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Estudo revela: vacinas evitam 99% das mortes por doenças preveníveis por vacinação

quarta-feira, 14 de novembro de 2007
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 Estudo revela: vacinas evitam 99% das mortes por doenças preveníveis por vacinação

O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association de 14 de novembro de 2007, foi realizado para comparar a morbidade e a mortalidade antes e após a difusão da implementação das recomendações nacionais de vacinação para 13 doenças preveníveis por vacinação nos Estados Unidos.

Dados passados sobre vacinas recomendadas desde 1980 foram comparados a dados recentes de morbidade (2006) e mortalidade (2004) para difteria, coqueluche, tétano, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola (incluindo a síndrome da rubéola congênita), Haemophilus influenzae invasivo (Hib), hepatite B, hepatite A, varicela, pneumococo e varíola.

Os resultados do estudo mostraram um declínio de mais de 92% dos casos e de mais de 99% das mortes relacionadas a doenças preveníveis por vacinação contra difteria, caxumba, coqueluche e tétano. A transmissão endêmica do poliovírus, vírus do sarampo e da rubéola foi eliminada nos Estados Unidos. A varíola foi erradicada mundialmente desde de 1979. As conclusões também mostraram redução de mais de 80% dos casos e das mortes para a maioria das doenças preveníveis por vacinação incluindo hepatite A, hepatite B, Hib e varicela. A diminuição das mortes e dos casos causados por pneumococo invasivo foi de 34% e 25%, respectivamente.

Para se ter uma idéia do impacto da vacinação nos Estados Unidos, entre 1936 e 1945, mais de 21 mil pessoas foram infectadas pelo bacilo da difteria e 1.800 morreram, em média, a cada um desses anos. Não houve casos ou mortes por difteria registrados em 2006. Entre 1953 e 1962, mais de 500 mil pessoas tiveram sarampo a cada ano e 440 morreram. Em 2006 foram registrados 55 casos de sarampo.

Alguns pais mostram-se temerosos sobre a segurança das vacinas e em alguns grupos comunitários eles se recusaram a aplicar vacinas em seus filhos. Os pesquisadores dizem que esta atitude coloca em risco tanto aqueles que não recebem a vacina, quanto aqueles que entram em contato com essas pessoas.

O presente estudo não incluiu a vacinação para influenza (gripe), por ser uma vacina reformulada e administrada todos os anos.

Fonte: Journal of the American Medical Association

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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