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Medical Journal - 03/12/21
Filhos de mulheres que usam maconha durante ou logo após a gravidez1 têm duas vezes mais probabilidade do que outras crianças de ficarem ansiosos, agressivos ou hiperativos, de acordo com um novo estudo, publicado no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences. O uso de cannabis está se tornando mais prevalente, inclusive durante períodos sensíveis ao desenvolvimento, como a gravidez1. No novo estudo, pesquisadores descobriram que o uso materno de cannabis está associado ao aumento do cortisol, ansiedade, agressividade e hiperatividade em crianças pequenas. Isso correspondeu a reduções generalizadas na expressão de genes relacionados ao sistema imunológico2 na placenta, que se correlacionou com ansiedade e hiperatividade. Estudos futuros são necessários para examinar os efeitos da cannabis na função imunológica durante a gravidez1 como um mecanismo regulador potencial que molda o desenvolvimento neurocomportamental.
1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
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Medical Journal - 02/12/21
As células1 cancerosas podem impulsionar seu próprio crescimento, roubando partes geradoras de energia das células1 imunológicas próximas, segundo descobertas de um novo estudo publicado na revista Nature Nanotechnology. No estudo, pesquisadores relatam como as células1 cancerosas podem sequestrar as mitocôndrias2 das células1 do sistema imunológico3 por meio de nanotubos físicos. As mitocôndrias2 são essenciais para o metabolismo4 e ativação das células1 imunológicas. Foi demonstrado que a transferência mediada por nanotubos de mitocôndrias2 de células1 imunes para células1 cancerosas fortalece metabolicamente as células1 cancerosas e esgota as células1 imunes. A inibição da maquinaria de montagem de nanotubos reduziu significativamente a transferência mitocondrial e evitou o esgotamento das células1 imunológicas. Assim, o sequestro mitocondrial mediado por nanotubos pode surgir como um novo alvo para o desenvolvimento de agentes de imunoterapia de próxima geração para o câncer5.
1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Mitocôndrias: Organelas semi-autônomas que se auto-reproduzem, encontradas na maioria do citoplasma de todas as células, mas não de todos os eucariotos. Cada mitocôndria é envolvida por uma membrana dupla limitante. A membrana interna é altamente invaginada e suas projeções são denominadas cristas. As mitocôndrias são os locais das reações de fosforilação oxidativa, que resultam na formação de ATP. Elas contêm RIBOSSOMOS característicos, RNA DE TRANSFERÊNCIA, AMINOACIL-T RNA SINTASES e fatores de alongação e terminação. A mitocôndria depende dos genes contidos no núcleo das células no qual se encontram muitos RNAs mensageiros essenciais (RNA MENSAGEIRO). Acredita-se que a mitocôndria tenha se originado a partir de bactérias aeróbicas que estabeleceram uma relação simbiótica com os protoeucariotos primitivos.
3 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
4 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
5 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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Medical Journal - 01/12/21
Uma análise recente de dados do estudo Swiss-AF descobriu que pacientes com diabetes1 tinham cerca de 26% menos probabilidade de notar sintomas2 de fibrilação atrial, mas tinham pior qualidade de vida e mais probabilidade de ter mais comorbidades3 do que pacientes sem diabetes1. Os resultados da análise, que incluiu dados de mais de 2.400 pacientes, fornecem aos médicos uma visão4 sobre a menor probabilidade de relatar arritmias5, bem como a prevalência6 de comorbidades3 cardiovasculares e neurológicas entre esses pacientes, incluindo hipertensão7, infarto8, insuficiência cardíaca9, AVC e comprometimento cognitivo10. O estudo foi publicado no Journal of the American Heart Association, e os resultados levantam a questão de saber se os pacientes com diabetes1 devem ser sistematicamente rastreados para fibrilação atrial silenciosa.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
4 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
5 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
6 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
7 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
8 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
9 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
10 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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Medical Journal - 01/12/21
A obesidade1 e o diabetes tipo 22 estão associados a graves efeitos adversos à saúde3, incluindo câncer4. Embora a cirurgia bariátrica5 tenha demonstrado reduzir o risco de câncer4 em pacientes com obesidade1, o efeito da cirurgia bariátrica5 no risco de câncer4 em pacientes com obesidade1 e diabetes6 é menos estudado. Neste estudo publicado na revista Diabetes6 Care, portanto, pesquisadores examinaram a incidência7 de câncer4 em longo prazo após a cirurgia bariátrica5 e os cuidados usuais em pacientes com obesidade1 e diabetes6. Os resultados sugeriram que a cirurgia bariátrica5 previne o câncer4 em pacientes com obesidade1 e diabetes6 e que a remissão durável do diabetes6 está associada à redução do risco de câncer4.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Cirurgia Bariátrica:
6 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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Medical Journal - 30/11/21
Muitos pacientes hipertensos podem estar inadvertidamente tomando medicamentos que aumentam a pressão arterial1. A prevalência2 desse uso de medicamentos foi de 14,9% em geral, atingindo 18,5% dos adultos com hipertensão3, de acordo com artigo publicado no JAMA Internal Medicine. Os medicamentos que aumentam a pressão arterial1 mais comuns tomados pelos participantes do estudo foram antidepressivos (8,7%), medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs; 6,5%), esteroides (1,9%) e estrogênios (1,7%). O uso desses medicamentos tem sido associado ao maior uso de anti-hipertensivos em pessoas com hipertensão3 controlada e não controlada. Os adultos que não tomavam anti-hipertensivos concomitantemente eram mais propensos a ter hipertensão3 não controlada se estivessem tomando esses medicamentos. Esses resultados indicam uma oportunidade importante para melhorar o controle da pressão arterial1 por meio da otimização dos regimes de medicação, uma abordagem que tem o potencial de também reduzir a polifarmácia e a complexidade do regime de medicação.
