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A semana 18 de 2026 (27 de abril a 3 de maio) trouxe aprovações regulatórias relevantes da FDA, incluindo o primeiro tratamento não antipsicótico para agitação na demência1 por Alzheimer2 e um novo agente para câncer3 de mama4 com mutação5 ESR1, bem como da Anvisa, com novidades em esclerose múltipla6, miastenia7 gravis e diabetes8. No campo da pesquisa, NEJM, JAMA e Nature Medicine publicaram resultados em hemofilia9 A, transplante uterino, sepse10 materna e mieloma11 múltiplo indolente, entre outros assuntos.
1 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
2 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
5 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
6 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
7 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
8 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
9 Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
10 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
11 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
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Estudo publicado na revista Nature mediu a abundância de DNA viral em sequências de DNA extraídas de amostras de sangue1 e saliva em biobancos, revelando fortes correlações com idade, sexo e dezenas de variantes genéticas. Análises genéticas indicam que uma alta abundância do vírus2 Epstein-Barr latente é um fator de risco3 causal para um câncer4 no sangue1 chamado linfoma5 de Hodgkin.
1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
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A placenta, um órgão temporário do feto1, se fixa ao útero2 da mãe, de onde recebe suprimento sanguíneo. Um mapa de alta resolução de células3 individuais nessa junção revela agora algumas das interações específicas entre as células3 envolvidas e identifica tipos celulares vulneráveis a complicações comuns na gravidez4. O estudo foi publicado na revista Nature.
1 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
2 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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Em um ensaio clínico randomizado1 publicado no NEJM, após uma hemorragia2 intracerebral, pacientes apresentaram melhor controle da pressão arterial3, menos AVCs recorrentes e menor incidência4 de eventos cardiovasculares maiores ao usar uma polipílula como adjuvante à sua medicação habitual. A polipílula experimental GMRx2 continha telmisartana (20 mg), anlodipino (2,5 mg) e indapamida (1,25 mg). Vale ressaltar que os resultados podem ser aplicáveis apenas a pessoas capazes de tolerar a pílula combinada, visto que um número considerável de participantes abandonou o estudo precocemente devido a aumentos da creatinina5 sérica.
1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
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Os pais de crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento apresentaram maior probabilidade de receber um diagnóstico1 de doença cardiovascular, de acordo com um estudo publicado no JAMA Pediatrics. A razão de risco foi de 1,27 para as mães e 1,20 para os pais. O risco aumentou com o número de filhos afetados e tendeu a ser maior se os filhos apresentassem comorbidades2.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
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Estudos de neuroimagem, ensaios clínicos1 e revisões sistemáticas indicam que o exercício físico pode se associar a mudanças estruturais e funcionais no sistema nervoso central2, incluindo maior volume de algumas regiões cerebrais, melhora da integridade da substância branca, fortalecimento de redes neurais envolvidas na memória e no controle executivo, modulação de fatores neurotróficos e redução de sintomas3 de depressão, ansiedade e estresse. Confira alguns efeitos do exercício sobre o cérebro4 apontados por estudo científicos.
1 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
2 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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ABESO publicou a Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade1 – 2026, documento que atualiza as recomendações para o uso de medicamentos no manejo da obesidade1 no Brasil. O documento reúne 32 recomendações e a proposta é orientar a prática clínica diante de um cenário em que os medicamentos para obesidade1 se tornaram mais eficazes, mas também exigem decisões mais individualizadas.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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Já foi demonstrado que o fator de crescimento neural (NGF) está aumentado em articulações1 afetadas pela osteoartrite2; muitos tipos de células3 na articulação4 expressam receptores de NGF; e um importante efeito do NGF é aumentar a densidade de receptores de dor. Em vista desses achados, entendia-se que o NGF desempenha um papel na dor associada à osteoartrite2, mas o potencial para outros efeitos celulares e estruturais não havia sido examinado. Um novo estudo, publicado na revista Arthritis & Rheumatology, mostrou que injeções intra-articulares de NGF em camundongos produziram alterações nas articulações1 do joelho dos animais idênticas em muitos aspectos às observadas na osteoartrite2.
1 Articulações:
2 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
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Mulheres de meia-idade que são fisicamente ativas regularmente podem reduzir pela metade o risco de morte prematura, de acordo com um estudo com mais de 11.000 mulheres na Austrália, publicado na revista PLOS Medicine. A pesquisa aponta que apenas algumas horas de atividade física moderada a vigorosa por semana (pelo menos 150 minutos) tiveram um forte efeito.   [Mais...]
Historicamente, mulheres com tumores na mama1 esquerda apresentavam risco aumentado de doenças cardiovasculares2 devido ao uso de radioterapia3. Em um estudo retrospectivo4, publicado no JAMA Network Open, não houve diferença na incidência5 cumulativa de primeira hospitalização por doença cardíaca em 15 anos entre mulheres com câncer6 de mama1 na mama1 esquerda e na mama1 direita. Entre mulheres com doença cardíaca preexistente, novos diagnósticos de insuficiência cardíaca7 e doença cardíaca isquêmica foram ligeiramente mais comuns após a radioterapia3 na mama1 esquerda.
1 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
2 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
3 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
4 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
7 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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