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Cientistas do Reino Unido testam medicamento para prevenir a infecção que leva à Covid, conferindo imunidade instantânea

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
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Cientistas do Reino Unido testam medicamento para prevenir a infecção que leva à Covid, conferindo imunidade instantânea

Cientistas britânicos estão testando um novo medicamento que pode impedir que alguém exposto ao coronavírus desenvolva a doença Covid-19, o que, segundo especialistas, pode salvar muitas vidas. A terapia com anticorpos conferiria imunidade instantânea contra a doença e poderia ser administrada como um tratamento de emergência para pacientes internados em hospitais e residentes de lares comunitários para ajudar a conter os surtos. A notícia foi dada pelo The Guardian, em 25 de dezembro de 2020.

Pessoas que vivem em lares nos quais alguém contraiu Covid podem receber a droga para garantir que elas também não sejam infectadas. O medicamento também pode ser ministrado a estudantes universitários, entre os quais o vírus se espalhou rapidamente porque vivem e estudam em alojamentos.

A Dra. Catherine Houlihan, virologista da University College London Hospitals NHS Trust (UCLH), que está liderando um estudo sobre a droga, entitulada Storm Chaser, declarou: “Se pudermos provar que este tratamento funciona e evitar que as pessoas que estão expostas ao vírus continuem a desenvolver a Covid-19, seria uma colaboração importante para combater esse vírus terrível.”

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A droga foi desenvolvida pela UCLH e AstraZeneca (a mesma empresa farmacêutica que, junto à Universidade de Oxford, criou uma vacina que a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido aprovou em 30 de dezembro de 2020 para uso na Grã-Bretanha) e espera-se que seja aprovada em breve.

A equipe espera que o teste mostre que o coquetel de anticorpos confira proteção contra a Covid-19 por um período entre seis e 12 meses. Os participantes do ensaio estão recebendo o coquetel em duas doses. Se for aprovado, poderá ser oferecido a alguém que foi exposto à Covid até o 8º dia após a infecção.

Ele pode estar disponível em março ou abril de 2021, se for aprovado pelo órgão regulador de medicamentos após a análise das evidências do estudo. O teste envolve a própria UCLH, vários outros hospitais britânicos e uma rede de 100 locais em todo o mundo. Este mês, o hospital da University College tornou-se o primeiro local no mundo a recrutar pacientes para o ensaio clínico randomizado.

“Até o momento, injetamos 10 participantes – funcionários, alunos e outras pessoas – que foram expostos ao vírus em casa, em um ambiente de saúde ou em salas de estudantes”, disse Houlihan. Ela e seus colegas acompanharão de perto os participantes para ver qual deles desenvolve a Covid-19.

A proteção imediata que o medicamento promete pode desempenhar um papel vital na redução do impacto do vírus até que todos estejam imunizados. O programa de vacinação está em andamento com a vacina da Pfizer/BioNTech e deve durar até o próximo verão. 

A droga envolve uma combinação de anticorpos de longa ação conhecida como AZD7442, que foi desenvolvida pela AstraZeneca. Em vez de anticorpos produzidos pelo corpo para ajudar a combater uma infecção, o AZD7442 usa anticorpos monoclonais, que foram criados em um laboratório.

Em documentos sobre um ensaio clínico que a AstraZeneca registrou nos EUA, a empresa explica que está investigando “a eficácia do AZD7442 para a profilaxia pós-exposição de Covid-19 em adultos. A proteína spike do Sars-CoV-2 contém o RBD [domínio de ligação ao receptor] do vírus, que permite que o vírus se ligue a receptores em células humanas. Ao alvejar esta região da proteína spike do vírus, os anticorpos podem bloquear a ligação do vírus às células humanas e, portanto, espera-se que bloqueiem a infecção.”

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Fonte: The Guardian, notícia publicada em 25 de dezembro de 2020.

 

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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