news.med.br
-
Medical Journal
Um medicamento utilizado para tratar o diabetes tipo 21 pode reduzir significativamente o risco de insuficiência cardíaca2 em indivíduos geneticamente predispostos à cardiomiopatia, segundo um estudo publicado na Nature Medicine. As descobertas apontam a dapagliflozina como um possível tratamento preventivo3, especificamente para pacientes4 que apresentam certas variantes genéticas raras conhecidas por causar cardiomiopatia. O tratamento com dapagliflozina reduziu as internações por insuficiência cardíaca2 em mais de 80% entre os participantes do estudo que possuíam essas variantes genéticas. Nos participantes que não as possuíam, o medicamento reduziu as internações em 32%.
[Mais...]
Um medicamento experimental em investigação para obesidade1 e doenças metabólicas apresentou resultados promissores também sobre a gordura2 acumulada no fígado3. Em um ensaio clínico de fase 3 publicado na revista Nature Medicine, a survodutida reduziu de forma significativa a gordura2 hepática4 e o peso corporal em adultos com obesidade1 e doença hepática4 esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD). Os resultados mostraram que 84,2% dos pacientes tratados com survodutida tiveram redução de pelo menos 30% no conteúdo de gordura2 hepática4, medido por ressonância magnética5, em comparação com 24,3% no grupo placebo6.
[Mais...]
Graças a um novo estudo, publicado na revista Nature, agora sabemos qual é o gene mestre que controla o desenvolvimento embrionário humano. Chamado NANOG, sua função foi identificada por meio de alterações precisas no DNA de óvulos fertilizados, utilizando uma técnica conhecida como edição de bases por CRISPR. Quando pesquisadores desativaram o NANOG em óvulos humanos doados por mulheres submetidas a tratamentos de FIV, nenhuma das células1 se desenvolveu naquelas que formam o embrião. Em outras palavras, a ativação do NANOG é o que inicia o programa de desenvolvimento responsável por levar as células1 a formar o corpo humano2.
[Mais...]
Pesquisas em camundongos revelam uma nova forma de controle da plasticidade cerebral, oferecendo uma compreensão há muito aguardada sobre como os períodos críticos de aprendizado se encerram no início da vida. Em estudo publicado na revista Nature, cientistas descobriram que o cortisol, hormônio1 do estresse, desencadeia uma sequência de alterações no córtex visual que reduz a plasticidade cerebral à medida que o animal amadurece. Análises adicionais sugerem que essa mesma via, centrada em células2 cerebrais chamadas astrócitos3, também está presente no cérebro4 humano. As descobertas podem ter implicações para a compreensão de condições do neurodesenvolvimento e neuropsiquiátricas associadas a falhas no momento de encerramento dos períodos críticos.
[Mais...]
A inibição da PCSK9 em comprimido pode ser uma nova era para o controle lipídico? As terapias atuais para inibição da PCSK9 são injetáveis, o que pode limitar a adesão e o acesso. Uma metanálise de cinco ensaios clínicos1 randomizados e controlados, publicada no European Journal of Preventive Cardiology, avaliou a eficácia na redução lipídica e a segurança a curto prazo de 3 inibidores orais da PCSK9 em 3.295 pacientes com hipercolesterolemia2 que já faziam uso de terapia hipolipemiante de base. Em um período de 8 a 24 semanas, a inibição oral da PCSK9 reduziu o colesterol3 LDL4 em 59% em comparação com o placebo5, observando-se reduções substanciais nos níveis de apoB, colesterol3 não-HDL6 e Lp(a), sem a ocorrência de eventos adversos graves.
[Mais...]
Um estudo clínico envolvendo mais de 3.600 pacientes avaliados por dor torácica demonstrou que a doença hepática1 gordurosa estava associada a uma taxa quase duas vezes maior de ataques cardíacos e eventos relacionados. Exames de tomografia computadorizada2 cardíaca revelaram que indivíduos com gordura3 no fígado4 apresentavam uma quantidade substancialmente maior de placas5 moles (propensas à ruptura) nas artérias coronárias6, evidenciando um mecanismo que ajuda a explicar o risco elevado nesses pacientes. Os resultados, publicados na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, reforçam a ideia de uma conexão fígado-coração, na qual o excesso de gordura3 e a inflamação7 no fígado4 impulsionam alterações nas artérias coronárias6 capazes de levar a ataques cardíacos.
[Mais...]
O tratamento com o oligonucleotídeo antisense1 experimental bepirovirsen levou à cura funcional em um a cada cinco pacientes com infecção2 crônica pelo vírus3 da hepatite4 B (HBV), conforme demonstrado pelos estudos de fase III B-Well 1 e B-Well 2, com resultados publicados no The New England Journal of Medicine. Entre os pacientes que faziam uso de terapia estável com análogos de nucleosídeos ou nucleotídeos, 20% e 19% daqueles tratados com bepirovirsen nos dois estudos, respectivamente, alcançaram a cura funcional na semana 72, em comparação com nenhum paciente no grupo placebo5.
[Mais...]
Mapas espaciais da expressão gênica em embriões humanos ao longo de várias semanas do desenvolvimento inicial oferecem insights sobre os programas moleculares que impulsionam a organogênese. Em artigo publicado na Nature, pesquisadores apresentaram um atlas1 espaço-temporal de alta resolução de embriões humanos completos, capturando os detalhes moleculares da formação inicial dos órgãos.
[Mais...]
Uma vacina1 personalizada experimental para melanoma2 ressecado cirurgicamente demonstrou benefícios duradouros na redução dos riscos de recorrência3 e disseminação à distância, conforme revelou o acompanhamento de 5 anos de um estudo randomizado4, publicado no Journal of Clinical Oncology. A adição da vacina1 de mRNA intismeran autogene ao pembrolizumabe (Keytruda) em casos de melanoma2 ressecado nos estágios IIIB-IV reduziu o risco de recorrência3 ou morte em 49% e o risco de metástase5 à distância ou morte em 59%.
[Mais...]
Estudo publicado na Nature mostrou que, ao contrário do observado em tumores fora do cérebro1, a privação de andrógenos2 em modelos de glioblastoma ativou vias neuroinflamatórias e o eixo hipotálamo3-hipófise4-adrenal, elevando glicocorticoides e favorecendo um microambiente tumoral imunossupressor5. Os achados sugerem que a influência dos hormônios sexuais sobre a imunidade6 antitumoral varia conforme o órgão afetado.
[Mais...]
|