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A insônia é comum e foi associada a resultados adversos da gravidez1 e perinatais em estudos observacionais. No entanto, essas associações podem ser vulneráveis a confusão residual ou causalidade reversa. Neste estudo, publicado pela revista PLOS Medicine, observou-se algumas evidências em apoio de uma possível relação causal entre insônia geneticamente prevista e aborto espontâneo, depressão perinatal e baixo peso ao nascer. O estudo também encontrou evidências observacionais em apoio de uma associação entre insônia na gravidez1 e depressão perinatal, sem evidência multivariável clara de uma associação com baixo peso ao nascer. Esses achados destacam a importância do sono saudável em mulheres em idade reprodutiva, embora a replicação em estudos maiores, inclusive com instrumentos genéticos específicos para insônia na gravidez1, seja importante.
1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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Tomar altas doses de vitamina1 D e óleo de peixe durante a gravidez2 reduziu o risco de crupe em crianças pequenas, mostrou um estudo controlado randomizado3 dinamarquês apresentado na reunião da European Respiratory Society. Entre mais de 600 mulheres grávidas, tomar óleo de peixe levou a uma redução de 38% no risco de crupe em crianças menores de 3 anos em comparação com placebo4, enquanto tomar altas doses de vitamina1 D levou a uma redução de 40% no risco de crupe versus a dose padrão de vitamina1 D. Não houve evidência de interação entre os suplementos. Os níveis de redução de risco foram semelhantes com ambos os suplementos, mas não houve efeito aditivo. Este estudo é o primeiro a demonstrar os efeitos protetores da suplementação5 de LCPUFA n-3 e de altas doses de vitamina1 D durante a gravidez2 sobre o risco de crupe na primeira infância.
1 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
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A suplementação1 de ácido fólico na pré-concepção2 tem sido sugerida para proteger contra doença cardíaca congênita3, mas a associação entre folato de glóbulos vermelhos materno, o biomarcador padrão ouro de exposição ao folato, e risco subsequente de cardiopatia congênita3 da prole necessita maiores estudos. Neste estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, foi demonstrado que o folato de glóbulos vermelhos materno mais alto está associado à redução do risco de doença cardíaca congênita3 na prole. Para a prevenção primária de cardiopatia congênita3, níveis de folato de glóbulos vermelhos mais altos do que os atualmente recomendados para a prevenção de defeitos do tubo neural4 podem ser necessários e justificam mais estudos.
1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Concepção: O início da gravidez.
3 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
4 Tubo neural: Estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas: romboencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo.
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Os recém-nascidos de mães com deficiência apresentaram risco leve a moderadamente aumentado de várias complicações no parto, relatou um estudo de coorte1 publicado na revista Pediatrics. Os bebês2 de mães com deficiência intelectual ou de desenvolvimento estavam em maior risco de vários desfechos em comparação com aqueles nascidos de mães sem deficiência diagnosticada, como nascimento prematuro com menos de 37 semanas, pequeno para a idade gestacional, morbidade3 neonatal, síndrome4 de abstinência neonatal e admissão na UTI Neonatal. Recém-nascidos de mães com duas ou mais deficiências apresentaram magnitudes semelhantes desses riscos elevados. O estudo concluiu que existe um risco elevado de leve a moderado para complicações entre os recém-nascidos de mulheres com deficiência. Essas mulheres podem precisar de cuidados pré-concepção5 e pré-natais adaptados e aprimorados, e seus recém-nascidos podem precisar de apoio extra após o nascimento.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Concepção: O início da gravidez.
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Mulheres grávidas com hipertensão1 gestacional e pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 tiveram um risco maior de demência4 vascular5 mais tarde na vida, embora não tenham apresentado risco excessivo significativo para a doença de Alzheimer6, de acordo com um estudo que acompanhou mulheres retrospectivamente por um período de 80 anos, apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer7. Entre quase 20.000 mulheres com histórico de distúrbios hipertensivos da gravidez8 (DHG), o risco de demência4 vascular5 foi maior naquelas com pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 e naquelas com hipertensão1 gestacional, em comparação com aquelas sem DHG. O risco de demência4 por todas as causas também foi maior com essas condições. Mulheres com pré-eclâmpsia2/eclâmpsia3 também foram mais propensas a desenvolver outras demências / demências não especificadas em comparação com mulheres sem DHG. Segundo os pesquisadores, até 61% do excesso de risco pode ser explicado por distúrbios cardíacos e mentais na meia-idade.
