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Vacina contra febre amarela protege camundongos contra infecção pelo Vírus Zika, publicação de pesquisadores da UFRJ e da Fundação Oswaldo Cruz

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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Oswaldo Cruz publicaram online um trabalho em que mostram que a vacina1 contra a febre amarela2 protege camundongos do vírus3 Zika.

O vírus3 Zika (ZIKV) surgiu como um importante agente de doenças infecciosas no Brasil em 2016. A infecção4 geralmente leva a sintomas5 leves, mas distúrbios neurológicos congênitos6 graves e síndrome7 de Guillain-Barré foram relatados após a exposição ao vírus3. O desenvolvimento de uma vacina1 eficaz contra o ZIKV é uma prioridade de saúde8 pública, incentivando os estudos pré-clínicos e clínicos de diferentes estratégias vacinais.

Saiba mais sobre "Zika vírus3", "Síndrome7 congênita9 do Zika" e "Síndrome7 de Guillain-Barré".

Neste trabalho, pesquisadores brasileiros descreveram o efeito protetor de uma vacina1 atenuada contra a febre amarela2 já licenciada (17DD) em camundongos geneticamente modificados para desativar o receptor de interferon do tipo I (A129) e camundongos imunocompetentes (BALB/c) infectados com ZIKV.

A vacinação contra o vírus3 da febre amarela2 resulta em proteção robusta contra o ZIKV, com diminuição da mortalidade10 nos camundongos A129, redução da carga viral cerebral em todos os camundongos e prevenção da perda de peso nos camundongos BALB/c. Apesar da limitação da vacina1 contra a febre amarela2 (17DD) para elicitar a produção de anticorpos11 e a atividade neutralizante contra o ZIKV, os estudiosos descobriram que a imunização12 contra a febre amarela2 evitou o desenvolvimento de comprometimento neurológico induzido pela inoculação13 do vírus3 intracerebral em adultos.

Embora tenham utilizado duas doses de vacina1 no presente protocolo, uma dose única foi protetora, reduzindo a carga viral cerebral. Diferentes modelos de vacina1 contra zika vírus3 foram testados, no entanto, este trabalho mostra que uma vacina1 eficiente e certificada, já disponível para uso há várias décadas, protege efetivamente camundongos contra a infecção4 pelo zika vírus3.

Esses achados abrem a possibilidade de usar uma vacina1 disponível e barata para uma imunização12 em larga escala no caso de um surto causado pelo vírus3 Zika.

Leia sobre "Febre amarela2", "Perguntas e respostas sobre a vacina1 contra febre amarela2" e "O zika vírus3, a microcefalia14 e a síndrome7 de Guillain-Barré".

 

Fonte: BioRxIV, publicação online em 25 de março de 2019.

 

NEWS.MED.BR, 2019. Vacina contra febre amarela protege camundongos contra infecção pelo Vírus Zika, publicação de pesquisadores da UFRJ e da Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1336013/vacina-contra-febre-amarela-protege-camundongos-contra-infeccao-pelo-virus-zika-publicacao-de-pesquisadores-da-ufrj-e-da-fundacao-oswaldo-cruz.htm>. Acesso em: 18 nov. 2019.

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Congênitos: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
7 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
8 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
9 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
10 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
11 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
12 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
13 Inoculação: Ato ou efeito de inocular (-se); deixar entrar. Em medicina, significa introduzir (o agente de uma doença) em (organismo), com finalidade preventiva, curativa ou experimental.
14 Microcefalia: Pequenez anormal da cabeça, geralmente associada à deficiência mental.
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