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Medical Journal - 03/08/22
Estudo publicado pelo The Lancet buscou estimar a eficácia comparativa dos tratamentos farmacológicos para o tratamento agudo1 e a longo prazo de adultos com transtorno de insônia. No geral, a eszopiclona e o lemborexant tiveram um perfil favorável, mas a eszopiclona pode causar eventos adversos substanciais e os dados de segurança do lemborexant foram inconclusivos. Doxepina, seltorexant e zaleplon foram bem tolerados, mas os dados sobre eficácia e outros resultados importantes eram escassos e não permitem conclusões firmes. Muitos medicamentos licenciados (incluindo benzodiazepínicos, daridorexant, suvorexant e trazodona) podem ser eficazes no tratamento agudo1 da insônia, mas estão associados à baixa tolerabilidade ou não estão disponíveis informações sobre os efeitos a longo prazo. Melatonina, ramelteona e medicamentos não licenciados não mostraram benefícios materiais gerais. Esses resultados devem servir à prática clínica baseada em evidências.
1 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
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Medical Journal - 03/08/22
A deposição de ferro no cérebro1 tem sido associada a várias condições neurodegenerativas e relatada na dependência de álcool. Agora, um novo estudo observacional, publicado na revista PLoS Medicine, mostrou que o consumo moderado de álcool foi associado a maior nível de ferro cerebral e pior função cognitiva2. Entre quase 21.000 pessoas na coorte3 U.K. Biobank, a ingestão de álcool acima de 7 unidades semanais (56 g, ou cerca de quatro bebidas padrão por semana nos EUA) foi associada a marcadores de ferro cerebral mais elevado em várias regiões dos gânglios4 basais. Marcadores de ferro cerebral mais elevado, por sua vez, foram associados a pontuações mais baixas em testes de função executiva5, inteligência fluida e velocidade de reação. As análises sugerem que as mudanças no acúmulo de ferro podem contribuir para os efeitos adversos na estrutura cerebral e no desempenho cognitivo6 observados em pessoas que consomem álcool em quantidades moderadas ou maiores.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
4 Gânglios: 1. Na anatomia geral, são corpos arredondados de tamanho e estrutura variáveis; nodos, nódulos. 2. Em patologia, são pequenos tumores císticos localizados em uma bainha tendinosa ou em uma cápsula articular, especialmente nas mãos, punhos e pés.
5 Função executiva: Também conhecida como controle cognitivo ou sistema supervisor atencional é um conceito neuropsicológico que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, que podem incluir, por exemplo, a iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos.
6 Desempenho cognitivo: Desempenho dos processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento através da percepção.
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Medical Journal - 02/08/22
Um grande estudo, publicado na revista Stroke, apoia o manejo intensivo do risco cardiovascular em mulheres que foram submetidas à histerectomia1, com ou sem ooforectomia2, antes da menopausa3 natural por outros motivos que não a malignidade. Os achados mostram um risco 9% maior de doença cardiovascular incidente4 em mulheres que tiveram uma histerectomia1 isolada e risco 19% maior naquelas que tiveram uma histerectomia1 com ooforectomia2 bilateral, em comparação com mulheres que não foram submetidas a esses procedimentos. Além disso, as estimativas pontuais de risco de doença cardiovascular, estimadas ao longo de um acompanhamento médio de aproximadamente 10 anos, foram ligeiramente maiores em mulheres que foram submetidas à cirurgia antes dos 48 anos. Ambos os tipos de histerectomia1 foram associados a maiores riscos de acidente vascular cerebral5 isquêmico6 e isquemia7 cardíaca, mas não a acidente vascular cerebral5 hemorrágico8.