1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
3 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
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Medical Journal - 30/11/21
Estudo publicado pelo The Lancet avaliou o papel da redução da pressão arterial1 na prevenção do diabetes2. A redução da pressão arterial sistólica3 em 5 mmHg reduziu o risco de diabetes tipo 24 em todos os ensaios em 11%. Assim, foi demonstrado que a redução da pressão arterial1 é uma estratégia eficaz para a prevenção de novo início do diabetes tipo 24. As intervenções farmacológicas estabelecidas, no entanto, têm efeitos qualitativa e quantitativamente diferentes sobre o diabetes2, provavelmente devido aos seus diferentes efeitos fora do alvo, com inibidores da enzima5 conversora da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina II tendo os resultados mais favoráveis. Essa evidência apoia a indicação de classes selecionadas de medicamentos anti-hipertensivos para a prevenção do diabetes2, o que poderia refinar ainda mais a escolha do medicamento de acordo com o risco clínico de diabetes2 do indivíduo.
1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
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Medical Journal - 29/11/21
Estudo publicado no periódico Obstetrics & Gynecology teve como objetivo comparar a sobrevida1 livre de doença entre a cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia aberta em pacientes com câncer2 de endométrio3 de alto risco. Os resultados mostraram que não houve diferenças nas taxas de sobrevida1 livre de doença em 5 anos entre cirurgia aberta e cirurgia minimamente invasiva. A cirurgia minimamente invasiva também não foi associada a pior sobrevida1 livre de doença, sobrevida1 geral, ou taxa de recorrência4 em comparação com a cirurgia aberta. O estudo concluiu, portanto, que não houve diferença nos resultados oncológicos comparando a cirurgia minimamente invasiva e aberta entre pacientes com câncer2 de endométrio3 de alto risco.
1 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
4 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
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Medical Journal - 29/11/21
Uma nova pesquisa fornece evidências adicionais de que a ooforectomia1 bilateral antes da menopausa2 aumenta o risco de declínio cognitivo3. Em um estudo de caso-controle retrospectivo4 de 2.732 mulheres com idades entre 50-89 anos, a ooforectomia1 bilateral antes da menopausa2 e dos 46 anos de idade foi associada com aumento do risco de comprometimento cognitivo3 leve, após ajuste para fatores incluindo idade, educação e genótipo5 APOE, relataram os pesquisadores. No estudo publicado no JAMA Network Open, a equipe também observou que a ooforectomia1 bilateral na pré-menopausa2 antes dos 46 anos estava associada a escores z de cognição6 global, escores z de atenção e domínio executivo e pontuações do Mini Exame do Estado Mental diminuídos em comparação com a não realização de ooforectomia1 bilateral.
1 Ooforectomia: Ablação ou retirada de um ou dos dois ovários.
2 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
3 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
5 Genótipo: Composição genética de um indivíduo, ou seja, os genes que ele tem.
6 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
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Medical Journal - 26/11/21
Um em cada quatro adultos americanos tem doença hepática1 gordurosa causada pela obesidade2, não por beber, e não há tratamento médico para isso. Agora, um novo estudo, publicado pelo JAMA, relata que a cirurgia bariátrica3, além de ajudar na perda de peso, pode proteger o fígado4. As descobertas foram impressionantes: de um grupo de mais de 1.100 pacientes obesos que tinham doença hepática1 gordurosa não-alcoólica, aqueles que passaram por cirurgia para perda de peso reduziram o risco de doença hepática1 avançada, câncer5 de fígado4 ou morte relacionada em quase 90 por cento ao longo da próxima década. Apenas 5 dos 650 pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica3 desenvolveram posteriormente um desses desfechos hepáticos graves, em comparação com 40 dos 508 pacientes que não fizeram o procedimento. Os pacientes submetidos à cirurgia para perda de peso também apresentavam risco significativamente menor de doenças cardiovasculares6.
1 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Cirurgia Bariátrica:
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 25/11/21
Até então, o que acontece nas primeiras semanas depois que um embrião humano se implanta no útero1 era uma caixa preta. Agora, os biólogos tiveram a chance de estudar esse estágio de desenvolvimento em detalhes pela primeira vez, conforme foi relatado em estudo publicado na revista Nature. Os biólogos estão particularmente interessados em estudar um processo chamado gastrulação, que começa duas semanas depois que um óvulo2 humano é fertilizado e uma semana após a implantação. Um embrião doado com apenas 16 a 19 dias de idade e em processo de gastrulação foi estudado e descobriu-se que a gastrulação em humanos é muito semelhante à de ratos e macacos, mas com algumas diferenças importantes. Além do epiblasto pluripotente, foram identificadas células germinativas3 primordiais, hemácias4 e vários tipos de células5 mesodérmicas e endodérmicas. Este conjunto de dados oferece uma visão6 única de um estágio central, mas inacessível, do desenvolvimento humano.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Óvulo: Célula germinativa feminina (haplóide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO.
3 Células Germinativas: São as células responsáveis pela reprodução sexuada e contêm metade do número total de cromossomos de uma espécie. Os espermatozoides (homem) e os ovócitos (mulher) são células germinativas.
4 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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