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Em estudo publicado na revista Science, pesquisadores da Stanford Medicine e seus colegas descrevem a invenção de uma nova vacina1 que protege camundongos contra vírus2 respiratórios, bactérias e alérgenos3, a mais próxima até agora de uma vacina1 universal.
1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
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Amostras idênticas de fezes enviadas a sete empresas de testes de microbioma1 vendidos diretamente ao consumidor produziram perfis bacterianos e avaliações de saúde2 substancialmente diferentes, de acordo com um estudo publicado na revista Communications Biology. Entre 18 gêneros microbianos comumente reportados, os resultados de nenhuma empresa coincidiram com o consenso; e apenas três gêneros, entre 1.208 táxons3 identificados, apareceram em todos os relatórios. Os pesquisadores atribuíram as discrepâncias a diferenças nos métodos laboratoriais e nos fluxos de análise, e afirmam que os resultados reforçam a necessidade de padronização dos testes e de controles de qualidade.
1 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Táxons: Táxon (no plural “taxa”) é a unidade taxonômica associada à classificação científica de seres vivos. Reino, ordem, gênero e espécie são exemplos de taxa.
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O exercício fortalece os músculos1, mas também pode fortalecer os neurônios2. De acordo com um estudo publicado revista Neuron, sessões repetidas de exercício em esteira fortalecem as conexões no cérebro3 de camundongos, fazendo com que certos neurônios2 se ativem mais rapidamente. Essa “reconfiguração” foi essencial para que os camundongos do estudo melhorassem gradualmente sua resistência na corrida.
1 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
2 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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Uma metanálise, publicada no JAMA Internal Medicine, descobriu que as mulheres perderam mais peso do que os homens ao tomarem um agonista1 do receptor de GLP-1. Diferenças biológicas, como os níveis de estrogênio e a composição corporal, podem explicar por que as mulheres respondem melhor a esses medicamentos. A perda de peso foi consistente em muitos outros subgrupos de pacientes estratificados por idade, raça e etnia, índice de massa corporal2 e HbA1c3.
1 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
2 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
3 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
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Cientistas identificaram um misterioso grupo de bactérias que aparecem consistentemente em grande número no microbioma1 intestinal de pessoas saudáveis, sugerindo que elas podem ser cruciais para a boa saúde2 e poderiam um dia ser alvo de intervenções por meio da dieta ou de probióticos3. As descobertas foram publicadas na revista Cell Host & Microbe.
1 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Probióticos: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
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Quase 40% dos novos casos de câncer1 no mundo são potencialmente evitáveis, de acordo com uma das primeiras investigações desse tipo, que analisou dezenas de tipos de câncer1 em quase 200 países. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, constatou que, em 2022, aproximadamente sete milhões de diagnósticos de câncer1 estavam ligados a fatores de risco modificáveis.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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O rastreio oportunista do câncer1 de próstata2 pode levar ao sobrediagnóstico3 de doenças indolentes e a procedimentos invasivos. Um estudo de coorte4, publicado no JAMA Network Open, sugeriu que um nível basal baixo de PSA na meia-idade estava associado a um risco reduzido de câncer1 de próstata2 a longo prazo. A incidência5 cumulativa de câncer1 de próstata2 foi significativamente diferente entre os grupos com níveis de PSA baixo, intermediário e alto.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
3 Sobrediagnóstico: Diagnóstico de uma doença que nunca provocará sintomas ou a morte de um(a) paciente.
4 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Crianças nascidas de mães com qualquer tipo de diabetes1 em Ontário, Canadá, apresentaram maior risco de desenvolver epilepsia2, de acordo com um estudo publicado na revista Pediatrics. Para filhos de mães com diabetes tipo 13 ou tipo 2, o risco de epilepsia2 tendeu a aumentar com a duração da doença. Crianças expostas ao diabetes1 materno durante a gestação podem necessitar de monitoramento mais rigoroso para detecção precoce de sinais4 de epilepsia2.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
3 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
4 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
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Um amplo estudo americano publicado pelo The BMJ traz novas evidências de que os agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon1 (GLP-1), usados para tratar diabetes tipo 22 e obesidade3, também podem ajudar a reduzir o risco de dependência de diversas substâncias, incluindo álcool, cannabis, cocaína, nicotina e opioides.
1 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
2 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
3 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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Um tipo de treinamento cognitivo1 que testa a capacidade de memorização rápida das pessoas parece reduzir o risco de demência2, incluindo a doença de Alzheimer3. De acordo com os resultados do primeiro ensaio clínico randomizado4 do mundo sobre qualquer intervenção contra a doença, publicado no periódico científico Alzheimer’s & Dementia: Translational Research and Clinical Interventions, o “treinamento de velocidade” cognitiva5 pode reduzir o risco de um diagnóstico6 de demência2 em 25%.
1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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