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Mulheres com histórico de infertilidade1, especialmente aquelas que nunca tiveram filhos, eram mais propensas a desenvolver depressão e ansiedade na meia-idade do que mulheres sem infertilidade1, segundo um novo estudo apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. Mulheres com infertilidade1, incluindo aquelas que não engravidaram depois de tentar por pelo menos 1 ano, tiveram um risco aumentado de sintomas2 depressivos antes da menopausa3. Mulheres incapazes de ter filhos – que não tiveram filhos involuntariamente – enfrentaram um risco ainda maior de depressão que antecedeu a menopausa3. Mulheres com histórico de infertilidade1 também tiveram um risco aumentado de ansiedade durante a transição da menopausa3, assim como aquelas que não tiveram filhos involuntariamente.
1 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
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Folículos capilares1 maduros foram cultivados em laboratório pela primeira vez, em um movimento que poderia um dia tratar a perda de cabelo2. Ao modificar as células3 embrionárias da pele4 de camundongos, os pesquisadores criaram folículos capilares1 que cresceram até 3 milímetros de comprimento ao longo de um mês, segundo relatado no estudo publicado na revista Science Advances. Foi realizada a reprogramação de microambientes tridimensionais para indução de folículo piloso5 in vitro. Uma abordagem chave é modular as distribuições espaciais de células3 epiteliais e mesenquimais6 em sua organização espontânea. Os folículos capilares1 criados do zero com características morfológicas típicas emergiram em agregados dos dois tipos de células3, denominados folicloides capilares1, e hastes capilares1 brotaram com eficiência próxima de 100% in vitro.
1 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
2 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
5 Folículo Piloso: Invaginação (forma de tubo) da EPIDERME, a partir da qual se desenvolve o folículo piloso e se abrem as GLÂNDULAS SEBÁCEAS. O folículo é revestido por uma bainha (radicular interna e externa) de células de origem epidérmica e revestido por uma bainha fibrosa originada da derme. (Tradução livre do original
6 Mesenquimais: Relativo ao mesênquima; mesenquimático, mesenquimatoso. Mesênquima, na embriologia, é o tecido mesodérmico embrionário dos vertebrados, pouco diferenciado, que origina os tecidos conjuntivos no adulto. Na anatomia geral, no adulto, é o tecido conjuntivo comum e indiferenciado.
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Um novo estudo, com publicação no Journal of the National Cancer1 Institute, sugeriu que o uso de alisadores químicos de cabelo2 com frequência pode representar um pequeno risco de câncer1 uterino. As taxas da doença ainda são relativamente baixas, e a pesquisa também não mostrou definitivamente que os alisadores de cabelo2 causam câncer1. Mas as descobertas são motivo de preocupação. Para as mulheres do estudo que nunca usaram alisadores de cabelo2, o risco de desenvolver câncer1 uterino aos 70 anos foi de 1,64%, enquanto a taxa para usuárias frequentes de alisadores foi mais que o dobro, chegando a 4,05%. Embora o risco aumentado tenha sido encontrado entre mulheres de todas as origens raciais e étnicas, as mulheres negras podem ser desproporcionalmente afetadas: 60% das participantes que relataram usar alisadores de cabelo2 se identificaram como mulheres negras.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
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O tratamento com os medicamentos relatlimabe e nivolumabe antes da remoção cirúrgica de um tipo de câncer1 chamado melanoma2 resultou na inviabilidade dos tumores em 57% dos indivíduos, e não foram observados efeitos adversos graves. Pessoas com uma resposta favorável ao tratamento tiveram um melhor resultado de sobrevida3 do que aquelas que não responderam. O artigo relatando o uso de terapia neoadjuvante com relatlimabe e nivolumabe no melanoma2 ressecável foi publicado na revista Nature. Os resultados indicam que essa imunoterapia combinada induz uma alta taxa de resposta completa patológica, com a segurança durante a terapia neoadjuvante sendo favorável em comparação com outros regimes de imunoterapia combinada.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
3 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
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Um novo estudo, publicado no The Lancet Oncology sugere que a cirurgia nem sempre é necessária para todas as pacientes com câncer1 de mama2. O estudo, um ensaio clínico em estágio inicial, descobriu que um grupo cuidadosamente selecionado de pacientes que responderam notavelmente bem à quimioterapia3 poderia pular a cirurgia completamente, uma vez que a quimioterapia3 sozinha foi suficiente para tratar essas mulheres com certos tipos de tumores. Cinquenta pacientes com mais de 40 anos com dois tipos de câncer1 de mama2 (câncer1 de mama2 triplo negativo ou HER2-positivo) e doença em estágio inicial foram incluídas no estudo. Todas as pacientes foram submetidas à quimioterapia3, seguida de biópsias4 para determinar se seus tumores responderam bem ao tratamento. Trinta e uma pacientes (cerca de 60%) responderam notavelmente bem e foram capazes de renunciar à cirurgia, descobriram os pesquisadores.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
3 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
4 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
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Um tratamento de radiação que fornece doses terapêuticas em uma fração de segundo parece ser uma opção promissora para mitigar1 os efeitos colaterais2 associados à radioterapia3 convencional, de acordo com os resultados de um primeiro teste em humanos publicados no JAMA Oncology. A modalidade, conhecida como radioterapia3 com ultra-alta taxa de dose ou terapia FLASH de prótons, foi viável para implementação em um ambiente clínico de rotina. Nenhum dos 10 pacientes do estudo (todos com metástases4 ósseas nas extremidades) apresentou eventos adversos graves, e a técnica aliviou a dor na maioria dos pacientes. Especificamente, sete dos 10 pacientes submetidos à radioterapia3 FLASH em 12 locais metastáticos experimentaram alívio completo ou parcial da dor. Esses achados apoiam a exploração adicional da radioterapia3 FLASH em pacientes com câncer5.
