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Medical Journal - 12/11/21
Os diabetes tipo 11 e tipo 2 estão associados à disbiose intestinal2. No entanto, a relação entre a microbiota3 intestinal e o diabetes autoimune latente em adultos4 (DALA), compartilhando características clínicas e metabólicas com o diabetes tipo 11 e 2 clássico, permanece obscura. Neste estudo, publicado pela revista Diabetes5 Care, foi demonstrado que os pacientes com DALA tinham estrutura e composição significativamente diferentes da microbiota3 intestinal e seus metabólitos6, bem como uma deficiência severa de bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta. A microbiota3 intestinal característica e metabólitos6 relacionados de pacientes com diabetes autoimune latente em adultos4 estão associados a autoanticorpos, metabolismo7 da glicose8, função das ilhotas9 e fatores inflamatórios, que podem contribuir para a patogênese10 do diabetes5 autoimune11.
1 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
2 Disbiose intestinal: Definida como o desequilíbrio da flora intestinal, entre os microrganismos benéficos e patogênicos, que resulta em uma situação desfavorável à saúde do indivíduo.
3 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
4 Diabetes autoimune latente em adultos: Condição em que o diabetes tipo 1 ocorre em adultos.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
7 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
8 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
9 Ilhotas: Grupo de células localizadas no pâncreas responsáveis pela produção de hormônios que ajudam o organismo a quebrar e utilizar os alimentos. Por exemplo, as células-alfa produzem glucagon e as células-beta produzem insulina. Também chamadas de células de Langerhans.
10 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
11 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
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Medical Journal - 11/11/21
As intervenções dietéticas podem alterar os níveis de metabólitos1 no microambiente tumoral, o que pode então afetar o metabolismo2 das células3 cancerosas para alterar o crescimento do tumor4. Embora a restrição calórica e uma dieta cetogênica sejam frequentemente consideradas como limitantes da progressão do tumor4, reduzindo a glicose5 no sangue6 e os níveis de insulina7, neste estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores descobriram que apenas a restrição calórica inibe o crescimento de aloenxertos tumorais selecionados em camundongos, sugerindo que outros mecanismos contribuem para a inibição do crescimento tumoral. Os resultados sugerem que incompatibilidades induzidas pela dieta entre a atividade de dessaturação de ácidos graxos tumorais e a disponibilidade de espécies específicas de ácidos graxos determinam se dietas de baixo índice glicêmico prejudicam o crescimento tumoral.
1 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
2 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
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Medical Journal - 11/11/21
Em estudo publicado na revista Science Translational Medicine, médicos demonstraram que é possível entregar medicamentos com segurança diretamente no cérebro1 de uma pessoa, em um tratamento de câncer2 inédito no mundo que envolve a quebra da barreira hematoencefálica. O método envolve temporariamente tornar os vasos sanguíneos3 em uma determinada região do cérebro1 mais porosos, através de um ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética4, para permitir que uma droga flua para fora da corrente sanguínea e alcance as células5 tumorais. Quatro mulheres com câncer2 de mama6 que se espalhou para o cérebro1 tiveram seus tumores reduzidos por um medicamento chamado trastuzumabe (ou Herceptin) usando esse método. Este estudo fornece a primeira evidência em humanos de entrega não invasiva de anticorpos7 monoclonais direcionados espacialmente através da barreira hematoencefálica usando ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética4, demonstrando a promessa desta tecnologia para uma ampla gama de doenças do sistema nervoso central8.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
4 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
7 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
8 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
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Medical Journal - 10/11/21
Os prognósticos com relação à mortalidade1 e aos desfechos hepáticos e não hepáticos em todo o espectro histológico2 da doença hepática3 gordurosa não alcoólica (DHGNA) não estão bem definidos. Neste estudo, publicado pelo The New England Journal of Medicine, a mortalidade1 por todas as causas aumentou com o aumento dos estágios de fibrose4, assim como aumentou a incidência5 de complicações relacionadas ao fígado6, incluindo hemorragia7 varicosa, ascite8, encefalopatia9 e câncer10 hepatocelular. Assim, neste estudo prospectivo11 envolvendo pacientes com DHGNA, os estágios F3 e F4 da fibrose4 foram associados a riscos aumentados de complicações relacionadas ao fígado6 e morte.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
7 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
8 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
9 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
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Medical Journal - 10/11/21
Neste estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, pesquisadores relatam que mutações no gene GNAS que codificam a subunidade alfa estimuladora da proteína G (Gαs) têm uma forte associação genética com obesidade1 grave, devido à sinalização reduzida pelo receptor de melanocortina 4 (MC4R) e possíveis anormalidades de sinalização em outros receptores acoplados à proteína G (GPCRs). O estudo conclui que como as mutações patogênicas podem se manifestar apenas com a obesidade1, o rastreamento de crianças com obesidade1 grave para deficiência do GNAS pode permitir o diagnóstico2 precoce, melhorando os resultados clínicos, e os agonistas de melanocortina podem ajudar na perda de peso.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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Novos medicamentos - 09/11/21
A FDA aprovou a solução oftálmica de cloridrato de pilocarpina 1,25% (Vuity), o primeiro colírio1 para presbiopia2, ou visão3 turva de perto relacionada à idade, anunciaram a AbbVie e sua subsidiária Allergan. Vuity melhorou a visão3 de perto sem nenhum efeito na visão3 de longe. A aprovação permite o tratamento diário de adultos com presbiopia2. Estima-se que 128 milhões de americanos – quase metade da população adulta – sejam afetados pela doença. Em ensaios clínicos4, a solução oftálmica de pilocarpina conduziu a uma melhoria da visão3 logo 15 minutos após a aplicação e foi mantida durante 6 horas. Não houve eventos adversos graves observados em nenhum dos participantes tratados com Vuity em nenhum dos estudos clínicos. Os eventos adversos não graves emergentes do tratamento mais comuns que ocorreram com uma frequência de >5% nos participantes tratados com Vuity foram dor de cabeça5 e vermelhidão ocular.
