Gostou do artigo? Compartilhe!

Novo protocolo do UK Chief Medical Officers sobre como manter baixo o risco do consumo de bebidas alcoólicas

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia

O Chief Medical Officers' (CMOs), do Reino Unido, fez uma revisão sistemática das evidências disponíveis sobre riscos e benefícios da ingestão de bebidas alcoólicas para permitir que as pessoas entendam os riscos que o álcool pode representar para sua saúde1 e possam fazer escolhas informadas sobre a ingestão de álcool.

1. Algumas pessoas não bebem, mas, para muitos, o álcool faz parte de suas vidas sociais. Como acontece com a maioria das atividades, isso traz um certo risco. Com isso em mente, essas diretrizes foram desenvolvidas para permitir que as pessoas façam escolhas informadas sobre a ingestão de álcool. A intenção é ajudar as pessoas a entender os riscos que o álcool pode representar para sua saúde1 e a tomar decisões sobre o seu consumo à luz desses riscos, mas não prevenir aqueles que querem beber álcool de fazer isto.

2. A pedido do UK Chief Medical Officers' (CMOs), três grupos de especialistas independentes reuniram-se entre 2013 e 2016 para considerar as evidências sobre os efeitos do álcool sobre a saúde1 e se isso poderia constituir a base de novos conselhos para o público. O relatório, os principais documentos e uma lista dos indivíduos envolvidos estão disponíveis em: https://www.gov.uk/government/consultations/health-risks-from-alcohol-new-guidelines.

3. Durante três anos e meio, o grupo de especialistas:

  • Revisou completamente a evidência internacional de mais de 40 revisões sistemáticas e meta-análises, incluindo os publicados recentemente.
  • Examinou as evidências revisadas pelo Committee on Carcinogenicity sobre os efeitos do álcool em uma variedade de cânceres.
  • Consultou especialistas nacionais e internacionais sobre a epidemiologia relevante e ciência comportamental.
  • Encomendou novas pesquisas de mercado sobre a resposta pública às diretrizes e como as mensagens poderiam ser melhor comunicadas através do Public Health England (PHE).
  • Encomendou nova modelagem do impacto sobre morbidade2 e mortalidade3, com base nos dados populacionais do Reino Unido.

4. Ao formular suas recomendações ao CMOs do Reino Unido, o grupo de especialistas levou em consideração evidências de riscos e benefícios, incluindo a evidência internacional mais atualizada e evidências específicas do Reino Unido.

5. O CMOs britânico considerou e aceitou os pareceres do grupo de peritos e concordaram em três recomendações principais:

  • Uma orientação semanal sobre o consumo regular de álcool.
  • Conselhos sobre consumo excessivo de bebidas alcoólicas em uma só ocasião.
  • Uma orientação sobre gravidez4 e consumo de álcool.

6. As novas orientações entraram em vigor a partir de 8 de janeiro de 2016 e, ao mesmo tempo, o Departamento de Saúde1 do Reino Unido lançou uma consulta sobre a redação e a expressão das diretrizes até 1º de abril de 2016.

7. O foco da consulta foi buscar visões sobre a clareza, expressão e usabilidade das diretrizes para representantes do público, em vez de pedir opiniões sobre o conhecimento científico das avaliações das evidências que foram realizadas desde 2013. Durante o período da consulta, o Public Health England (PHE) também realizou pesquisas de mercado adicionais com o público sobre como as diretrizes foram entendidas e sobre seu tom e linguagem.

8. As diretrizes do UK CMOs' e o relatório do Guidelines Development Group Report foram desenvolvidos sob os seguintes princípios:

  • As pessoas têm direito a informações precisas e conselhos claros sobre o álcool e seus riscos para a saúde1. Consequentemente, as diretrizes foram desenvolvidas para que os conhecidos riscos para a saúde1 de diferentes níveis e padrões de consumo de álcool, particularmente para pessoas que desejam saber como fazer para manter baixos os riscos para a saúde1 a longo prazo do consumo regular de álcool, sejam precisos e expressos de forma compreensível.
  • O governo tem a responsabilidade de garantir que esta informação seja fornecida para o público de forma clara e aberta, para que as pessoas possam fazer escolhas informadas. Cabe aos indivíduos que façam seus próprios julgamentos quanto aos riscos que estão dispostos a aceitar quando bebem álcool, se bebem álcool, quanto bebem e com qual frequência bebem. Essas diretrizes devem ajudar as pessoas a fazer essas escolhas.

9. As diretrizes do consumo de álcool de baixo risco são baseadas em riscos médios. Os indivíduos também devem levar em conta outros fatores individuais que poderiam potencialmente aumentar seus riscos pessoais de beber regularmente ou beber em momentos específicos. Isso pode incluir levar em consideração quaisquer efeitos negativos experimentados anteriormente pela ingestão de álcool, a possível interação do álcool com qualquer medicamento que esteja sendo usado naquele momento, se eles têm algum outro tipo de problema de saúde1 físico ou mental que possa ser agravado ao beber ou outros fatores que possam ser relevantes como baixo peso corporal ou preocupações com riscos de quedas.

10. Também haverá situações em que os indivíduos vão querer evitar os efeitos agudos limitantes de desempenho gerados pelo álcool, como quando planejam dirigir, operar máquinas ou participar de atividades de risco.

 

Orientação de consumo semanal

Isso se aplica a adultos que bebem regularmente ou com frequência, ou seja, na maioria das semanas.

A diretriz do UK Chief Medical Officers' para tanto homens quanto mulheres é a seguinte:

  • