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Medical Journal - 26/10/21
A doença cardiovascular aterosclerótica é uma das principais causas de mortalidade1 e morbidade2 em todo o mundo, e o aumento das lipoproteínas de baixa densidade desempenha um papel crítico no desenvolvimento e progressão da aterosclerose3. Neste estudo, publicado pelo European Heart Journal, examinou-se pela primeira vez os efeitos imunomoduladores intestinais do ácido propiônico, um metabólito4 derivado da microbiota5, no metabolismo6 do colesterol7 intestinal. Usando estudos de modelos humanos e animais, demonstrou-se que o tratamento com ácido propiônico reduz os níveis de colesterol7 total e LDL8 no sangue9. Os resultados destacam o sistema imunológico10 intestinal como um potencial alvo terapêutico para controlar a dislipidemia que pode introduzir um novo caminho para a prevenção da doença cardiovascular aterosclerótica.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
3 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
4 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
6 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
7 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
8 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
10 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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Medical Journal - 26/10/21
O uso de longo prazo de medicamentos anticonvulsivantes (MACs) indutores de enzimas foi associado a um maior risco de doença cardiovascular incidente1 em pessoas com epilepsia2, mostrou um estudo longitudinal de base populacional na Inglaterra. Pacientes adultos com epilepsia2 que receberam quatro MACs indutores de enzimas consecutivos após 1990 – quando novos anticonvulsivantes não indutores de enzimas começaram a entrar no mercado – tinham 21% mais probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares3 por todas as causas em um acompanhamento máximo de 25 anos em comparação com pacientes com epilepsia2 não expostos a essas drogas, de acordo com o estudo publicado no JAMA Neurology. A associação é dependente da dose e a diferença absoluta no risco parece atingir significância clínica em aproximadamente 10 anos a partir da primeira exposição.
1 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
2 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Saúde - 25/10/21
Para lidar com a crescente epidemia de obesidade1, a American Heart Association (AHA) divulgou uma declaração científica delineando a base de conhecimento atual em torno de possíveis estratégias de prevenção e tratamento para o controle da hipertensão2 da obesidade1. A orientação foi publicada no periódico Hypertension. Os autores abordam como a modificação do estilo de vida, incluindo dieta, sedentarismo3 reduzido e aumento da atividade física, geralmente é recomendada para pacientes4 com obesidade1; no entanto, o sucesso a longo prazo dessas estratégias para reduzir a adiposidade, manter a perda de peso e reduzir a pressão arterial5 tem sido limitado. É sugerido então que estratégias farmacoterapêuticas e processuais eficazes, incluindo cirurgias metabólicas, são opções adicionais para tratar a obesidade1 e prevenir ou atenuar a hipertensão2 da obesidade1, danos a órgãos-alvo e doenças subsequentes.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
3 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
4 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
5 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
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Medical Journal - 25/10/21
Em um estudo publicado pelo European Heart Journal, pesquisadores procuram determinar se a energética do miocárdio1 poderia distinguir a cardiomiopatia da obesidade2 como uma entidade distinta da cardiomiopatia dilatada. Foi demonstrado que, no peso normal, a cardiomiopatia dilatada está associada à redução da entrega de adenosina trifosfato (ou ATP3) em repouso. Na cardiomiopatia da obesidade2, a demanda de ATP3 por meio de creatina quinase é maior, sugerindo eficiência reduzida de utilização de energia. A perda de peso na dieta está associada a uma melhora significativa na contratilidade miocárdica e uma queda na distribuição de ATP3, sugerindo melhora na eficiência metabólica. Isso destaca vias energéticas distintas na cardiomiopatia da obesidade2, que são diferentes da cardiomiopatia dilatada e podem ser reversíveis com a perda de peso.
1 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
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Medical Journal - 22/10/21
A disponibilidade de L-arginina em tumores é um determinante chave de uma resposta antitumoral de células1 T eficiente. Neste estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores usaram uma abordagem de biologia sintética para desenvolver uma cepa2 probiótica projetada de Escherichia coli Nissle 1917 que coloniza tumores e converte continuamente amônia, um produto residual metabólico que se acumula em tumores, em L-arginina. A colonização de tumores com essas bactérias aumentou as concentrações intratumorais de L-arginina, aumentou o número de células1 T que se infiltram no tumor3 e teve efeitos sinérgicos marcados com anticorpos4 bloqueadores de PD-L1 na eliminação de tumores. Estes resultados mostram que as terapias microbianas projetadas permitem a modulação metabólica do microambiente tumoral, levando a uma maior eficácia das imunoterapias.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
3 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
4 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
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Medical Journal - 22/10/21
O primeiro mapa de como as proteínas1 interagem no câncer2 destaca mutações anteriormente negligenciadas que poderiam ser direcionadas para terapia. Em um estudo publicado na revista Science, pesquisadores desenvolveram um mapa que examinou como várias dezenas de proteínas1 comuns do câncer2 interagem no câncer2 de mama3 e de cabeça4 e pescoço5. Para o câncer2 de cabeça4 e pescoço5, a equipe encontrou 771 interações de proteínas1 envolvendo cerca de 650 proteínas1 – e 84% das interações nunca haviam sido relatadas antes. Esse mapa da rede de proteínas1 do câncer2 de cabeça4 e pescoço5 revelou sensibilidade da mutação6 do gene PIK3CA a medicamentos. Os pesquisadores delinearam assim uma estrutura para elucidar a complexidade genética do tumor7 por meio de mapas de interação proteína-proteína multidimensionais. Essas interações podem revelar novos mecanismos de patogênese8 do câncer2, instruir a seleção de alvos terapêuticos e informar quais mutações pontuais no tumor7 são mais prováveis de responder ao tratamento.
