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Melanomas no couro cabeludo e no pescoço são mais letais, com índice de sobrevivência em dez anos de 76% para os melanomas de couro cabeludo e de 89% para melanomas em outros locais do organismo

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Pessoas com melanoma1 no couro cabeludo ou no pescoço2 morrem em uma proporção duas vezes maior do que aquelas com melanoma1 em outras partes do corpo, segundo pesquisadores da University of North Carolina, em Chapel Hill. Os melanomas de braços, pernas, rosto e orelha3 têm os melhores prognósticos.

 

Foram analisadas 51.704 pessoas diagnosticadas com melanoma1 nos Estados Unidos entre 1992 e 2003. Os resultados mostraram uma taxa de sobrevivência4 de 83%, em cinco anos, para as pessoas com melanoma1 no couro cabeludo e no pescoço2, comparada a uma taxa de 92% para as pessoas com melanoma1 em outros locais do organismo. Em dez anos, o índice de sobrevivência4 foi de 76% para os melanomas de couro cabeludo e 89% para outros melanomas.

 

Os participantes do estudo apresentaram 43% de melanoma1 nos braços e pernas, 34% no tronco, 12% na face5 e na orelha3, 6% no couro cabeludo e 4% em locais inespecíficos. Os 6% com melanoma1 no couro cabeludo explicam 10% das mortes por melanoma1.

 

Este tipo mais letal ocorre mais freqüentemente em homens (74% homens versus 54% mulheres), com idade próxima a 59 anos, enquanto os outros tipos ocorrem um pouco mais cedo – aos 55 anos. São também um pouco menores, com maior tendência a ulceração6 e a espalhar metástases7 para linfonodos8.

 

O melanoma1 pode causar metátases mesmo quando em tamanhos muito pequenos. Os melanomas de couro cabeludo e pescoço2 podem ter seu diagnóstico9 atrasado pois ficam recobertos pelos cabelos, dificultando sua visualização. Eles são mais agressivos que os demais, causando mais metástases7 para o cérebro10 do que os melanomas de braços, pernas ou tronco.

 

Estes resultados implicam em um maior cuidado com o diagnóstico9. Médicos devem examinar atentamente o couro cabeludo e o pescoço2 de seus pacientes durante as consultas de rotina, segundo recomendações dos pesquisadores divulgadas no jornal Archives of Dermatology.

 

O melanoma1 lidera as causas de morte por câncer11 de pele12, embora seja menos comum do que as outras formas de câncer11 de pele12. O primeiro sinal13 de um melanoma1 são mudanças no tamanho, forma ou aparência de uma pinta na pele12. Está relacionado à exposição solar em excesso, principalmente quando criança. Pessoas de pele12 clara e com história familiar de melanoma1 têm maior tendência ao seu desenvolvimento.

 

As estimativas da American Cancer11 Society são de que 8.400 pessoas morrerão de melanoma1 nos Estados Unidos este ano e cerca de 62.000 novos casos serão diagnosticados.

 

Fonte: UNC - Lineberger Comprehensive Cancer11 Center 

NEWS.MED.BR, 2008. Melanomas no couro cabeludo e no pescoço são mais letais, com índice de sobrevivência em dez anos de 76% para os melanomas de couro cabeludo e de 89% para melanomas em outros locais do organismo. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/16315/melanomas-no-couro-cabeludo-e-no-pescoco-sao-mais-letais-com-indice-de-sobrevivencia-em-dez-anos-de-76-para-os-melanomas-de-couro-cabeludo-e-de-89-para-melanomas-em-outros-locais-do-organismo.htm>. Acesso em: 20 out. 2020.

Complementos

1 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
2 Pescoço:
3 Orelha: Sistema auditivo e de equilíbrio do corpo. Consiste em três partes
4 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
5 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
6 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
7 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
8 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
11 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
12 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
13 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
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