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Consumo de frutas e vegetais na idade adulta precoce reduz o depósito de cálcio na artéria coronária

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A relação entre a ingestão de frutas e produtos hortícolas1 na idade adulta jovem e a aterosclerose2 coronariana posteriormente na vida ainda não está bem estabelecida.

Para entender melhor esta relação foi realizado um estudo conhecido como Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA), com uma coorte3 de jovens, indivíduos pretos e brancos saudáveis no início do estudo (1985-1986). A ingestão de frutas e produtos hortícolas1 no início do estudo foi avaliada por meio de uma entrevista semi-quantitativa com histórico de dieta e foi medido o cálcio na artéria4 coronária (CAC) no vigésimo ano de acompanhamento (2005-2006) por tomografia computadorizada5. A média (DP) de idade no início do estudo foi de 25,3 anos e 62,7% dos participantes eram do sexo feminino na amostra estudada. Após ajustes para variáveis demográficas e de estilo de vida, a maior ingestão de frutas e produtos hortícolas1 foi associada a uma menor prevalência6 de CAC.

As conclusões deste estudo de coorte7 longitudinal mostram que a maior ingestão de frutas e produtos hortícolas1 foi associada a uma menor prevalência6 de CAC após 20 anos de acompanhamento, reforçando a importância de se estabelecer uma elevada ingestão desses alimentos como parte de um padrão alimentar saudável precocemente na vida.

Fonte: Circulation, publicação online, de 26 de outubro de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Consumo de frutas e vegetais na idade adulta precoce reduz o depósito de cálcio na artéria coronária. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/809149/consumo-de-frutas-e-vegetais-na-idade-adulta-precoce-reduz-o-deposito-de-calcio-na-arteria-coronaria.htm>. Acesso em: 14 nov. 2019.

Complementos

1 Hortícolas: Relativo à horta; hortense. Que se refere à horticultura.
2 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
3 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
4 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
5 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
6 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
7 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
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