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Antagonista do receptor da prostaglandina D2: uma nova opção terapêutica para a asma eosinofílica?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016
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Antagonista do receptor da prostaglandina D2: uma nova opção terapêutica para a asma eosinofílica?

A asma afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, é uma causa importante de morbidade. Muitos pacientes conseguem controlar seus sintomas com as medicações usadas no tratamento padrão, mas muitos deles não obtêm sucesso e os sintomas persistem.

A asma é uma síndrome heterogênea abrangendo diferentes fenótipos clínicos e endotipos moleculares, dependentes da idade de início, presença de alergias, frequência das exacerbações, bem como da natureza da inflamação das vias aéreas subjacentes (asma eosinofílica vs asma não eosinofílica).

Saiba mais nos artigos sobre "Asma", "Asma brônquica", "Prevenção e tratamento da asma" e "Corticoides".

Embora os corticosteroides inalatórios (associados ou não a beta 2 agonistas de longa duração) sejam eficazes para pacientes com asma persistente em ensaios clínicos randomizados, a evidência no mundo real mostra que a asma não está bem controlada em muitos pacientes.

Neste estudo, cientistas da Universidade de Leicester, coordenados pelo professor Chris Brightling, avaliaram 60 pacientes com asma grave, que apesar de utilizarem corticoides inalatórios e serem acompanhados regularmente por especialistas, não tinham alívio dos sintomas da asma.

Metade do grupo recebeu Fevipiprant por três meses além de suas medicações habituais e a outra metade continuou a tomar suas medicações habituais juntamente com uma pílula de placebo. Os pacientes que receberam Fevipiprant apresentaram menos células sanguíneas inflamatórias no exame do escarro e nas vias respiratórias.

Até o momento, os resultados mostraram-se promissores, mas são necessários estudos de longo prazo e com maior número de pacientes para avaliar se a nova medicação será realmente efetiva na redução das crises de asma de pacientes gravemente enfermos.

 

Fonte: The Lancet Respiratory Medicine, publicação online, em 5 de agosto de 2016

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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