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Um novo estudo, publicado no European Journal of Preventive Cardiology, avaliou as associações entre o momento da atividade física objetiva e o risco de doença cardiovascular na população em geral. No geral, os participantes com tendência de atividade física na parte da manhã tiveram um risco menor de doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral1 incidentes2 em comparação com participantes com um padrão de atividade física no meio do dia. O estudo concluiu que, independentemente da atividade física total, a atividade física matinal foi associada a menores riscos de doenças cardiovasculares3 incidentes2, destacando a importância potencial da cronoatividade na prevenção de doenças cardiovasculares3.
1 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Crianças e adolescentes que foram expostas à pré-eclâmpsia1 no útero2 podem ter maior probabilidade de sofrer um derrame3 ou desenvolver doença arterial coronariana, mas o risco geral permanece baixo, segundo um estudo publicado no JAMA Network Open. No geral, o número de eventos de acidente vascular cerebral4 e diagnósticos de doença isquêmica do coração5 foi muito baixo. No entanto, os participantes que foram expostos à pré-eclâmpsia1 no período pré-natal tiveram 33% mais chances de desenvolver doença isquêmica do coração5 e 34% mais chances de ter um AVC aos 19 anos, em média, em comparação com os participantes sem exposição à pré-eclâmpsia1 no período pré-natal. Os riscos não foram totalmente explicados por nascimento prematuro ou pequeno para idade gestacional, e os riscos associados de AVC foram maiores para formas graves de pré-eclâmpsia1.
1 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
2 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
3 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
4 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
5 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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O primeiro teste de terapia de reposição enzimática (TRE) dentro do útero1 provou ser seguro e eficaz para um bebê com doença de Pompe de início infantil, de acordo com um relato de caso publicado no The New England Journal of Medicine. Uma criança com material imunológico medido pela reação cruzada (MIRC) negativo na doença de Pompe de início infantil – o extremo mais grave do espectro da doença – não apresentou manifestações cardíacas após o tratamento, em comparação com seus dois irmãos afetados que tinham cardiomiopatias. Adicionalmente, não houve acúmulo de glicogênio2 no útero1, o que leva a sequelas3 clínicas da doença de Pompe de início infantil no nascimento. O bebê também tinha níveis normais de creatina quinase e função motora apropriada para a idade aos 13 meses, sugerindo o benefício cardíaco e musculoesquelético geral da TRE no útero1.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Glicogênio: Polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares.
3 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
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Sabe-se que as crianças comumente apresentam sequelas1 físicas, cognitivas ou emocionais após a sepse2. Neste estudo de coorte3, publicado no JAMA Pediatrics, de 5.150 crianças gravemente doentes com sepse2, 13% desenvolveram uma nova condição de interesse (insuficiência respiratória crônica4, distúrbio convulsivo, dependência de nutrição5 suplementar ou doença renal6 crônica) dentro de 6 meses após a alta hospitalar, enquanto 21% das crianças com uma condição preexistente de interesse apresentaram progressão da doença. O desenvolvimento e/ou progressão de uma comorbidade7 ocorreu em 19% das crianças que sobreviveram à hospitalização por sepse2, sugerindo que elas podem se beneficiar de um acompanhamento estruturado para identificar e abordar novas condições médicas ou agravadas.
1 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
2 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
3 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
4 Insuficiência respiratória crônica: Disfunção respiratória prolongada ou persistente que resulta em oxigenação ou eliminação de dióxido de carbono em uma taxa insuficiente para satisfazer as necessidades do corpo, além de poder ser grave o suficiente para prejudicar ou ameaçar as funções dos órgãos vitais. Está associada a doenças pulmonares crônicas como enfisema, bronquite crônica ou fibrose pulmonar intersticial difusa. O corpo está sujeito a níveis de oxigênio drasticamente reduzidos ou a quantidades muito elevadas de dióxido de carbono.
5 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Comorbidade: Coexistência de transtornos ou doenças.
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Estimular neurônios1 específicos ajuda as pessoas a andar novamente após lesão2 na coluna, de acordo com um estudo publicado na revista Nature. Nove pessoas com paralisia3 da parte inferior do corpo melhoraram sua capacidade de andar após receber estimulação elétrica na coluna, com os pesquisadores mapeando os neurônios1 que pareciam ter promovido essa recuperação. Com o apoio de uma estrutura, a estimulação elétrica permitiu que os participantes caminhassem cerca de 25 metros, em média, em 6 minutos. Nos cinco meses seguintes, eles continuaram a receber essa estimulação elétrica, juntamente com sessões de fisioterapia4 guiadas, até cinco vezes por semana. Ao final do período de estudo, eles poderiam caminhar cerca de 50 metros em 6 minutos, em média. Quatro dos participantes podiam até andar sem qualquer estimulação elétrica, sugerindo que a terapia induziu a religação sustentada dos neurônios1 da medula espinhal5.
