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Medical Journal - 24/11/21
A isquemia1 miocárdica induzida por estresse mental é um fenômeno reconhecido em pacientes com doença arterial coronariana, mas seu significado clínico na era clínica contemporânea não foi investigado. Neste estudo, publicado no JAMA, entre os pacientes com doença arterial coronariana estável, a presença de isquemia1 induzida por estresse mental, em comparação com nenhuma isquemia1 induzida por estresse mental, foi significativamente associada a um risco aumentado de morte cardiovascular ou infarto do miocárdio2 não fatal. Embora esses achados possam fornecer informações sobre os mecanismos de isquemia1 miocárdica, pesquisas adicionais são necessárias para avaliar se o teste de isquemia1 induzida por estresse mental tem valor clínico.
1 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
2 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
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Medical Journal - 25/11/21
Até então, o que acontece nas primeiras semanas depois que um embrião humano se implanta no útero1 era uma caixa preta. Agora, os biólogos tiveram a chance de estudar esse estágio de desenvolvimento em detalhes pela primeira vez, conforme foi relatado em estudo publicado na revista Nature. Os biólogos estão particularmente interessados em estudar um processo chamado gastrulação, que começa duas semanas depois que um óvulo2 humano é fertilizado e uma semana após a implantação. Um embrião doado com apenas 16 a 19 dias de idade e em processo de gastrulação foi estudado e descobriu-se que a gastrulação em humanos é muito semelhante à de ratos e macacos, mas com algumas diferenças importantes. Além do epiblasto pluripotente, foram identificadas células germinativas3 primordiais, hemácias4 e vários tipos de células5 mesodérmicas e endodérmicas. Este conjunto de dados oferece uma visão6 única de um estágio central, mas inacessível, do desenvolvimento humano.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Óvulo: Célula germinativa feminina (haplóide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO.
3 Células Germinativas: São as células responsáveis pela reprodução sexuada e contêm metade do número total de cromossomos de uma espécie. Os espermatozoides (homem) e os ovócitos (mulher) são células germinativas.
4 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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Medical Journal - 29/11/21
Estudo publicado no periódico Obstetrics & Gynecology teve como objetivo comparar a sobrevida1 livre de doença entre a cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia aberta em pacientes com câncer2 de endométrio3 de alto risco. Os resultados mostraram que não houve diferenças nas taxas de sobrevida1 livre de doença em 5 anos entre cirurgia aberta e cirurgia minimamente invasiva. A cirurgia minimamente invasiva também não foi associada a pior sobrevida1 livre de doença, sobrevida1 geral, ou taxa de recorrência4 em comparação com a cirurgia aberta. O estudo concluiu, portanto, que não houve diferença nos resultados oncológicos comparando a cirurgia minimamente invasiva e aberta entre pacientes com câncer2 de endométrio3 de alto risco.
1 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
4 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
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Medical Journal - 24/11/21
O acúmulo de evidências questiona o valor clínico da intervenção coronária percutânea (ICP) para pacientes1 com síndrome2 coronariana crônica (SCC). Portanto, neste estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology, comparou-se o impacto da reabilitação cardíaca (RC) baseada em exercícios vs. ICP em pacientes com SCC na mortalidade3 e morbidade4 em 18 meses, e avaliou-se os efeitos da combinação de ICP com RC baseada em exercícios. Em comparação com a intervenção coronária percutânea, a reabilitação cardíaca baseada em exercício se associou a chances significativamente menores de mortalidade3 por todas as causas, reinternação e morbidade4 cardiovascular em 18 meses em pacientes com síndrome2 coronariana crônica, ao mesmo tempo em que a combinação de ICP e RC baseada em exercício foi associada apenas com menor incidência5 de insuficiência cardíaca6.
1 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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Medical Journal - 29/11/21
Uma nova pesquisa fornece evidências adicionais de que a ooforectomia1 bilateral antes da menopausa2 aumenta o risco de declínio cognitivo3. Em um estudo de caso-controle retrospectivo4 de 2.732 mulheres com idades entre 50-89 anos, a ooforectomia1 bilateral antes da menopausa2 e dos 46 anos de idade foi associada com aumento do risco de comprometimento cognitivo3 leve, após ajuste para fatores incluindo idade, educação e genótipo5 APOE, relataram os pesquisadores. No estudo publicado no JAMA Network Open, a equipe também observou que a ooforectomia1 bilateral na pré-menopausa2 antes dos 46 anos estava associada a escores z de cognição6 global, escores z de atenção e domínio executivo e pontuações do Mini Exame do Estado Mental diminuídos em comparação com a não realização de ooforectomia1 bilateral.
