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Frequência de ejaculação pode ser inversamente relacionada ao risco de câncer de próstata

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Pesquisadores da Harvard T.H. Chan School of Public Health e do Departamento de Medicina do Brigham and Women's Hospital and Harvard Medical School, ambos em Boston, relatam evidências que sugerem que a frequência de ejaculação1 pode ser inversamente relacionada ao risco de câncer2 de próstata3 (CP). Os resultados foram divulgados pelo periódico European Urology.

O estudo prospectivo4 de coorte5, com participantes do Health Professionals Follow-up Study, utilizou dados autorrelatados da frequência média de ejaculação1 mensal. O estudo incluiu 31.925 homens que responderam a perguntas sobre frequência de ejaculação1 em questionário distribuído em 1992 e foram acompanhados até 2010. A frequência média de ejaculação1 mensal foi avaliada em três momentos: idade de 20 a 29 anos, idade de 40 a 49 anos e no ano anterior à distribuição do questionário. Depois do controle de potenciais fatores de confusão, o risco de câncer2 de próstata3 foi 20% menor em homens que ejaculavam pelo menos 21 vezes por mês do que em homens que ejaculavam 4 a 7 vezes por mês. A redução do risco de 20% foi observada nas idades de 20 a 29 anos e 40 a 49 anos (tendência P<0,0001 para todos).

Durante o período do estudo, 3839 homens foram diagnosticados com câncer2 de próstata3 incidente6, 384 casos dos quais foram letais.

Nas idades de 40 a 49 anos, 38% dos homens relataram 8 a 12 ejaculações por mês; apenas 8,8% relataram pelo menos 21 ejaculações por mês.

Não houve associação entre a frequência de ejaculação1 e o risco para a doença de alto grau, grau avançado ou doença letal.

Estes resultados são uma atualização do último grande relatório do Health Professionals Follow-up Study, que foi publicado há mais de 10 anos no The Journal of the American Medical Association (JAMA abril de 2004). Naquela época, os investigadores concluíram que “a alta frequência de ejaculação1 poderia, eventualmente, ser associada a um menor risco de câncer2 de próstata”. Muitos outros estudos também comunicaram que a maior frequência de ejaculação1 pode estar relacionada ao menor risco de câncer2 da próstata3

Estes novos dados são importantes, pois agora se trata de um estudo prospectivo4 e de longo prazo, enquanto a maioria dos outros estudos era de estudos retrospectivos. Além disso, têm-se uma maior coorte5, com informações específicas sobre a ejaculação1.

As conclusões fornecem evidências adicionais de um papel benéfico da ejaculação1 mais frequente ao longo da vida adulta na etiologia7 do câncer2 de próstata3, principalmente para a doença de baixo risco.

 

Fonte: European Urology, de março de 2016

NEWS.MED.BR, 2016. Frequência de ejaculação pode ser inversamente relacionada ao risco de câncer de próstata. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/826759/frequencia-de-ejaculacao-pode-ser-inversamente-relacionada-ao-risco-de-cancer-de-prostata.htm>. Acesso em: 18 set. 2019.

Complementos

1 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
4 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
5 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
6 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
7 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
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