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Em um estudo liderado por pesquisadores do Mass General Brigham, gestantes que interromperam o uso de medicamentos populares para perda de peso à base de GLP-1 antes ou no início da gravidez1 tenderam a ganhar mais peso e a apresentar maiores riscos de diabetes2 e distúrbios hipertensivos durante a gestação, além de terem maior probabilidade de parto prematuro do que mulheres que nunca haviam utilizado esses medicamentos. Os resultados foram publicados no JAMA.
1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
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Psiquiatras têm se baseado, por muito tempo, em manuais de diagnóstico1 que consideram a maioria das condições de saúde2 mental como distintas umas das outras. A depressão, por exemplo, é listada como um transtorno separado da ansiedade. Mas uma análise genética de mais de um milhão de pessoas sugere que uma série de condições psiquiátricas têm raízes biológicas comuns. Segundo a análise, publicada na revista Nature, 14 transtornos de saúde2 mental, tipicamente considerados distintos, na verdade se enquadram em cinco grupos, cada um deles ligado a um conjunto específico de variantes genéticas.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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Uma política hospitalar para aumentar o uso de ácido tranexâmico (TXA) no período perioperatório reduziu as transfusões de sangue1 durante cirurgias não cardíacas de grande porte, sem impacto aparente em eventos de coagulação2, segundo um ensaio clínico randomizado3 por agrupamentos apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia e publicado no periódico Blood. Entre mais de 8.000 pacientes submetidos a cirurgias de alto risco, o uso rotineiro de TXA reduziu a probabilidade de transfusões em 31% em comparação com o placebo4.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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O horário do dia em que os medicamentos contra o câncer1 são administrados pode fazer uma grande diferença nos resultados para o paciente e seria uma intervenção relativamente simples de implementar. As descobertas são de um estudo publicado no jornal científico Cancer1 e reforçam a evidência de que nossos relógios biológicos influenciam a eficácia dos tratamentos contra o câncer1.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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Uma dose da vacina1 bivalente ou nonavalente contra o HPV mostrou-se não inferior a duas doses, segundo o estudo randomizado2 ESCUDDO, cujos resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine. A eficácia da vacina1 foi de pelo menos 97% contra a infecção3 por HPV 16 ou 18, independentemente de a participante ter recebido uma ou duas doses da vacina1 bivalente ou nonavalente. Esses resultados corroboram a recomendação da OMS de vacinação contra o HPV em dose única, visando aumentar a cobertura vacinal e, ao mesmo tempo, manter a eficácia.
1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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Um estudo da Stanford Medicine, publicado no jornal científico The Journal of Clinical Investigation, mostrou que uma “reconfiguração do sistema imunológico” curou o diabetes1 autoimune2, ou tipo 1, em camundongos. A abordagem pode ser útil para outras doenças autoimunes3, bem como para transplantes de órgãos.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
3 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
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A solução de clascoterona a 5% oferece um novo mecanismo de ação para a alopecia1 androgenética (AAG), atuando localmente nos receptores de andrógenos2 com mínima absorção sistêmica. Ensaios clínicos3 de fase 3, com resultados divulgados pela empresa Cosmo Pharmaceuticals, demonstraram melhorias significativas no crescimento capilar4 e resultados positivos relatados pelos pacientes, reforçando a relevância clínica. O perfil de segurança da clascoterona é favorável, com eventos adversos emergentes do tratamento semelhantes aos dos grupos placebo5 e exposição sistêmica mínima. Se aprovada, a clascoterona poderá ampliar as opções de tratamento para AAG, principalmente para pacientes6 que evitam terapias orais ou que não respondem aos tratamentos atuais.
1 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
2 Andrógenos: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógenos: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
3 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
4 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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Nosso microbioma1 intestinal tem uma enorme influência em nossa saúde2 geral, mas ainda não tínhamos clareza sobre quais bactérias específicas tinham efeitos benéficos e quais tinham efeitos negativos. Agora, um estudo com mais de 34.000 pessoas, publicado na revista Nature, está esclarecendo do que realmente consiste um microbioma1 intestinal saudável.
1 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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Uma toxina1 produzida por bactérias encontradas em água contaminada mata as células2 imunológicas no revestimento do cólon3, o que significa que pessoas cujos intestinos4 são colonizados por essas bactérias têm muito mais probabilidade de desenvolver uma condição conhecida como colite5 ulcerativa. Se confirmada, a descoberta, que foi publicada na revista Science, pode levar a novos tratamentos para essa forma de doença inflamatória intestinal (DII).
1 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Cólon:
4 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
5 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
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Em casos graves de asma1, comprimidos diários de corticosteroides são frequentemente necessários, mas aumentam o risco de diversas complicações sérias, como diabetes2, infecções3 e problemas ósseos. Agora, em um estudo publicado no The Lancet Respiratory Medicine, cientistas demonstraram que uma injeção4 mensal de anticorpos5 pode eliminar a necessidade desses comprimidos, se mostrando uma alternativa mais segura.
1 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
5 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
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