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Base fisiopatológica e justificativa para o tratamento ambulatorial precoce da infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
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Base fisiopatológica e justificativa para o tratamento ambulatorial precoce da infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19)

Desde janeiro de 2020 o coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), causador da COVID-19, espalhou-se por todo o mundo, levando a hospitalizações agudas por COVID-19 e morte.

A rapidez e a natureza altamente comunicável do surto de SARS-CoV-2 tem dificultado o design e execução de ensaios clínicos randomizados e controlados definitivos de terapia fora da clínica ou hospital.

Na ausência de resultados de ensaios clínicos, os médicos devem usar o que foi aprendido sobre a fisiopatologia da infecção por SARS-CoV-2 para determinar o tratamento ambulatorial precoce da doença com o objetivo de prevenir hospitalização ou morte.

Leia sobre "Tratamentos medicamentosos para covid-19", "Coquetel de anticorpos antivirais para COVID-19" e "Cloroquina e Coronavírus".

Artigo publicado pelo The American Journal of Medicine descreve os principais princípios fisiopatológicos relacionados ao paciente com infecção precoce tratado em casa. As abordagens terapêuticas baseadas nestes princípios incluem:

  1. redução da reinoculação
  2. terapia antiviral combinada
  3. imunomodulação
  4. terapia antiplaquetária / antitrombótica e
  5. administração de oxigênio, monitoramento e telemedicina.

O artigo propõe um algoritmo baseado na idade e nas comorbidades que permite que uma grande proporção seja acompanhada e tratada em casa durante o auto isolamento com o objetivo de reduzir os riscos de hospitalização e morte.

São citados no artigo mais de uma dúzia de estudos de vários projetos que examinaram uma variedade de medicamentos existentes. Assim, no contexto do conhecimento atual, dada a gravidade dos resultados e a relativa disponibilidade, custo e toxicidade da terapia, cada médico e paciente deve fazer uma escolha: espera vigilante em auto quarentena ou tratamento empírico com o objetivo de reduzir hospitalização e morte.

Os autores afirmam que futuros ensaios randomizados que testam os princípios e agentes discutidos irão, sem dúvida, refinar e esclarecer seus papéis individuais; no entanto, enfatizam a necessidade imediata de orientação de gestão no contexto de consumo generalizado de recursos hospitalares, morbidade e mortalidade.

Veja também sobre "Isolamento domiciliar de casos da COVID-19", "Uso de máscaras durante a pandemia de COVID-19" e "Ivermectina inibe a replicação do SARS-CoV-2 in vitro".

 

Fonte: The American Journal of Medicine, Vol. 134, Nº 1, em janeiro de 2021.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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