1 Mitigar: Tornar mais brando, mais suave, menos intenso (geralmente referindo-se à dor ou ao sofrimento); aliviar, suavizar, aplacar.
2 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
3 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
4 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
5 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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O consumo de um probiótico1 experimental contendo a bactéria2 Hafnia alvei duas vezes ao dia durante três meses levou a um maior sucesso na perda de peso entre um grupo de pessoas com sobrepeso3 seguindo uma dieta de controle de calorias4. Os achados foram publicados no jornal científico Nutrients. Entre os participantes que tomaram o probiótico1, 55% perderam pelo menos 3% do peso corporal, em comparação com 41% das pessoas que tomaram o placebo5. O estudo demonstrou que um tratamento de 12 semanas com a cepa6 probiótica H. alvei melhora significativamente a perda de peso, a sensação de plenitude e a redução da circunferência do quadril em indivíduos com sobrepeso3 seguindo dieta hipocalórica7 moderada. Esses dados suportam o uso da H. alvei no gerenciamento global do excesso de peso.
1 Probiótico: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
2 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
3 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
4 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
7 Hipocalórica: Que é pouco calórica.
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A American Gastroenterological Association (AGA) divulgou novas diretrizes de prática clínica sobre o uso de farmacoterapias, como semaglutida (Wegovy) e liraglutida (Saxenda), para perda de peso em pessoas com sobrepeso1 e obesidade2. As recomendações foram publicadas na revista Gastroenterology. O painel sugeriu o uso de semaglutida 2,4 mg, liraglutida 3,0 mg, fentermina-topiramato de liberação prolongada e naltrexona-bupropiona de liberação prolongada (com base em evidências de certeza moderada) e o uso de fentermina e dietilpropiona (com base em evidências de baixa certeza), para o tratamento a longo prazo de sobrepeso1 e obesidade2. O painel de diretrizes sugeriu contra o uso de orlistat. O painel identificou o uso do hidrogel oral superabsorvente Gelesis100 como uma lacuna de conhecimento.
1 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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Entre os pacientes com cateter venoso central na unidade de terapia intensiva1 (UTI), o uso de medicamentos probióticos2 foi associado a um aumento da incidência3 de infecções4 por cateter central e morte, mostrou um estudo retrospectivo5 publicado no CHEST Journal. Em uma análise de mais de 23.000 pacientes, a taxa de mortalidade6 para aqueles com infecções4 por cateter venoso central associadas a probióticos2 (ICVCPs) foi de 25,5% em comparação com 13,4% para aqueles que não desenvolveram essas infecções4. O estudo também mostrou que as ICVCPs são duas vezes mais comuns entre os pacientes que recebem formulações em pó em comparação com outras formulações (0,76% vs. 0,33%). Dessa forma, o risco aumentado de bacteremia7 por medicamentos probióticos2 contendo organismos e o aumento associado na mortalidade6 superam os benefícios potenciais para pacientes8 com cateteres venosos centrais na UTI.
1 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
2 Probióticos: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
3 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
4 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
6 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
7 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
8 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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Cientistas transplantaram com sucesso grupos de neurônios1 humanos em cérebros de ratos recém-nascidos, um feito impressionante de engenharia biológica que pode fornecer modelos mais realistas para condições neurológicas como o autismo e servir como uma maneira de restaurar cérebros lesionados. Em um estudo publicado na revista Nature, pesquisadores relataram que os aglomerados de células2 humanas, conhecidos como “organoides”, cresceram em milhões de novos neurônios1 e se conectaram em seus novos sistemas nervosos. Uma vez que os organoides se conectaram ao cérebro3 dos ratos, os animais puderam receber sinais4 sensoriais de seus bigodes e ajudar a gerar sinais4 de comando para orientar seus movimentos. Assim, os neurônios1 corticais humanos transplantados amadurecem e envolvem circuitos hospedeiros que controlam o comportamento.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
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