news.med.br
Tomar altas doses de vitamina1 D e óleo de peixe durante a gravidez2 reduziu o risco de crupe em crianças pequenas, mostrou um estudo controlado randomizado3 dinamarquês apresentado na reunião da European Respiratory Society. Entre mais de 600 mulheres grávidas, tomar óleo de peixe levou a uma redução de 38% no risco de crupe em crianças menores de 3 anos em comparação com placebo4, enquanto tomar altas doses de vitamina1 D levou a uma redução de 40% no risco de crupe versus a dose padrão de vitamina1 D. Não houve evidência de interação entre os suplementos. Os níveis de redução de risco foram semelhantes com ambos os suplementos, mas não houve efeito aditivo. Este estudo é o primeiro a demonstrar os efeitos protetores da suplementação5 de LCPUFA n-3 e de altas doses de vitamina1 D durante a gravidez2 sobre o risco de crupe na primeira infância.
1 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
   [Mais...]

O prêmio Nobel de Medicina de 2007 foi concedido a Mario Capecchi, Oliver Smithies e Martin Evans por seus trabalhos sobre a criação de ratos transgênicos, que abriram um novo horizonte para pesquisas de doenças como Alzheimer1, doenças cardiovasculares2 e neuro-degenerativas3, câncer4 e diabetes5.
1 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
2 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
3 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
   [Mais...]

A suplementação1 de ácido fólico na pré-concepção2 tem sido sugerida para proteger contra doença cardíaca congênita3, mas a associação entre folato de glóbulos vermelhos materno, o biomarcador padrão ouro de exposição ao folato, e risco subsequente de cardiopatia congênita3 da prole necessita maiores estudos. Neste estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, foi demonstrado que o folato de glóbulos vermelhos materno mais alto está associado à redução do risco de doença cardíaca congênita3 na prole. Para a prevenção primária de cardiopatia congênita3, níveis de folato de glóbulos vermelhos mais altos do que os atualmente recomendados para a prevenção de defeitos do tubo neural4 podem ser necessários e justificam mais estudos.
1 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
2 Concepção: O início da gravidez.
3 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
4 Tubo neural: Estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas: romboencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo.
   [Mais...]

Vírus1 como influenza2 sofrem mutações tão rapidamente que podem desenvolver resistência aos medicamentos antivirais. Um novo antiviral que tem como alvo uma estrutura importante no genoma da influenza2 pode dificultar a resistência do vírus1. No novo estudo, publicado na revista Nature, os pesquisadores relatam o desenvolvimento de antivirais programáveis que têm como alvo estruturas secundárias críticas, conservadas, de RNA viral do vírus1 influenza2 A e do SARS-CoV-2. A abordagem proporcionou 100% de sobrevivência3 em camundongos após um inóculo letal de influenza2 A e levou ao desenvolvimento de forte imunidade4 para reexposição, além de evitar tentativas de selecionar para resistência. As descobertas destacam a potencial aplicabilidade dessa abordagem a qualquer vírus1 de interesse por meio de um processo que foi chamado de “antivirais programáveis”, com implicações para a profilaxia antiviral e terapia pós-exposição.
1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
3 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
4 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
   [Mais...]

Estudos anteriores entre pessoas com diabetes tipo 11 encontraram uma maior incidência2 de certos tipos de câncer3 nessa população em comparação com a população geral. No entanto, nenhum estudo avaliou os fatores de risco de incidência2 de câncer3 no diabetes tipo 11. No presente estudo, publicado no JAMA Oncology, os resultados demonstram que pessoas com diabetes tipo 11 tomando doses diárias mais altas de insulina4 enfrentaram um risco maior de câncer3. A incidência2 de cânceres recém-diagnosticados foi de 2,8 por 1.000 pessoas-ano no geral, com 7% dos participantes recebendo um diagnóstico5. Essa incidência2 aumentou com a dose média diária de insulina4 que esses indivíduos estavam tomando. Embora não tão fortemente associados ao risco de câncer3 quanto a dose diária de insulina4, outros fatores que também foram significativamente associados incluíram idade e sexo feminino, enquanto praticar exercícios moderados ou extenuantes versus um estilo de vida sedentário parecia proteger contra o câncer3. O câncer3 de pele6 foi o novo diagnóstico5 de câncer3 mais comum entre essa população de pacientes.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
6 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
   [Mais...]

