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O uso de agonistas do receptor GLP-1 em pacientes com quatro tipos de tumores sólidos foi significativamente associado a menores taxas de progressão para doença metastática1 ao longo de um período de 5 anos, segundo uma análise de pareamento por escore de propensão, apresentada no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). Em pacientes com câncer2 colorretal, hepático, de mama3 ou de pulmão4 em estágios I a III, aqueles que iniciaram o uso de um medicamento GLP-1 após o diagnóstico5 de câncer2 apresentaram um risco 31% a 50% menor de progressão para o estágio IV da doença, em comparação com pacientes que iniciaram o uso de outra classe de medicamentos antidiabéticos, os inibidores da DPP-4.
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Um novo biomarcador sanguíneo desenvolvido por imunologistas pode prever quais pessoas com certos tipos de câncer1 de mama2 têm maior probabilidade de responder a uma terapia imunológica que estimula as células3 T, tratamento associado à redução dos tumores. As descobertas foram publicadas na revista Science Translational Medicine.
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Sofrer crises convulsivas pela primeira vez foi associado a um maior risco relativo de cânceres neurológicos e não neurológicos no período de 1 ano, de acordo com um estudo publicado no JAMA Neurology. Em comparação com a população geral, a taxa de incidência1 padronizada foi de 76,1 para cânceres neurológicos e 2,32 para cânceres não neurológicos. A crise convulsiva pode ser um marcador clínico precoce de câncer2 oculto, especialmente de doença metastática3 ou avançada.
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A semana de 25 a 31 de maio trouxe novidades relevantes em obstetrícia, pediatria, neurologia, cardiologia, cirurgia, entre outras especialidades. Destacaram-se alguns estudos de maior apelo clínico, como um publicado pelo JAMA cujos dados associaram menos tempo sentado e mais movimento leve na gestação a menor risco de complicações; e um publicado no JAMA Neurology que apresentou um modelo de estadiamento biológico da doença de Alzheimer1 por biomarcadores plasmáticos. No campo terapêutico, destacam-se as aprovações da Anvisa para rimegepanto na enxaqueca2 e para a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic no Brasil.
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Uma terapia gênica experimental para uma forma rara de surdez genética restaurou com sucesso a audição em crianças e adultos, com melhorias que duram pelo menos 2,5 anos, de acordo com um estudo publicado na revista Nature. Pacientes com 18 anos ou menos apresentaram os maiores ganhos em audição e capacidade de reconhecimento da fala. Adultos que receberam a terapia também apresentaram melhorias, embora o efeito tenha sido menor. No geral, 90% dos participantes tiveram melhora na audição, com metade atingindo níveis normais ao final do estudo, após 2,5 anos.
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Em um estudo randomizado1 controlado por placebo2, publicado no The Lancet, adultos com obesidade3 e transtorno por uso de álcool apresentaram uma redução maior nos dias de consumo excessivo de álcool com o uso de semaglutida. A semaglutida também foi associada à diminuição do consumo geral de álcool e dos níveis de fissura4, além de melhorar os marcadores biológicos da saúde5 hepática6. Os pesquisadores sugeriram que o agonista7 do receptor GLP-1 pode ajudar a reduzir a lacuna no tratamento do transtorno por uso de álcool, que atualmente conta com poucos medicamentos eficazes e amplamente utilizados.
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Pacientes que receberam um cardioversor-desfibrilador implantável subcutâneo1 (S-CDI) não apresentaram problemas ao dispensar o teste de desfibrilação, segundo o ensaio randomizado2 PRAETORIAN-DFT, publicado na revista Circulation. A omissão do teste de desfibrilação após o implante3 de S-CDI, guiada pelo escore PRAETORIAN, não aumentou o risco de falha no primeiro choque4 para arritmias5 ventriculares espontâneas e reduziu o risco do procedimento sem aumentar as revisões do S-CDI.
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A proteção cardiovascular com agonistas do receptor GLP-1 pode beneficiar pacientes submetidos a certos procedimentos transcateter, de acordo com dois estudos observacionais publicados no JSCAI. Quando usado como adjuvante no implante1 transcateter de válvula aórtica (TAVI), a tirzepatida (Mounjaro, Zepbound) reduziu os eventos de insuficiência cardíaca2 no primeiro ano após o procedimento. Em outro estudo, eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) em um ano também foram significativamente reduzidos entre usuários de medicamentos GLP-1 submetidos a angioplastia3 de carótidas4 com stent.
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As semanas 20 e 21 de 2026 (11 a 24 de maio) reuniram aprovações regulatórias importantes e publicações de impacto em oncologia, hematologia, infectologia, nefrologia, reumatologia, dermatologia, pneumologia e endocrinologia. Entre os destaques estão a aprovação do Enhertu no câncer1 de mama2 inicial e do atezolizumabe guiado por ctDNA para o câncer1 de bexiga3; e os resultados do ensitrelvir na prevenção da COVID-19 e do telitacicepte na nefropatia4 por IgA.
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Nova campanha da SBIm esclarece como vacina1 materna contra o vírus2 sincicial respiratório (VSR) e nirsevimabe podem proteger bebês3 nos primeiros meses de vida. Entenda quando cada estratégia é indicada, o que está disponível no SUS e como interpretar as diferenças entre bula, PNI e recomendações das sociedades científicas.
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