1 Colírio: Preparação farmacológica líquida na qual se encontram dissolvidas diferentes drogas que atuam na conjuntiva ocular.
2 Presbiopia: Alteração da visão associada ao envelhecimento. Neste distúrbio existe uma maior rigidez do cristalino (órgão do olho que é responsável pela acomodação visual, ou seja, a propriedade que nos permite enxergar objetos próximos e distantes), que produz dificuldade para ver objetos próximos.
3 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
4 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
5 Cabeça:
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Novos medicamentos - 09/11/21
A Pfizer anunciou seu novo antiviral experimental contra a COVID-19, PAXLOVID, que reduziu significativamente a hospitalização e a morte, com base em uma análise provisória da Fase 2/3 do EPIC-HR, um estudo duplo-cego1 randomizado2 de pacientes adultos não hospitalizados com COVID-19, que estão em alto risco de progredir para doença grave. A análise provisória programada mostrou uma redução de 89% no risco de hospitalização ou morte relacionada à COVID-19 por qualquer causa em comparação com o placebo3 em pacientes tratados dentro de três dias do início dos sintomas4. Reduções semelhantes na hospitalização ou morte relacionadas à COVID-19 foram observadas em pacientes tratados dentro de cinco dias do início dos sintomas4. A Pfizer agora planeja enviar os dados à FDA para solicitar Autorização de Uso Emergencial do medicamento.
1 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
2 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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Medical Journal - 08/11/21
Embora o tramadol seja cada vez mais usado para controlar a dor crônica não oncológica, poucos estudos de segurança o compararam com outros opioides. Em publicação no periódico JAMA, pesquisadores relatam os resultados de uma avaliação de resultados adversos após as prescrições iniciais de tramadol ou codeína entre residentes da Catalunha, Espanha. Os resultados mostraram que uma nova prescrição de tramadol, em comparação com codeína, foi significativamente associada a um maior risco de mortalidade1 subsequente por todas as causas, eventos cardiovasculares e fraturas, mas não houve diferença significativa no risco de constipação2 , delírio3, quedas, abuso / dependência de opioides ou distúrbios do sono. Os resultados devem ser interpretados com cautela, dado o potencial de confusão residual.
1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
3 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
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Medical Journal - 08/11/21
Há um uso crescente de parto cesáreo com base na preferência ao invés de indicação médica. No entanto, ainda não está claro até que ponto o parto cesáreo não indicado clinicamente beneficia ou prejudica a sobrevivência1 infantil. Neste estudo, publicado na revista PLOS Medicine, observou-se que nos grupos de Robson com baixas frequências esperadas de parto cesáreo, esse procedimento foi associado a um aumento de 25% na mortalidade infantil2. No entanto, em grupos com altas frequências esperadas de parto cesáreo, os achados sugerem que a cesariana clinicamente indicada está associada a uma redução na mortalidade infantil2. Assim, o estudo sugere que, no Brasil, a cesárea está associada a um risco aumentado de mortalidade infantil2, a menos que haja uma indicação clara para o procedimento.
1 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
2 Mortalidade Infantil: A taxa de mortalidade infantil é o quociente entre os óbitos de menores de um ano ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e os nascidos vivos da mesma unidade nesse período, segundo a fórmula: Taxa de Mortalidade Infantil = (Óbitos de Menores de 1 ano / Nascidos Vivos) x 1.000
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Medical Journal - 05/11/21
O surgimento da pandemia1 de COVID-19 criou um ambiente onde muitos determinantes da saúde2 mental precária são exacerbados. Neste estudo, publicado pelo The Lancet, objetivou-se quantificar o impacto da pandemia1 de COVID-19 sobre a prevalência3 e o fardo do transtorno depressivo maior e dos transtornos de ansiedade globalmente em 2020. Dois indicadores de impacto da COVID-19, especificamente as taxas de infecção4 diária por SARS-CoV-2 e reduções na mobilidade humana, foram associados ao aumento da prevalência3 de transtorno depressivo maior e de transtornos de ansiedade. Estima-se um adicional de 53,2 milhões de casos de transtorno depressivo maior globalmente (um aumento de 27,6%) devido à pandemia1 de COVID-19. Também se estima 76,2 milhões de casos adicionais de transtornos de ansiedade em todo o mundo (um aumento de 25,6%).
1 Pandemia: É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de uma nova doença na população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou quando o agente dissemina facilmente e sustentavelmente entre humanos. Epidemia global.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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