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Tratamentos farmacológicos para a doença do coronavírus 2019 (COVID-19) — uma revisão

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A pandemia1 da doença do coronavírus 2019 (COVID-19), causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), apresenta um desafio sem precedentes para identificar medicamentos eficazes para prevenção e tratamento.

Dado o ritmo acelerado da descoberta científica e dos dados clínicos gerados pelo grande número de pessoas rapidamente infectadas pelo SARS-CoV-2, os médicos precisam de evidências precisas sobre tratamentos médicos eficazes para esta infecção2.

Atualmente, não existem terapias eficazes comprovadas para esse vírus3. O conhecimento em rápida expansão sobre a virologia do SARS-CoV-2 fornece um número significativo de alvos potenciais de medicamentos.

A terapia mais promissora é o remdesivir. O remdesivir possui uma atividade in vitro potente contra o SARS-CoV-2, mas não é aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA, e atualmente está sendo testado em estudos randomizados em andamento.

O oseltamivir não demonstrou eficácia e os corticosteroides, até o momento, não são recomendados. As evidências clínicas atuais não suportam a interrupção de inibidores da enzima4 de conversão da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina em pacientes com COVID-19.

A pandemia1 de COVID-19 representa a maior crise global de saúde5 pública dessa geração e, potencialmente, desde o surto de gripe6 pandêmica de 1918. A velocidade e o volume de ensaios clínicos7 lançados para investigar possíveis terapias para a COVID-19 destacam a necessidade e capacidade de produzir evidências de alta qualidade, mesmo no meio de uma pandemia1. Nenhuma terapia foi demonstrada eficaz até o momento.

Leia sobre "Cloroquina e coronavírus", "Ivermectina inibe replicação do SARS-CoV-2 in vitro" e "Tratamento da COVID-19 com plasma8 convalescente".

 

Fonte: JAMA, publicação em 13 de abril de 2020.

 

NEWS.MED.BR, 2020. Tratamentos farmacológicos para a doença do coronavírus 2019 (COVID-19) — uma revisão. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1365423/tratamentos-farmacologicos-para-a-doenca-do-coronavirus-2019-covid-19-uma-revisao.htm>. Acesso em: 2 jun. 2020.

Complementos

1 Pandemia: É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de uma nova doença na população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou quando o agente dissemina facilmente e sustentavelmente entre humanos. Epidemia global.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
7 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
8 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
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