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Mais de 20% dos pacientes com doença arterial coronariana relatam episódios mensais de angina

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A angina1 de peito2 está associada à morbidade3 e mortalidade4. A prevalência5 e a frequência da angina1 entre as populações americanas contemporâneas com doença arterial coronariana (DAC) permanecem definidas de forma incompleta.

Agora, nova pesquisa sugere que a carga da angina1 em pacientes com doença arterial coronariana pode ser maior do que se pensava anteriormente.

Uma análise transversal dos dados mostrou que mais de 20% dos pacientes com doença arterial coronariana relatam apresentar angina1 pelo menos uma vez por mês, enquanto 12,5% relatam apresentar angina1 diariamente ou semanalmente.

Saiba mais sobre "Doença arterial coronariana", "Angina1 de peito2" e "Dor no peito2".

A equipe de pesquisadores responsável pelo estudo, que foi publicado no JAMA Network Open, aplicou o Seattle Angina1 Questionnaire-7 (SAQ-7) a uma amostra de pacientes ambulatoriais com DAC diagnosticada que recebem atendimento em uma grande rede de atenção primária. O objetivo foi verificar a prevalência5 e frequência de angina1 em pacientes ambulatoriais estáveis ​​com DAC.

O estudo transversal envolveu a administração por telefone do SAQ-7 entre 1º de fevereiro de 2017 e 31 de julho de 2017, a uma amostra não conveniente de adultos com DAC estabelecida que recebem cuidados primários através de uma grande rede integrada de atenção primária dos Estados Unidos. A análise dos dados foi realizada de agosto de 2017 a agosto de 2019.

A prevalência5 e a frequência da angina1 foram avaliadas usando a questão 2 do SAQ-7. As covariáveis ​​associadas à angina1 foram avaliadas em regressão univariável e multivariável.

De 4.139 pacientes elegíveis, 1.612 responderam à pesquisa (taxa de resposta, 38,9%). A idade média (DP) dos entrevistados foi 71,8 (11,0) anos, 577 (35,8%) eram mulheres, 1.447 (89,8%) falavam inglês, 147 (9,1%) falavam espanhol, 1.336 (82,8%) eram brancos, 76 (4,7%) eram negros, 92 (5,7%) eram hispânicos, 974 (60,4%) tinham Medicare e 83 (5,2%) tinham Medicaid.

Entre os entrevistados, 342 (21,2%) relataram sentir angina1 pelo menos uma vez por mês; entre esses, 201 (12,5%) relataram angina1 diária ou semanal, e 141 entrevistados (8,7%) relataram angina1 mensal.

O escore SAQ-7 médio (DP) foi 93,7 (13,7). Após o ajuste multivariável, os seguintes fatores foram associados a angina1 mais frequente:

  • falar um idioma diferente de espanhol ou inglês (odds ratio [OR], 5,07; IC 95%, 1,39-18,50)
  • raça negra (OR, 2,01; IC 95%, 1,08-3,75)
  • tabagismo atual (OR, 1,88; IC de 95%, 1,27-2,78)
  • tabagismo passado (OR, 1,69; IC 95%, 1,13-2,51)
  • fibrilação atrial (OR, 1,52; IC 95%, 1,02-2,26)
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (OR, 1,61; IC 95%, 1,18-2,18)

Foram associados a angina1 menos frequente:

O estudo concluiu que, entre os pacientes ambulatoriais estáveis ​​com doença arterial coronariana que recebem atenção primária por meio de uma rede integrada de atenção primária, 21,2% dos pacientes pesquisados ​​relataram ter tido angina1 pelo menos uma vez por mês.

Várias características demográficas e clínicas objetivas foram associadas à frequência de angina1. A avaliação proativa dos sintomas7 de angina1 usando ferramentas de avaliação validadas e estimativa de pacientes com maior risco de angina1 controlada de forma subótima pode estar associada à redução da morbidade3.

Leia sobre "Doenças cardiovasculares8", "Doença arterial periférica" e "Fibrilação atrial".

 

Fontes:
JAMA Network Open, publicação em 07 de junho de 2021.
Practical Cardiology, notícia publicada em 14 de junho de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2021. Mais de 20% dos pacientes com doença arterial coronariana relatam episódios mensais de angina. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1396590/mais-de-20-dos-pacientes-com-doenca-arterial-coronariana-relatam-episodios-mensais-de-angina.htm>. Acesso em: 17 out. 2021.

Complementos

1 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
2 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
3 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
4 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
5 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
6 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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