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Medical Journal - 06/06/22
A intensidade do tratamento com hormônio1 tireoidiano foi associada à mortalidade2 cardiovascular (CV), de acordo com um estudo observacional publicado no JAMA Network Open. Em mais de 700.000 pacientes que receberam tratamento com hormônio1 tireoidiano e foram acompanhados por uma mediana de 4 anos, aqueles com hipertireoidismo3 exógeno (tireotrofina menor que 0,1 mUI/L) tiveram um aumento de 39% no risco de mortalidade2 CV após ajuste para fatores de risco conhecidos. O aumento do risco foi semelhante em uma avaliação de hipertireoidismo3 com medidas de tiroxina livre (T4 livre); pacientes com níveis maiores que 1,9 ng/dL tiveram um aumento de 29% no risco. O hipotireoidismo4 foi ainda mais fortemente associado à mortalidade2 CV, especificamente níveis de tireotrofina maiores que 20 mUI/L foram associados a um aumento de risco de mais de duas vezes. E níveis de T4 livre menores que 0,7 ng/dL também foram associados a maior risco. Esses achados enfatizam a importância de manter o eutireoidismo para diminuir o risco cardiovascular e a morte entre os pacientes que recebem tratamento com hormônio1 tireoidiano.
1 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
2 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
3 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
4 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
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Medical Journal - 03/06/22
Dietas ricas em alimentos inflamatórios foram associadas a marcadores globais de envelhecimento cerebral e doença de pequenos vasos cerebrais na ressonância magnética1, mostrou um estudo transversal publicado na revista Alzheimer2's & Dementia. Em comparação com dietas anti-inflamatórias, aquelas consideradas pró-inflamatórias no Índice Inflamatório da Dieta foram associadas a menor volume cerebral total após ajuste para co-variáveis demográficas, clínicas e de estilo de vida. Segundo os autores, os processos inflamatórios sistêmicos3 no corpo, incluindo o cérebro4, podem ser influenciados pela dieta, levando ao seu importante papel contributivo no envelhecimento cerebral. Os resultados demonstraram, portanto, associações entre pontuações mais altas do Índice Inflamatório da Dieta e medidas globais de ressonância magnética1 do cérebro4.
1 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
2 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
3 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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Medical Journal - 02/06/22
Estudo publicado pelo The British Medical Journal teve como objetivo determinar se uma intervenção multicomponente baseada em atividade física com suporte tecnológico e aconselhamento nutricional previne incapacidade de mobilidade em idosos com fragilidade física e sarcopenia. A intervenção multicomponente compreendeu atividade física de intensidade moderada duas vezes por semana em um centro e até quatro vezes por semana em casa. Dados de actimetria1 foram usados para adequar a intervenção. Os participantes também receberam aconselhamento nutricional personalizado. A incapacidade de mobilidade ocorreu em 46,8% dos participantes atribuídos à intervenção multicomponente e 52,7% dos controles. O estudo concluiu que uma intervenção multicomponente foi associada a uma redução na incidência2 de incapacidade de mobilidade em idosos com fragilidade física e sarcopenia e pontuações da bateria de desempenho físico de curta duração de 3-7. A fragilidade física e a sarcopenia podem ser um alvo para preservar a mobilidade em idosos vulneráveis.
1 Actimetria: A actimetria pode mostrar quando uma pessoa acorda e quão ativa ela é durante a noite de sono. Um local comum para a colocação de um dispositivo com sensor para verificar a actimetria é o pulso, onde pode ser usado como um relógio. O paciente costuma usar o dispositivo na mão não-dominante.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Medical Journal - 01/06/22
Os tratamentos frequentemente usados para aliviar a dor na região lombar1 podem fazer com que ela na verdade dure mais tempo, de acordo com um novo estudo publicado na revista Science Translational Medicine. Gerenciar a dor com esteroides e anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, pode acabar por transformar a dor nas costas2 em uma condição crônica, segundo o estudo. Uma análise ampla do transcriptoma em células3 imunes de pacientes com lombalgia4 aguda acompanhados por 3 meses mostrou que os genes inflamatórios dependentes da ativação de neutrófilos5 foram regulados positivamente em indivíduos com dor resolvida, enquanto nenhuma alteração foi observada em pacientes com dor persistente, de modo que a regulação ascendente transitória das respostas inflamatórias conduzida por neutrófilos5 foi protetora contra a transição para a dor crônica. Em roedores, os tratamentos anti-inflamatórios prolongaram a duração da dor e o efeito foi abolido pela administração de neutrófilos5. Assim, esses achados demonstram que, apesar da eficácia analgésica em momentos iniciais, o manejo da inflamação6 aguda pode ser contraproducente para os resultados a longo prazo de pacientes com lombalgia4.
1 Região Lombar:
2 Costas:
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
5 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
6 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
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Medical Journal - 01/06/22
A eficácia dos medicamentos atualmente aprovados para a esclerose1 lateral amiotrófica (ELA) é restrita; há necessidade de desenvolver outros tratamentos. Estudos iniciais mostraram que a metilcobalamina em dose ultra-alta é um agente promissor. Neste estudo, publicado no JAMA Neurology, pacientes com ELA em estágio inicial foram randomizados para receber injeção intramuscular2 de metilcobalamina (dose de 50 mg) ou placebo3 duas vezes por semana durante 16 semanas. A diferença média dos mínimos quadrados na pontuação total da Escala de Avaliação Funcional da Esclerose1 Lateral Amiotrófica Revisada na semana 16 do período randomizado4 foi 1,97 pontos maior com metilcobalamina do que com placebo3. A incidência5 de eventos adversos foi semelhante entre os 2 grupos. Os resultados deste ensaio clínico randomizado4 mostraram que a metilcobalamina em dose ultra-alta foi eficaz em retardar o declínio funcional em pacientes com esclerose1 lateral amiotrófica em estágio inicial e com taxa de progressão moderada e foi segura para uso durante o período de tratamento de 16 semanas.