1 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
2 Ooforectomia: Ablação ou retirada de um ou dos dois ovários.
3 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
4 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
5 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
6 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
7 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
8 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
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Medical Journal - 02/08/22
Os pacientes que são tratados em uma UTI frequentemente desenvolvem fibrilação atrial de início recente, com impactos a longo prazo pouco claros. Neste estudo, publicado no European Heart Journal – Acute Cardiovascular Care, os autores mostraram que os pacientes que desenvolvem fibrilação atrial de início recente durante a internação na UTI são mais propensos a morrer no hospital e têm maiores taxas de hospitalização subsequente com fibrilação atrial, acidente vascular cerebral1 e insuficiência cardíaca2 do que aqueles que não desenvolvem fibrilação atrial de início recente.
1 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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Medical Journal - 01/08/22
Drogas que desencadeiam respostas imunes contra o câncer1 também podem ser eficazes quando administradas antes da cirurgia, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Cell. Foi identificado que o bloqueio de checkpoint imunológico neoadjuvante induz respostas de células2 T locais e sistêmicas em pacientes com câncer1 oral. Os clones de células2 T responsivos ao tratamento reconhecem autoantígenos, incluindo antígenos3 tumorais. A frequência de células2 T CD8 do sangue4 ativadas, notavelmente células2 T negativas para KLRG1 e positivas para PD-1 pré-tratamento, foi fortemente associada à resposta patológica intratumoral. Esses resultados demonstram como o bloqueio do checkpoint neoadjuvante induz a imunidade5 tumoral local e sistêmica.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
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Medical Journal - 01/08/22
A quimioterapia1 nem sempre consegue combater um tumor2. Compreender como o crescimento do câncer3 é retomado após a quimioterapia1 será fundamental para encontrar novos tratamentos que possam levar a curas sustentáveis. Em um novo estudo, publicado na revista Nature, os pesquisadores descobriram alguns detalhes que faltavam sobre as células4 que impulsionam essas recidivas5 tumorais. Um olhar mais atento às células4 que impulsionam o crescimento do câncer3 após a quimioterapia1 e, portanto, contribuem para a progressão fatal do tumor2, fornece novos conhecimentos sobre a identidade das células4 que conseguem sobreviver ao tratamento. Identificou-se células-tronco6 tumorais LGR5+ que exibem um comportamento inativo em um estado sem experiência de quimioterapia1. Explorando os mecanismos dessas células4, os resultados oferecem uma abordagem terapêutica7 viável para superar a refratariedade do câncer3 colorretal humano à quimioterapia1 convencional.
1 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
5 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
6 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
7 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
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Medical Journal - 28/07/22
Duas séries de casos, publicadas no The New England Journal of Medicine, de crianças com hepatite1 aguda inexplicada dos EUA e do Reino Unido apontaram para a viremia do adenovírus humano na maioria e fortaleceram o caso do adenovírus 41 como uma causa potencial. Entre nove crianças vistas no Alabama, EUA, de outubro de 2021 a fevereiro de 2022, oito deram positivo para adenovírus humano. Já entre 44 crianças com hepatite1 aguda de causa desconhecida em um dos três centros pediátricos de transplante de fígado2 no Reino Unido de 1º de janeiro a 11 de abril de 2022, 27 das 30 que tiveram testes moleculares para adenovírus humano deram positivo. Embora o adenovírus humano 41 tenha sido amplamente associado à gastroenterite3 aguda, 14% das crianças da série do Reino Unido e duas das nove da série dos EUA precisaram de transplante de fígado2. Porém, os pesquisadores em ambas as séries de casos reconheceram que os dados retrospectivos não podiam provar a causa.
