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Capecitabina pode levar à perda temporária da impressão digital

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Estudo de coorte1 realizado por médicos holandeses, com publicação online pelo JAMA Oncology, avaliou se a perda da impressão digital é um efeito adverso inesperado e frequente do tratamento com a capecitabina.

Tratamentos anticancerígenos são frequentemente acompanhados de efeitos adversos cutâneos. O tratamento com a capecitabina induz à síndrome2 mão3-pé em aproximadamente 50% a 60% dos pacientes, enquanto a reação cutânea4 mão3-pé foi relatada em 19% a 34% dos pacientes tratados com os inibidores da tirosina5 quinase (TKI), sunitinibe ou tosilato de sorafenibe. Em última instância, acredita-se que estes eventos adversos cutâneos resultem na perda de impressões digitais, os quais têm sido descritos anedoticamente pelos doentes tratados com capecitabina, mas podem causar problemas sérios de identificação.

Neste estudo foi avaliada a associação da síndrome2 mão3-pé e da reação cutânea4 mão3-pé com a qualidade da impressão digital dos pacientes. Foi observado que a perda da impressão digital é temporária, com retorno dentro de 2 a 4 semanas após a cessação do tratamento. No entanto, os médicos devem estar cientes dessa possível consequência do tratamento com capecitabina e os doentes tratados com esta medicação precisam ser informados sobre este efeito colateral6 no início do seu tratamento.

Leia mais sobre como evitar o câncer7: "O que fazer para prevenir o câncer7?", "Prevenção do câncer7", "Limitar o consumo de álcool reduz o risco de câncer7" e "IARC identifica oito locais de câncer7 adicionais ligados ao excesso de peso e obesidade8".

 

Fonte: JAMA Oncology, publicação online, de 25 de agosto de 2016

 

NEWS.MED.BR, 2016. Capecitabina pode levar à perda temporária da impressão digital. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/1275163/capecitabina-pode-levar-a-perda-temporaria-da-impressao-digital.htm>. Acesso em: 14 out. 2019.

Complementos

1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
4 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
5 Tirosina: É um dos aminoácidos polares, sem carga elétrica, que compõem as proteínas, caracterizado pela cadeia lateral curta na qual está presente um anel aromático e um grupamento hidroxila.
6 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
7 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
8 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
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