1 Ooforectomia: Ablação ou retirada de um ou dos dois ovários.
2 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
3 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
5 Genótipo: Composição genética de um indivíduo, ou seja, os genes que ele tem.
6 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
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Medical Journal - 26/11/21
Um em cada quatro adultos americanos tem doença hepática1 gordurosa causada pela obesidade2, não por beber, e não há tratamento médico para isso. Agora, um novo estudo, publicado pelo JAMA, relata que a cirurgia bariátrica3, além de ajudar na perda de peso, pode proteger o fígado4. As descobertas foram impressionantes: de um grupo de mais de 1.100 pacientes obesos que tinham doença hepática1 gordurosa não-alcoólica, aqueles que passaram por cirurgia para perda de peso reduziram o risco de doença hepática1 avançada, câncer5 de fígado4 ou morte relacionada em quase 90 por cento ao longo da próxima década. Apenas 5 dos 650 pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica3 desenvolveram posteriormente um desses desfechos hepáticos graves, em comparação com 40 dos 508 pacientes que não fizeram o procedimento. Os pacientes submetidos à cirurgia para perda de peso também apresentavam risco significativamente menor de doenças cardiovasculares6.
1 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Cirurgia Bariátrica:
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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Medical Journal - 30/11/21
Estudo publicado pelo The Lancet avaliou o papel da redução da pressão arterial1 na prevenção do diabetes2. A redução da pressão arterial sistólica3 em 5 mmHg reduziu o risco de diabetes tipo 24 em todos os ensaios em 11%. Assim, foi demonstrado que a redução da pressão arterial1 é uma estratégia eficaz para a prevenção de novo início do diabetes tipo 24. As intervenções farmacológicas estabelecidas, no entanto, têm efeitos qualitativa e quantitativamente diferentes sobre o diabetes2, provavelmente devido aos seus diferentes efeitos fora do alvo, com inibidores da enzima5 conversora da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina II tendo os resultados mais favoráveis. Essa evidência apoia a indicação de classes selecionadas de medicamentos anti-hipertensivos para a prevenção do diabetes2, o que poderia refinar ainda mais a escolha do medicamento de acordo com o risco clínico de diabetes2 do indivíduo.
1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
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Medical Journal - 30/11/21
Muitos pacientes hipertensos podem estar inadvertidamente tomando medicamentos que aumentam a pressão arterial1. A prevalência2 desse uso de medicamentos foi de 14,9% em geral, atingindo 18,5% dos adultos com hipertensão3, de acordo com artigo publicado no JAMA Internal Medicine. Os medicamentos que aumentam a pressão arterial1 mais comuns tomados pelos participantes do estudo foram antidepressivos (8,7%), medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs; 6,5%), esteroides (1,9%) e estrogênios (1,7%). O uso desses medicamentos tem sido associado ao maior uso de anti-hipertensivos em pessoas com hipertensão3 controlada e não controlada. Os adultos que não tomavam anti-hipertensivos concomitantemente eram mais propensos a ter hipertensão3 não controlada se estivessem tomando esses medicamentos. Esses resultados indicam uma oportunidade importante para melhorar o controle da pressão arterial1 por meio da otimização dos regimes de medicação, uma abordagem que tem o potencial de também reduzir a polifarmácia e a complexidade do regime de medicação.
1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
3 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
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Medical Journal - 23/11/21
Em estudo apresentado no CHEST 2021, o encontro anual do American College of Chest Physicians, e publicado no CHEST Journal, as exacerbações da asma1 foram eliminadas em cerca de um terço dos pacientes adultos com asma1 tratados profilaticamente com o macrolídeo azitromicina. No geral, a média anual para pacientes2 enquanto tomavam azitromicina foi de 1,47 infecções3 por ano, e 12 dos pacientes no estudo tiveram zero infecções3 enquanto tomavam azitromicina, em comparação com um número médio de infecções3 de 6,44 no grupo de pré-tratamento. Assim, foi demonstrado que a azitromicina profilática em longo prazo se correlaciona com uma redução significativa do número de infecções3 e hospitalizações em pacientes asmáticos. O estudo não mostrou nenhuma melhora da função pulmonar com o uso de azitromicina.
1 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
2 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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Medical Journal - 23/11/21
Crianças expostas no útero1 ao caproato de 17 alfa-hidroxiprogesterona (17-OHPC) podem estar em risco aumentado de câncer2, sugere um novo estudo. Em uma análise de dados de mais de 18.000 pares de mãe e filho, os pesquisadores descobriram que, em geral, a prole de mulheres que receberam a injeção3 de progesterona sintética durante a gravidez4 tinha quase o dobro do risco de qualquer câncer2 em comparação com aquelas não expostas ao hormônio5. A exposição durante o primeiro trimestre carregou alguns dos maiores riscos de câncer2 mais tarde na vida, incluindo câncer2 cerebral pediátrico, câncer2 de próstata6 e câncer2 colorretal, de acordo com o relatório publicado no American Journal of Obstetrics & Gynecology. Esses resultados demonstram que o cuidado com o uso de caproato de 17 alfa-hidroxiprogesterona no início da gravidez4 é necessário, dada a possível ligação com câncer2 na prole.
1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
6 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
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