1 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
2 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
3 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
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Medical Journal - 27/07/22
A probabilidade de transmissão de transtornos de ansiedade de pais para filhos difere entre pares de pais e filhos do mesmo sexo e do sexo oposto? Um estudo transversal, publicado no JAMA Network Open, indica que crianças eram mais propensas a serem diagnosticadas com um transtorno de ansiedade quando o pai/mãe do mesmo sexo, em vez do sexo oposto, tinha a condição. A probabilidade ao longo da vida de um diagnóstico1 de transtorno de ansiedade na prole foi quase três vezes maior quando o pai/mãe do mesmo sexo tinha ansiedade, mas nenhuma associação significativa foi observada quando foi o pai/mãe do sexo oposto que tinha a condição. A associação entre pessoas do mesmo sexo parecia mais impulsionada por mulheres do que por homens. As descobertas sugerem que fatores ambientais, como modelagem e “aprendizagem por observação”, provavelmente têm um papel na transmissão intergeracional da ansiedade. Estudos futuros devem estabelecer se o tratamento da ansiedade dos pais pode proteger seus filhos de desenvolver um transtorno de ansiedade.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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Medical Journal - 27/07/22
Quais são as associações entre a alimentação com leite materno e os resultados cognitivos1, acadêmicos e comportamentais de bebês2 prematuros nascidos com menos de 33 semanas de gestação? Neste estudo, publicado no JAMA Network Open, examinou-se até que ponto a alimentação com leite materno após o nascimento muito prematuro está associada a resultados do neurodesenvolvimento na idade escolar. Foi demonstrado que a alimentação com leite materno durante a hospitalização neonatal e após a alta foi associada a um melhor desempenho em idade escolar no QI3, melhor desempenho acadêmico e à redução dos sintomas4 de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), principalmente entre os bebês2 nascidos com menos de 30 semanas de gestação. Esses achados confirmam recomendações para fornecer leite materno a bebês2 muito prematuros hospitalizados com base em potenciais benefícios de longo prazo para o neurodesenvolvimento.
1 Cognitivos: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 QI: O QI é utilizado para dimensionar a inteligência humana em relação à faixa etária a que um sujeito pertence. Em 1905, os franceses Alfred Binet e Theodore Simon desenvolveram uma ferramenta para avaliar os potenciais cognitivos dos estudantes, tentando detectar entre eles aqueles que precisavam de um auxílio maior de seus mestres, criando a Escala de Binet-Simon. Outros estudiosos aperfeiçoaram esta metodologia. William Stern foi quem, em 1912, propôs o termo “QI“. O Quociente de Inteligência é a razão entre a Idade Mental e a Cronológica, multiplicada por 100 para se evitar a utilização dos decimais. Seguindo-se este indicador, é possível avaliar se um infante é precoce ou se apresenta algum retardamento no aprendizado. Os que apresentam o quociente em torno de 100 são considerados normais, os acima deste resultado revelam-se precoces e os que alcançam um valor mais inferior (cerca de 70) são classificados como retardados. Uma alta taxa de QI não indica que o indivíduo seja mentalmente são, ou mesmo feliz, e também não avalia outros potenciais e capacidades, tais como as artísticas e as de natureza espiritual. O QI mede bem os talentos linguísticos, os pensamentos lógicos, matemáticos e analíticos, a facilidade de abstração em construções teóricas, o desenvolvimento escolar, o saber acadêmico acumulado ao longo do tempo. Os grandes gênios do passado, avaliados dessa forma, apresentavam uma taxa de aproximadamente 180, o que caracteriza um superdotado.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 26/07/22
A fisioterapia1 baseada em exercícios permaneceu não inferior à meniscectomia parcial artroscópica para o tratamento de lesões2 meniscais degenerativas3, de acordo com dados de longo prazo do estudo ESCAPE, publicados no JAMA Network Open, sugerindo que a fisioterapia1 deve ser o tratamento preferencial em relação à cirurgia. Da linha de base até o acompanhamento de 5 anos, a melhora média na função do joelho relatada pelo paciente foi de 29,6 pontos no grupo de cirurgia e 25,1 pontos no grupo de fisioterapia1. A diferença bruta entre os grupos foi de 3,5 pontos, não ultrapassando o limite de não inferioridade de 11 pontos. Taxas comparáveis de progressão da osteoartrite4 do joelho demonstrada radiograficamente foram observadas entre os dois tratamentos. Esses resultados podem auxiliar no desenvolvimento e atualização das recomendações atuais das diretrizes sobre o tratamento de pacientes com lesão5 meniscal degenerativa6.
1 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
2 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
3 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
4 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
5 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
6 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
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