Os indivíduos com diabetes tipo 11 ou tipo 2 estão em maior risco para desenvolver depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Estas comorbidades2 comprometem a adesão ao tratamento e, assim, aumentam o risco de complicações graves que podem resultar em cegueira, amputações, acidentes vasculares3 cerebrais, declínio cognitivo4, diminuição da qualidade de vida e morte prematura.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
3 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
4 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
   [Mais...]

Ensaios clínicos1 randomizados têm destacado os riscos cardiovasculares do uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) em doses elevadas. O presente estudo, publicado pela revista PLoS Medicine, fornece estimativas de risco dos AINHs em doses individuais típicas em ambientes comunitários.
1 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
   [Mais...]

A prevalência1 de depressão e a exposição a antidepressivos são altas entre mulheres em idade reprodutiva e durante a gravidez2. A duloxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina-norepinefrina aprovado nos Estados Unidos e na Europa em 2004 para o tratamento da depressão. A segurança fetal da duloxetina não está bem estabelecida. O presente estudo, publicado no PLOS Medicine, avalia a associação da exposição à duloxetina durante a gravidez2 e o risco de malformações3 congênitas4 maiores e menores e o risco de natimortos. Os resultados mostram que nenhum risco aumentado de malformações3 congênitas4 maiores ou menores ou natimorto foi associado à exposição à duloxetina durante a gravidez2.
1 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
4 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
   [Mais...]

Pacientes que tiveram um ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 menor têm um risco aumentado de eventos cardiovasculares nos 5 anos seguintes. O objetivo deste estudo, publicado no The Lancet Neurology, foi avaliar os resultados funcionais de 5 anos em pacientes com ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 isquêmico1 menor e determinar os fatores associados à incapacidade a longo prazo. Encontrou-se uma carga substancial de incapacidade em 5 anos após ataque isquêmico1 transitório ou acidente vascular cerebral2 isquêmico1 menor, e a maioria dos preditores dessa incapacidade foram fatores de risco modificáveis. Os pacientes que fizeram exercício físico regular antes do evento índice tiveram um risco significativamente reduzido de incapacidade em 5 anos em comparação com os pacientes que não fizeram exercício.
1 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
2 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
   [Mais...]

Em novo estudo, publicado na revista Neurology, a presença de hipertrigliceridemia foi associada a mais do que o dobro do risco de AVC recorrente entre os pacientes com histórico de AVC, mesmo após ajuste para os níveis de colesterol1 LDL2 e uso de estatinas. Os pesquisadores realizaram uma análise de dados de 870 pacientes com acidente vascular cerebral3 isquêmico4 agudo5 ou ataque isquêmico4 transitório de um registro observacional prospectivo6 em andamento, e os resultados fornecem informações sobre o valor prognóstico7 da hipertrigliceridemia, particularmente entre pacientes com histórico de AVC de origem aterotrombótica. Pacientes com hipertrigliceridemia tiveram um risco maior de eventos cardiovasculares adversos maiores do que aqueles sem (taxa anual, 20,9% vs. 9,7%). O estudo concluiu que a hipertrigliceridemia é um importante fator de risco8 modificável que impulsiona o risco vascular9 residual em pacientes com AVC de origem aterotrombótica, mesmo durante a terapia com estatinas.
1 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
2 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
3 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
4 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
5 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
6 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
7 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
8 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
9 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
   [Mais...]

Mostrar: 10
« Anteriores - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - Próximos » - >>
21 a 30 (Total: 2359)
  • Entrar
  • Receber conteúdos