1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Cabeça:
5 Pescoço:
6 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
7 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
8 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
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Saúde - 21/10/21
Trinta anos atrás, o MRC Vitamin Study Research Group, liderado pelo professor Sir Nicholas Wald, relatou que a suplementação1 de ácido fólico para mulheres na época da concepção2 reduziu o risco de graves defeitos do tubo neural3 (como anencefalia, espinha bífida4 e encefalocele5) em seus bebês6. Esse estudo levou à introdução da fortificação obrigatória com ácido fólico de alimentos básicos como a farinha em mais de 80 países, em um esforço para reduzir a incidência7 de defeitos do tubo neural3. Agora, o governo do Reino Unido anunciou que introduzirá a fortificação obrigatória da farinha de trigo não integral com ácido fólico. Adicionar ácido fólico significará que alimentos feitos com farinha, como pão, ajudarão ativamente a evitar cerca de 200 defeitos do tubo neural3 a cada ano – cerca de 20% do total anual do Reino Unido.
1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Concepção: O início da gravidez.
3 Tubo neural: Estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas: romboencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo.
4 Espinha bífida: Também conhecida como mielomeningocele, a espinha bífida trata-se de um problema congênito. Ela é caracterizada pela má formação no tubo neural do feto, a qual ocorre nas três primeiras semanas de gravidez, quando a mulher ainda não sabe que está grávida. Esta malformação pode comprometer as funções de locomoção, controle urinário e intestinal, dentre outras.
5 Encefalocele: Defeito de fechamento do tubo neural, o qual pode ocorrer em qualquer local da região dorsal do embrião em gestação. Quando ocorre na região da cabeça recebe o nome de encefalocele. Há um herniação do tecido cerebral devido a um defeito congênito ou adquirido.
6 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Medical Journal - 20/10/21
A dor crônica nas costas1 é uma das principais causas de incapacidade e o tratamento costuma ser ineficaz. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Psychiatry, foi testar se um tratamento psicológico baseado em terapia de reprocessamento da dor fornece alívio substancial e durável da dor crônica nas costas1 primária. Foi demonstrado que o tratamento psicológico centrado na mudança das crenças dos pacientes sobre as causas e o valor da ameaça da dor pode fornecer alívio substancial e durável da dor para pessoas com dor crônica nas costas1. Os efeitos do tratamento na dor foram mediados por crenças reduzidas de que a dor indica dano ao tecido2, e a ressonância magnética3 funcional longitudinal mostrou respostas pré-frontais reduzidas à dor nas costas1 evocada e aumento da conectividade pré-frontal-somatossensorial em repouso em pacientes randomizados para tratamento em relação a pacientes randomizados para placebo4 ou tratamento usual.
1 Costas:
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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Novos medicamentos - 20/10/21
O atogepant (Qulipta) se tornou o primeiro antagonista1 do receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina2 (CGRP) (gepant) oral desenvolvido especificamente para a prevenção da enxaqueca3 a obter a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, anunciou a empresa biofarmacêutica AbbVie, que desenvolveu o medicamento. O atogepant ganhou aprovação para a prevenção da enxaqueca3 episódica em adultos. A aprovação é apoiada por dados de um programa clínico robusto que avalia a eficácia, segurança e tolerabilidade de Qulipta em cerca de 2.000 doentes com 4 a 14 dias de enxaqueca3 por mês. O ensaio clínico demonstrou que os pacientes tratados com 60 mg de Qulipta ao longo de 12 semanas tiveram uma redução de 4,2 dias em relação ao valor basal de 7,8. O Qulipta fornece uma opção de tratamento oral simples desenvolvida especificamente para prevenir ataques de enxaqueca3 e direcionar o CGRP, que se acredita estar crucialmente envolvido na enxaqueca3 em muitos pacientes.
1 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
2 Calcitonina: Hormônio secretado pela glândula tireoide que inibe a perda de cálcio dos ossos.
3 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
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Medical Journal - 19/10/21
A resistência aos antibióticos é uma ameaça global à saúde1 pública. Os antibióticos são muito comumente prescritos para crianças que apresentam infecções2 do trato respiratório inferior (ITRIs) não complicadas, mas há pouca evidência de ensaios clínicos3 randomizados sobre a eficácia dos antibióticos nestes casos. Neste estudo, publicado no The Lancet, as durações medianas dos sintomas4 moderadamente ruins ou piores em crianças que receberam amoxicilina ou placebo5 para uma ITRI foram semelhantes (5 dias no grupo de antibióticos vs 6 dias no grupo de placebo5). É improvável que a amoxicilina para infecções2 torácicas não complicadas em crianças seja clinicamente eficaz, tanto em geral quanto para subgrupos-chave para os quais os antibióticos são comumente prescritos. A menos que haja suspeita de pneumonia6, os médicos devem fornecer conselhos sobre proteção, mas não prescrever antibióticos para a maioria das crianças que apresentam infecções2 torácicas.
1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
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