrão semelhante foi observado na trombose1 da veia porta3.
1 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
2 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
3 Veia porta: Veia curta e calibrosa formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica.
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Medical Journal - 28/04/21
As características dos hematomas1 podem distinguir os ferimentos abusivos dos não abusivos em crianças pequenas? Neste estudo transversal de 2.161 crianças menores de 4,0 anos, publicado pelo JAMA Network Open, uma regra de decisão clínica para hematomas1 refinada e avaliada se mostrou 96% sensível e 87% específica para distinguir trauma abusivo de não abusivo em crianças pequenas com base nas características de seus hematomas1. De acordo com esses achados, crianças pequenas com achados afirmativos para qualquer um dos 3 componentes da regra correm maior risco de abuso e merecem avaliação adicional.
1 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
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