1 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
2 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Pharma News - 31/05/22
Um vírus1 experimental que mata o câncer2 foi administrado a um paciente humano pela primeira vez, com a esperança de que o teste revele evidências de um novo meio de combater com sucesso os tumores cancerígenos nos corpos das pessoas. A Imugene Limited e a City of Hope anunciaram que o primeiro paciente foi dosado em um ensaio clínico de Fase 1 avaliando a segurança do novo vírus1 capaz de matar o câncer2 CF33-hNIS (Vaxinia) quando usado em pessoas com tumores sólidos avançados. O candidato a medicamento é o que se chama vírus1 oncolítico, um vírus1 geneticamente modificado projetado para infectar e matar seletivamente células3 cancerígenas, poupando as saudáveis, e demonstrou reduzir tumores de câncer2 de cólon4, pulmão5, mama6, ovário7 e pâncreas8 em modelos pré-clínicos de laboratório e de animais. No caso do CF33-hNIS, o vírus1 da varíola modificado funciona entrando nas células3 e se duplicando. Eventualmente, a célula9 infectada se rompe, liberando milhares de novas partículas virais que atuam como antígenos10, estimulando o sistema imunológico11 a atacar as células3 cancerígenas próximas.
1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Cólon:
5 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
6 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
7 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
8 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
9 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
10 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
11 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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Medical Journal - 31/05/22
Antes de invadir outras partes do corpo, os tumores podem crescer silenciosamente por anos. Mas agora, uma técnica que usa um “código de barras” de DNA expôs os detalhes desse crescimento furtivo, mapeando a jornada de um tumor1 desde suas origens como uma única célula2 até a metástase3. A técnica permite que os cientistas acompanhem a evolução em subpopulações de células4 tumorais – incluindo aquelas que se espalham pelo corpo. Em estudo publicado na revista Cell, pesquisadores descrevem como o rastreamento de linhagem revela a filodinâmica, plasticidade e caminhos da evolução do tumor1. Foi demonstrado que subclones raros com programas de expressão distintos se expandem durante a evolução do tumor1. As metástases5 são derivadas de subclones em expansão espacialmente localizados do tumor1. Esse estudo elucida a natureza hierárquica da evolução do tumor1 e, mais amplamente, permite estudos aprofundados da progressão do tumor1.
1 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
2 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
3 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
4 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
5 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
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Medical Journal - 30/05/22
Oito fatores de risco modificáveis foram associados a mais de um em cada três casos de doença de Alzheimer1 e demência2 relacionada nos EUA, mostrou uma análise transversal publicada no JAMA Neurology. Os oito fatores de risco – obesidade3 na meia-idade, hipertensão4 na meia-idade, inatividade física, depressão, tabagismo, baixa escolaridade, diabetes5 e perda auditiva – foram associados a 36,9% dos casos de Alzheimer6 e demência2. É importante notar que os fatores de risco diferem com base no sexo, raça e etnia. Os fatores mais proeminentemente associados com Alzheimer6 e demência2 foram obesidade3 na meia-idade (17,7%); inatividade física (11,8%); e baixa escolaridade (11,7%). Em estudo semelhante, publicado há pouco mais de 10 anos, os fatores de risco mais importantes eram inatividade física, depressão e tabagismo, sugerindo que o número crescente de pessoas obesas nos EUA pode ter um grande impacto a longo prazo nas taxas de demência2. As estratégias de redução do risco de Alzheimer6 podem ser mais eficazes se tiverem como alvo grupos de maior risco e considerarem os perfis atuais de fatores de risco.
1 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
4 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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Medical Journal - 30/05/22
A perda de neurônios1 de dopamina2 dentro da parte compacta da substância negra (pcSN) do cérebro3 é uma característica patológica definidora da doença de Parkinson4. No entanto, as características moleculares associadas à vulnerabilidade do neurônio de dopamina2 ainda não foram totalmente identificadas. Agora, em estudo publicado na revista Nature Neuroscience, o subtipo de células5 cerebrais que morrem na doença de Parkinson4 foi descoberto usando uma nova técnica que pode identificar quais genes estão ativos em células5 individuais. As descobertas devem levar a uma melhor compreensão das causas do Parkinson e uma maneira de avaliar possíveis tratamentos. Se as células5 forem cultivadas em laboratório, novos medicamentos poderão ser testados nelas, por exemplo. Alguns grupos também estão tentando desenvolver células5 produtoras de dopamina2 que possam ser transplantadas para o cérebro3 de pessoas com Parkinson.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
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Medical Journal - 27/05/22
A dor crônica é um importante problema de saúde1, e a busca por novos analgésicos2 tem se tornado cada vez mais importante devido às propriedades viciantes e efeitos colaterais3 indesejados dos opioides. Pesquisadores da USP acreditam que pessoas que não sentem dor podem ser a chave para a descoberta de novas classes de analgésicos2. Eles analisaram mutações genéticas em pacientes com insensibilidade congênita4 à dor com anidrose (CIPA) e identificaram proteínas5 modificadas que impedem a transmissão do impulso doloroso. A partir dos dados obtidos, eles desenvolveram um peptídeo, o TAT-pQYP, que apresentou efeito analgésico6 em um modelo animal de dor inflamatória. Os resultados foram publicados na revista Science Signaling. Esses achados demonstram uma estratégia para identificar novos alvos para o alívio da dor por meio da análise das vias de sinalização que são perturbadas na insensibilidade congênita4 à dor com anidrose.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
3 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
4 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
5 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
6 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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