1 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
2 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
3 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
4 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
5 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
6 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
7 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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Apesar de ser o distúrbio endócrino1 mais comum que afeta as mulheres em idade fértil, a síndrome2 dos ovários3 policísticos (SOP) representa um aspecto muitas vezes esquecido da saúde4 da mulher na medicina moderna. Um novo estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, está fornecendo aos médicos uma visão5 abrangente das tendências, preditores e resultados de complicações cardiovasculares entre mulheres com SOP. Os resultados do estudo, que utilizou dados da Amostra Nacional de Pacientes Internados de 2002 a 2019, detalham tendências proeminentes de doenças cardiovasculares6 entre mulheres com SOP durante hospitalizações de parto nos EUA, sugerindo que a SOP foi um preditor independente de risco aumentado de complicações múltiplas, incluindo pré-eclâmpsia7, eclâmpsia8, miocardiopatia9 periparto e insuficiência cardíaca10 em comparação com suas homólogas sem SOP. Isso significa a importância da consulta pré-gestacional e otimização da saúde4 cardiometabólica para melhorar os resultados maternos e neonatais.
1 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
7 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
8 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
9 Miocardiopatia: Termo utilizado para se referir a doenças que afetam o músculo cardíaco.Suas causas são variadas sendo as mais freqüentes a isquemia e a hipertensão. Na América do Sul é importante a infecção pelo Tripanosoma Cruzi, causa da miocardiopatia chagásica. Quando não se encontra uma causa para a doença, ela é chamada miocardiopatia idiopática.
10 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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Mulheres com histórico de enxaqueca1 apresentaram maiores riscos de complicações na gravidez2, mostraram dados do grande estudo prospectivo3 Nurses' Health Study II. Em modelos ajustados para idade, adiposidade e fatores comportamentais e de saúde4, as mulheres com enxaqueca1 pré-gravidez2 tiveram maiores riscos de parto prematuro, hipertensão5 gestacional e pré-eclâmpsia6 em comparação com mulheres que não tiveram enxaqueca1 pré-gravidez2, relataram os pesquisadores em uma apresentação na reunião anual de 2022 da American Academy of Neurology. Em comparação com mulheres sem enxaqueca1 antes da gestação, o risco de pré-eclâmpsia6 foi maior entre aquelas que tiveram enxaqueca1 com aura versus enxaqueca1 sem aura. Essas descobertas sugerem que o histórico de enxaqueca1 antes da gravidez2 pressagia um risco aumentado de pré-eclâmpsia6 e outras complicações e pode ser um fator clinicamente importante para os médicos considerarem ao avaliar e gerenciar os riscos obstétricos.
1 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
6 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
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Um novo ensaio clínico ambicioso inspira a repensar uma doença comum da gravidez1, mostrando que a prática padrão de tratar apenas casos graves de pressão alta durante a gravidez1 pode ser equivocada. Com publicação no The New England Journal of Medicine, este grande estudo randomizado2 mostrou que o tratamento da hipertensão arterial3 leve em grávidas para uma meta de menos de 140/90 mmHg resultou em melhores resultados do que os cuidados usuais, como evidenciado pela redução da incidência4 combinada de pré-eclâmpsia5 com características graves, parto prematuro clinicamente indicado com menos de 35 semanas de gestação, descolamento prematuro da placenta e morte fetal ou neonatal (30,2% vs 37,0%). Notavelmente, o tratamento da hipertensão6 não pareceu prejudicar bebês7 ou mães, sem haver aumento no risco de peso ao nascer pequeno para idade gestacional.
1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
6 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
7 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
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O impacto da exposição a corticosteroides no útero1 no risco de comprometimento neurológico a longo prazo variou de acordo com o momento do nascimento, de acordo com uma revisão sistemática e metanálise publicada no JAMA Pediatrics. Crianças com parto prematuro extremo que foram expostas a um único ciclo de corticosteroides antenatais tiveram um risco significativamente reduzido de desenvolver resultados adversos de longo prazo no desenvolvimento neurológico. Mas para crianças com parto prematuro tardio, a exposição a corticosteroides antenatais foi associada a um risco modestamente aumentado de investigação para distúrbios neurocognitivos. Já os bebês2 nascidos a termo que foram expostos a corticosteroides no útero1 tiveram um risco significativamente aumentado de desenvolver transtornos mentais ou comportamentais e distúrbios neurocognitivos comprovados ou suspeitos. Os resultados sugerem uma necessidade de cautela na administração de corticosteroides antenatais.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
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A obesidade1 pode representar uma ameaça significativa para gestações saudáveis, de acordo com uma análise de mediação. Em um estudo com 392.820 mulheres, aquelas que tinham obesidade1 antes da gravidez2 tinham 55% mais chances de mortalidade3 perinatal – definida como natimorto ou morte neonatal antes da alta hospitalar, relataram os pesquisadores em estudo publicado na revista PLoS One. Mesmo as mulheres que tinham apenas sobrepeso4 antes da gravidez2 tiveram 22% mais chances de mortalidade3 perinatal em comparação com as mulheres que tinham um IMC5 normal. A maior força motriz entre esses dois fatores foi a idade gestacional no parto, mediando 63,1% da associação entre obesidade1 e morte perinatal. Os efeitos estimados não foram afetados pelo ajuste para fatores de risco adicionais para morte perinatal ou análises de sensibilidade para dados ausentes.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
5 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
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