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Aspirina e sinvastatina não oferecem benefício para a hipertensão arterial pulmonar, diz artigo apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society

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Embora habitualmente usadas para tratar doenças cardíacas, a aspirina e a sinvastatina não mostraram benefícios na hipertensão arterial1 pulmonar (HAP), uma doença progressiva caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea em artérias2 pulmonares, de acordo com uma nova pesquisa apresentada na conferência internacional da American Thoracic Society, que aconteceu esta semana em Denver, Colorado.

Em estudo financiado pelo U.S. National Institutes of Health, pesquisadores dividiram 65 pacientes em quatro grupos: um recebendo aspirina, outro usando sinvastatina, um grupo tomando ambas as medicações e o último usando placebo3.

Surpreendentemente os resultados indicaram que a aspirina e a sinvastatina não mostraram evidências de benefícios clínicos na população estudada, segundo Dr. Steven Kawut, coordenador do estudo e professor de epidemiologia na University of Pennsylvania School of Medicine.

Após receberem as medicações por 6 meses, os pacientes foram avaliados para verificar o quão longe poderiam caminhar em 6 minutos. A distância tendeu a ser menor no grupo que recebeu sinvastatina. Não houve diferenças naqueles que usaram aspirina ou placebo3. Estes achados não suportam a rotina de tratamento atual com estas medicações em pacientes com hipertensão arterial1 pulmonar.

A HAP é uma doença grave, rara e incurável. Ela causa dificuldades respiratórias progressivas, fadiga4 e vertigens5. Pode estar ligada à insuficiência cardíaca6 e morte.

Os autores concluem que a aspirina e a sinvastatina devem continuar a serem usadas para as indicações clínicas habituais em pacientes com HAP, mas não devem ser administradas para tratar especificamente a hipertensão arterial1 pulmonar.

É importante lembrar que pesquisas apresentadas em conferências mostram resultados preliminares que precisam ser avaliados em publicações sujeitas à apreciação prévia de avaliadores capacitados.

Fonte: International Conference of American Thoracic Society, 13 a 18 de maio de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. Aspirina e sinvastatina não oferecem benefício para a hipertensão arterial pulmonar, diz artigo apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/183015/aspirina-e-sinvastatina-nao-oferecem-beneficio-para-a-hipertensao-arterial-pulmonar-diz-artigo-apresentado-na-conferencia-internacional-da-american-thoracic-society.htm>. Acesso em: 22 out. 2019.

Complementos

1 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
2 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
5 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
6 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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