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Rituximabe precocemente na miastenia gravis reduz risco de agravamento da doença e necessidade de terapias adicionais

quarta-feira, 28 de setembro de 2022
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Rituximabe precocemente na miastenia gravis reduz risco de agravamento da doença e necessidade de terapias adicionais

Uma única infusão de rituximabe está associada a maior probabilidade de manifestações mínimas da doença em 4 meses na miastenia gravis generalizada de início recente?

O rituximabe é uma opção de terceira linha para miastenia gravis (MG) generalizada refratária com base em evidências empíricas, mas seu efeito na doença de início recente é desconhecido.

O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Neurology, foi investigar a eficácia e segurança do rituximabe em comparação com placebo como um complemento ao tratamento padrão para MG.

Saiba mais sobre "Miastenia gravis - o que é" e "Doenças neuromusculares".

Este estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo ocorreu durante 48 semanas em 7 clínicas regionais na Suécia. Os principais critérios de inclusão foram: idade superior a 18 anos, início dos sintomas generalizados dentro de 12 meses ou menos e uma pontuação do Quantitative Miastenia Gravis (QMG) de 6 ou mais.

Os pacientes foram selecionados de 20 de outubro de 2016 a 2 de março de 2020. Os principais critérios de exclusão incluíram MG ocular pura, suspeita de timoma, timectomia prévia e imunossupressores não corticosteroides prévios ou altas doses de corticosteroides.

Os participantes foram randomizados 1:1 sem estratificação para uma única infusão intravenosa de 500 mg de rituximabe ou placebo correspondente.

O principal desfecho foi manifestações mínimas da doença em 16 semanas definidas como uma pontuação do QMG de 4 ou menos com prednisolona, 10 mg ou menos diariamente, e nenhum tratamento de resgate.

Dos 87 pacientes potencialmente elegíveis, 25 foram randomizados para rituximabe (média [DP] de idade, 67,4 [13,4] anos; 7 [28%] mulheres) e 22 para placebo (média [DP] de idade, 58 [18,6] anos; 7 [32%] mulheres).

Comparado ao placebo, uma proporção maior de pacientes com rituximabe atingiu o desfecho primário; 71% (17 de 24) no grupo rituximabe vs 29% (6 de 21) no grupo placebo (teste exato de Fisher P = 0,007; razão de probabilidade, 2,48 [IC 95%, 1,20-5,11]).

Os desfechos secundários, comparando as mudanças nas escalas Atividades da Vida Diária da Miastenia Gravis e Qualidade de Vida da Miastenia Gravis em 16 semanas com o QMG em 24 semanas não diferiram entre os grupos com censura para tratamento de resgate (análise por protocolo), mas foram a favor do tratamento ativo quando o tratamento de resgate foi levado em consideração pela imputação de pior classificação (análise post hoc).

Os tratamentos de resgate também foram mais frequentes no braço placebo (rituximabe: 1 [4%]; placebo, 8 [36%]). Um paciente no braço placebo teve um infarto do miocárdio com parada cardíaca e 1 paciente no braço ativo sofreu um evento cardíaco fatal.

O estudo concluiu que uma dose única de 500 mg de rituximabe foi associada com maior probabilidade de manifestações mínimas da miastenia gravis e menor necessidade de medicamentos de resgate em comparação com placebo.

Dessa forma, o tratamento com rituximabe pode ser considerado precocemente após o início da miastenia gravis generalizada para reduzir o risco de agravamento da doença e/ou necessidade de terapias adicionais.

Mais estudos são necessários para abordar a relação risco-benefício a longo prazo com este tratamento.

Leia também sobre "Doenças crônicas" e "Doenças autoimunes".

 

Fonte: JAMA Neurology, publicação em 19 de setembro de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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