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GDF15 promove a perda de peso por meio do aumento do gasto de energia no músculo

terça-feira, 25 de julho de 2023
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GDF15 promove a perda de peso por meio do aumento do gasto de energia no músculo

A restrição calórica que promove a perda de peso é uma estratégia eficaz para tratar a doença hepática gordurosa não alcoólica e melhorar a sensibilidade à insulina em pessoas com diabetes tipo 2.

Apesar de sua eficácia, na maioria dos indivíduos a perda de peso geralmente não é mantida, em parte devido a adaptações fisiológicas que suprimem o gasto energético, processo conhecido como termogênese adaptativa, cujos fundamentos mecanísticos não são claros.

O tratamento de roedores alimentados com uma dieta rica em gordura com fator de crescimento e diferenciação celular-15 (GDF15) recombinante reduz a obesidade e melhora o controle glicêmico por meio da supressão da ingestão de alimentos dependente do receptor tipo α da família do fator neurotrófico derivado da linhagem das células gliais (GFRAL).

Neste estudo, publicado na revista Nature, descobriu-se que, além de suprimir o apetite, o GDF15 neutraliza reduções compensatórias no gasto de energia, provocando maior perda de peso e reduções na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em comparação com a restrição calórica sozinha.

Este efeito do GDF15 para manter o gasto de energia durante a restrição calórica requer um eixo de sinalização dependente de GFRAL-β-adrenérgico que aumenta a oxidação de ácidos graxos e o "ciclo fútil" de cálcio no músculo esquelético de camundongos.

Esses dados indicam que o direcionamento terapêutico da via GDF15-GFRAL pode ser útil para manter o gasto energético no músculo esquelético durante a restrição calórica.

Leia sobre "Como funciona o controle do apetite", "Metabolismo" e "Dificuldade de perder peso - quais são os motivos".

 

Fonte: Nature, publicação em 28 de junho de 2023.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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