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Musicoterapia pode ser usada com sucesso no tratamento da depressão em apoio à psicoterapia

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Um artigo, publicado no periódico The Arts in Psychotherapy, testando os efeitos da música na depressão e comparando-os com os efeitos da psicoterapia, mostrou que a musicoterapia reduziu mais os sintomas1 depressivos na depressão leve e moderada e que ela pode ser usada juntamente com o apoio psicológico no tratamento desta patologia2.

Este artigo relata um estudo testando os efeitos da música na depressão e comparando-os com os efeitos da psicoterapia. Existem basicamente três tratamentos convencionais para a depressão: psicoterapia, tratamentos farmacêuticos e eletroconvulsoterapia. Como o tratamento convencional tem provado ser de pouco sucesso, novos meios de tratamento devem ser encontrados para melhorar os sintomas1 depressivos quando usados em conjunto com outras terapias.

Um ensaio clínico randomizado3 e controlado foi realizado com uma amostra de 79 pacientes, com idades entre 25 e 60 anos, com depressão de baixo e médio graus. A Escala de Depressão de Zung foi utilizada para fins de seleção. Os pacientes foram aleatoriamente designados para o grupo de musicoterapia (música clássica e barroca) (n=41) ou para o grupo de psicoterapia baseado na terapia cognitivo4-comportamental (n=38).

A musicoterapia foi aplicada durante 50 minutos por dia, todos os dias, durante oito semanas. No final do período de acompanhamento, o grupo da musicoterapia teve menos sintomas1 depressivos do que o grupo da psicoterapia e isso foi estatisticamente significativo com o teste de Friedman. Os pesquisadores propuseram aos pacientes com depressão de baixo e médio graus que usem a música para melhorar os efeitos do apoio psicológico que recebem.

Veja também:
"Depressão maior ou transtorno depressivo reativo?"
"O que você deve saber sobre antidepressivos"
"Antidepressivos: eles estão sendo usados em excesso?"
"Terapia cognitivo4 comportamental"
"Saiba mais sobre as psicoterapias"

 

Fonte: The Arts in Psychotherapy, volume 37, número 5, novembro de 2010

 

NEWS.MED.BR, 2018. Musicoterapia pode ser usada com sucesso no tratamento da depressão em apoio à psicoterapia. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1330408/musicoterapia-pode-ser-usada-com-sucesso-no-tratamento-da-depressao-em-apoio-a-psicoterapia.htm>. Acesso em: 20 jan. 2019.

Complementos

1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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