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Cientistas descobrem um gene mestre que aciona o desenvolvimento humano, resultando na formação de um corpo pelas células

Cientistas descobrem um gene mestre que aciona o desenvolvimento humano, resultando na formação de um corpo pelas células

Graças a um novo estudo, publicado na revista Nature, agora sabemos qual é o gene mestre que controla o desenvolvimento embrionário humano. Chamado NANOG, sua função foi identificada por meio de alterações precisas no DNA de óvulos fertilizados, utilizando uma técnica conhecida como edição de bases por CRISPR. Quando pesquisadores desativaram o NANOG em óvulos humanos doados por mulheres submetidas a tratamentos de FIV, nenhuma das células1 se desenvolveu naquelas que formam o embrião. Em outras palavras, a ativação do NANOG é o que inicia o programa de desenvolvimento responsável por levar as células1 a formar o corpo humano2.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Corpo humano: O corpo humano é a substância física ou estrutura total e material de cada homem. Ele divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A anatomia humana estuda as grandes estruturas e sistemas do corpo humano.
Pesquisa revela ligação entre hormônio do estresse e plasticidade cerebral no início da vida

Pesquisa revela ligação entre hormônio do estresse e plasticidade cerebral no início da vida

Pesquisas em camundongos revelam uma nova forma de controle da plasticidade cerebral, oferecendo uma compreensão há muito aguardada sobre como os períodos críticos de aprendizado se encerram no início da vida. Em estudo publicado na revista Nature, cientistas descobriram que o cortisol, hormônio1 do estresse, desencadeia uma sequência de alterações no córtex visual que reduz a plasticidade cerebral à medida que o animal amadurece. Análises adicionais sugerem que essa mesma via, centrada em células2 cerebrais chamadas astrócitos3, também está presente no cérebro4 humano. As descobertas podem ter implicações para a compreensão de condições do neurodesenvolvimento e neuropsiquiátricas associadas a falhas no momento de encerramento dos períodos críticos.
1 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Astrócitos: Classe de grandes células da neuroglia (macrogliais) no sistema nervoso central (as maiores e mais numerosas células da neuroglia localizadas no cérebro e na medula espinhal). Os astrócitos (células “estrela“) têm forma irregular, com vários processos longos, incluindo aqueles com “pés terminais“; estes formam a membrana glial (limitante) e, direta ou indiretamente, contribuem para a BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA. Regulam o meio extracelular químico e iônico e os “astrócitos reativos“ (junto com a MICROGLIA) respondem a lesão. Barreira Hematoencefálica;
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
Metanálise aponta redução de quase 60% do colesterol LDL com inibidores orais da PCSK9

Metanálise aponta redução de quase 60% do colesterol LDL com inibidores orais da PCSK9

A inibição da PCSK9 em comprimido pode ser uma nova era para o controle lipídico? As terapias atuais para inibição da PCSK9 são injetáveis, o que pode limitar a adesão e o acesso. Uma metanálise de cinco ensaios clínicos1 randomizados e controlados, publicada no European Journal of Preventive Cardiology, avaliou a eficácia na redução lipídica e a segurança a curto prazo de 3 inibidores orais da PCSK9 em 3.295 pacientes com hipercolesterolemia2 que já faziam uso de terapia hipolipemiante de base. Em um período de 8 a 24 semanas, a inibição oral da PCSK9 reduziu o colesterol3 LDL4 em 59% em comparação com o placebo5, observando-se reduções substanciais nos níveis de apoB, colesterol3 não-HDL6 e Lp(a), sem a ocorrência de eventos adversos graves.
1 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
2 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
3 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
4 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
FDA aprova primeiro comprimido inibidor de PCSK9, capaz de reduzir drasticamente o colesterol LDL

FDA aprova primeiro comprimido inibidor de PCSK9, capaz de reduzir drasticamente o colesterol LDL

A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou um comprimido de uso diário capaz de reduzir os níveis de colesterol1 para valores muito inferiores aos alcançados com as estatinas. Em ensaios clínicos2, o enlicitida (nome comercial Lipfendra) demonstrou que pode reduzir os níveis de LDL3 para 50 ou 60, ou até menos. Adultos que não utilizam medicamentos para reduzir o colesterol1 geralmente apresentam níveis acima de 100. O fármaco4 atua inibindo a proteína PCSK9. A aprovação do medicamento baseou-se em dois ensaios clínicos2 de fase III nos quais o enlicitida reduziu os níveis de colesterol1 LDL3 em 56% e 59%, respectivamente, em comparação com o placebo5, na 24ª semana.
1 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
2 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
3 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
4 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
Estudo esclarece a ligação entre doença hepática gordurosa e ataques cardíacos

Estudo esclarece a ligação entre doença hepática gordurosa e ataques cardíacos

Um estudo clínico envolvendo mais de 3.600 pacientes avaliados por dor torácica demonstrou que a doença hepática1 gordurosa estava associada a uma taxa quase duas vezes maior de ataques cardíacos e eventos relacionados. Exames de tomografia computadorizada2 cardíaca revelaram que indivíduos com gordura3 no fígado4 apresentavam uma quantidade substancialmente maior de placas5 “moles” (propensas à ruptura) nas artérias coronárias6, evidenciando um mecanismo que ajuda a explicar o risco elevado nesses pacientes. Os resultados, publicados na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, reforçam a ideia de uma conexão “fígado-coração”, na qual o excesso de gordura3 e a inflamação7 no fígado4 impulsionam alterações nas artérias coronárias6 capazes de levar a ataques cardíacos.
1 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
2 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
3 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
6 Artérias coronárias: Veias e artérias do CORAÇÃO.
7 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
Cientistas descobrem uma possível cura para a hepatite B crônica

Cientistas descobrem uma possível cura para a hepatite B crônica

O tratamento com o oligonucleotídeo antisense1 experimental bepirovirsen levou à cura funcional em um a cada cinco pacientes com infecção2 crônica pelo vírus3 da hepatite4 B (HBV), conforme demonstrado pelos estudos de fase III B-Well 1 e B-Well 2, com resultados publicados no The New England Journal of Medicine. Entre os pacientes que faziam uso de terapia estável com análogos de nucleosídeos ou nucleotídeos, 20% e 19% daqueles tratados com bepirovirsen nos dois estudos, respectivamente, alcançaram a cura funcional na semana 72, em comparação com nenhum paciente no grupo placebo5.
1 Antisense: Antisense refere-se a sequências curtas de DNA e RNA denominadas oligonucleotídeos, os quais são projetados para serem complementos de uma sequência genética específica. Ao ligarem-se à sequência genética, vão alterar a expressão do gene à qual pertence esta sequência.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.

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