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A capacidade das pessoas de lembrar diminui com a idade – mas um dia os pesquisadores poderão usar um método simples e livre de medicamentos para combater essa tendência. Em um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, foi demonstrado que estimular o cérebro1 de idosos com correntes elétricas fracas repetidamente durante vários dias levou a melhorias de memória que persistiram por até um mês. Entre 150 pessoas com idades entre 65 e 88 anos, a estimulação transcraniana por corrente alternada por 20 minutos durante 4 dias consecutivos produziu aumentos seletivos na memória de trabalho2 auditivo-verbal e na memória de longo prazo. A taxa de melhoria da memória ao longo de 4 dias previu o tamanho dos benefícios para a memória 1 mês depois, descobriram os pesquisadores. Além disso, pessoas com função cognitiva3 de linha de base mais baixa experimentaram melhorias maiores e mais duradouras da memória. As descobertas demonstram que a plasticidade do cérebro1 envelhecido pode ser explorada de forma seletiva e sustentável usando neuromodulação repetitiva e altamente focalizada.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Memória de trabalho: Atua no momento em que a informação está sendo adquirida, retendo a informação por alguns segundos e, então, a destinando a ser guardada por períodos mais longos ou a ser descartada. A memória de trabalho pode, ainda, armazenar dados por via inconsciente. Difere da memória de curto prazo pois esta trabalha com as informações por algumas horas até que sejam gravadas de forma definitiva.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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Resultados de estudo publicado no JAMA Network Open sugerem que a amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos (RDW) elevada na admissão e RDW crescente durante a hospitalização foram associadas a aumentos estatisticamente significativos no risco de mortalidade1 em pacientes hospitalizados com COVID-19. O teste RDW pode ser útil para a estratificação de risco do paciente.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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Bloqueadores dos canais de cálcio e losartan estão associados a um menor risco de gota1 entre pessoas com hipertensão arterial2. Já os diuréticos3, bloqueadores β, inibidores da enzima4 conversora da angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores da angiotensina II não-losartan podem aumentar o risco de ter a doença.
1 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
2 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
3 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
4 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
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O diagnóstico1 de depressão ou outras doenças psiquiátricas durante a gravidez2 pode levar à prescrição de antidepressivos a despeito de seus efeitos colaterais3. Artigo, publicado no Canadian Medical Association Journal, avaliou os efeitos de alguns destes medicamentos na gestação e concluiu que o uso especialmente de paroxetina, venlafaxina ou uma combinação de diferentes classes de antidepressivos está associado ao risco aumentado de aborto espontâneo.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
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A Roche está lançando no Brasil o Protopic® (tacrolimo), o primeiro medicamento livre de corticóide para o tratamento do eczema1 alérgico, também conhecido como dermatite2 atópica, doença crônica que afeta cerca de 30% da população infantil mundial. Protopic® chega às farmácias brasileiras em outubro de 2005.
1 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
2 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
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As evidências que ligam a doença renal1 crônica à hemorragia2 intracerebral espontânea são inconclusivas devido à possível confusão por comorbidades3 que frequentemente coexistem em pacientes com essas duas doenças. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Neurology, foi determinar se existe associação entre doença renal1 crônica e o risco de hemorragia2 intracerebral. Neste estudo de 3 estágios que combinou análises observacionais e genéticas entre os participantes inscritos em 2 grandes estudos observacionais com diferentes características e desenhos de estudo, a doença renal1 crônica foi consistentemente associada a maior risco de hemorragia2 intracerebral. Análises de randomização mendeliana sugerem que essa associação foi causal. Mais estudos são necessários para identificar as vias biológicas específicas que medeiam essa associação.
1 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
2 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
3 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
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Uma nova pesquisa revela o papel que uma variante genética associada à doença de Alzheimer1, APOE4, desempenha na proteção contra o glaucoma2. No novo estudo, publicado na revista Immunity, os pesquisadores também usaram um tratamento farmacológico para prevenir com sucesso a destruição de neurônios3 nos olhos4 de camundongos com glaucoma2, visando a via de sinalização APOE (apolipoproteína E). Especificamente, os cientistas demonstraram que a variante do gene APOE4, que aumenta o risco de Alzheimer5, mas diminui o risco de glaucoma2 em humanos, bloqueia uma cascata da doença que leva à destruição das células6 ganglionares da retina7 no glaucoma2. Além disso, eles mostraram em modelos separados de camundongos que a morte das células6 ganglionares da retina7 – a causa da perda de visão8 no glaucoma2 – pode ser evitada usando medicamentos para inibir uma molécula chamada Galectina-3, que é regulada pelo gene APOE. Esses achados em conjunto enfatizam o papel crítico da APOE no glaucoma2 e sugerem que os inibidores da Galectina-3 são promissores como tratamento para o glaucoma2.
1 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
2 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
3 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
4 Olhos:
5 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
7 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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Trabalho publicado pelo periódico Stroke relata uma associação causal entre o uso recente de cocaína e o risco de um acidente vascular1 isquêmico2 (AVCI) em jovens, principalmente quando este uso ocorre nas 24 horas que antecedem o início do evento vascular1.
1 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
2 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
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Os indivíduos com diabetes tipo 11 ou tipo 2 estão em maior risco para desenvolver depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Estas comorbidades2 comprometem a adesão ao tratamento e, assim, aumentam o risco de complicações graves que podem resultar em cegueira, amputações, acidentes vasculares3 cerebrais, declínio cognitivo4, diminuição da qualidade de vida e morte prematura.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
3 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
4 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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As variantes genéticas que aumentam o risco de doença o fazem exercendo efeitos sobre o RNA. Variantes podem alterar a quantidade de RNA produzida a partir de um determinado gene. Eles podem alterar a própria sequência de RNA transcrita, levando a alterações na sequência de aminoácidos da proteína codificada ou em quanto do RNA é removido por meio de “splicing” antes de ser traduzido em proteína. Finalmente, as variantes podem influenciar se as moléculas de RNA sofrem edição de RNA de A para I — um processo no qual uma subunidade de RNA é alterada de adenosina (A) para inosina (I). Em novo estudo publicado na revista Nature, pesquisadores apresentam uma análise abrangente dos efeitos de variantes genéticas na edição de RNA A-para-I. O trabalho fornece novos conhecimentos sobre os mecanismos pelos quais as variantes genéticas medeiam o risco de algumas doenças relacionadas ao sistema imunológico1, implicando a edição e detecção de RNA de fita dupla celular como um mecanismo anteriormente subestimado de doenças inflamatórias comuns.
1 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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