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Exposições intrauterinas podem ter uma influência de longo prazo no risco de câncer de tireoide na prole

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
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Exposições intrauterinas podem ter uma influência de longo prazo no risco de câncer de tireoide na prole

O câncer de tireoide tende a ser diagnosticado em uma idade mais jovem (idade média 51 anos) em comparação com a maioria das outras doenças malignas (como câncer de mama [62 anos] ou câncer de pulmão [71 anos]).

Saiba mais sobre "Câncer da tireoide" e "Câncer de Cabeça e Pescoço".

A incidência de câncer de tireoide é maior em mulheres do que em homens diagnosticados a partir do início da adolescência. No entanto, foram identificadas poucas exposições ao risco no útero e no início da vida associadas ao aumento do risco de câncer de tireoide.

Neste estudo de caso-controle aninhado de base populacional, publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology, foram usados dados de registro de quatro países nórdicos para avaliar o risco de câncer de tireoide em filhos com relação ao histórico médico materno, complicações na gravidez e características do nascimento.

Pacientes com câncer de tireoide (casos) eram indivíduos nascidos e subsequentemente diagnosticados com primeiro câncer de tireoide primário de 1973 a 2013 na Dinamarca, de 1987 a 2014 na Finlândia, de 1967 a 2015 na Noruega ou de 1973 a 2014 na Suécia.

Cada caso foi pareado com até dez indivíduos sem câncer de tireoide (controles) com base no ano de nascimento, sexo, país e município de nascimento. Foram excluídos casos e controles pareados com diagnóstico prévio de qualquer câncer, exceto câncer de pele não melanoma, no momento do diagnóstico de câncer de tireoide. Casos e controles pareados deveriam residir no país de nascimento no momento do diagnóstico de câncer de tireoide. Modelos de regressão logística condicional foram usados ​​para calcular odds ratios (OR) com ICs de 95%.

Dos 2.437 casos, 1.967 (81,4%) tinham carcinomas papilíferos, 1.880 (77,1%) eram mulheres e 1.384 (56,7%) foram diagnosticados antes dos 30 anos (intervalo 0-48).

Maior peso ao nascer (OR por kg 1,14 [IC 95% 1,05–1,23]) e hipotireoidismo congênito (4,55 [1,58–13,08]); diabetes materno antes da gravidez (OR 1,69 [0,98–2,93]) e hemorragia pós-parto (OR 1,28 [1,06–1,55]); e (a partir de dados de registro na Dinamarca) hipotireoidismo (18,12 [10,52–31,20]), hipertireoidismo (11,91 [6,77–20,94]), bócio (67,36 [39,89–113,76]) e neoplasias benignas da tireoide (22,50 [6,93–73,06]) maternos foram associados a um risco aumentado de câncer de tireoide na prole.

Esse estudo mostrou que exposições intrauterinas, particularmente aquelas relacionadas a distúrbios maternos da tireoide, podem ter uma influência de longo prazo no risco de câncer de tireoide na prole.

Leia sobre "Neoplasias endócrinas múltiplas", "Nódulos tireoidianos", "Avaliação da tireoide" e "Hipotireoidismo: diagnóstico e tratamento".

 

Fonte: The Lancet Diabetes & Endocrinology, publicação em 18 de dezembro de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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