1 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
2 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
3 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
4 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
5 Medula Espinhal:
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Glóbulos vermelhos que foram cultivados em laboratório foram agora transfundidos para outra pessoa em um primeiro ensaio clínico mundial, de acordo com um comunicado publicado pelo National Health Service (NHS) do Reino Unido. As células sanguíneas1 fabricadas foram cultivadas a partir de células-tronco2 de doadores. Os glóbulos vermelhos foram então transfundidos em voluntários no ensaio clínico randomizado3 controlado RESTORE. Se forem comprovadas como seguras e eficazes, as células sanguíneas1 fabricadas poderão, com o tempo, revolucionar os tratamentos para pessoas com doenças sanguíneas, como anemia falciforme4, e com tipos sanguíneos raros. Até agora, duas pessoas foram transfundidas com os glóbulos vermelhos cultivados em laboratório. Elas foram monitoradas de perto e nenhum efeito colateral5 desagradável foi relatado. As pessoas estão bem e saudáveis.
1 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
2 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
5 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
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Até 1,35 bilhão de jovens em todo o mundo correm o risco de perda auditiva devido à “escuta insegura”, mostrou um novo estudo publicado no BMJ Global Health. O estudo descobriu que até 1 em cada 4 pessoas com idades entre 12 e 34 anos estão expostas a níveis de ruído perigosos por meio de “dispositivos de escuta pessoal”, como configurações de alto volume em smartphones utilizando fones de ouvido, e quase metade das pessoas nessas idades experimentam níveis de ruído prejudiciais em locais de entretenimento. O estudo concluiu que práticas auditivas inseguras são altamente prevalentes em todo o mundo, havendo uma necessidade urgente de priorizar políticas focadas na escuta segura.   [Mais...]
O anticorpo1 anti-CD3 teplizumabe (Tzield) se tornou o primeiro medicamento indicado para retardar a progressão do diabetes tipo 12, anunciou a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos. Em um estudo em andamento, o medicamento atrasou o início do diabetes tipo 12 em crianças e adultos em quase três anos, em comparação com um placebo3. Visando o processo autoimune4 subjacente do diabetes tipo 12, em vez de apenas fornecer controle metabólico, o teplizumabe é aprovado para adultos e pacientes pediátricos de 8 anos ou mais com diabetes tipo 12 em estágio 2 que desejam retardar o início do estágio 3, a condição irreversível quando as células5 produtoras de insulina6 perdem a capacidade de manter o controle glicêmico normal.
1 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
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O hipertireoidismo1 subclínico pode ser um fator de risco2 independente para fraturas, segundo um estudo de coorte3 baseado na comunidade, publicado no JAMA Network Open. Adultos com níveis suprimidos de tireotropina, mas tiroxina livre normal, tiveram maior risco de fratura4. Na análise de quase 11.000 indivíduos de meia-idade, ter hipertireoidismo1 subclínico foi associado a um risco 34% maior de fratura4 subsequente em comparação com aqueles com eutireoidismo durante um acompanhamento médio de 21 anos. Comparado com aqueles com níveis normais de tireotropina e tiroxina livre, no entanto, o risco de fratura4 não foi associado ao hipotireoidismo5 subclínico. Os locais de fratura4 mais comuns foram quadril (14,1%) e coluna vertebral6 (13,8%). Hospitalizações relacionadas a fraturas também foram muito mais comuns entre aqueles com níveis de tireotropina abaixo de 0,56 mIU/L.
1 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
2 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
3 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
4 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
5 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
6 Coluna vertebral:
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A aspirina em baixa dose não reduziu os riscos de fratura1 em idosos saudáveis, mas foi associada a um risco aumentado de quedas graves, mostrou um subestudo do estudo randomizado2 ASPREE, publicado no JAMA Internal Medicine. Durante um acompanhamento médio de 4,6 anos, não houve diferença no risco de primeira fratura1 entre os participantes que tomavam aspirina 100 mg por dia e os que tomavam placebo3, mas a aspirina foi associada a um maior risco de quedas graves, que foram 17% mais frequentes. Os resultados não mudaram após o ajuste para covariáveis conhecidas por influenciar o risco de fratura1 e queda. A falha da aspirina em baixa dose em reduzir o risco de fraturas enquanto aumenta o risco de quedas graves aumenta a evidência de que esse agente oferece poucos benefícios favoráveis em uma população saudável de idosos.
1 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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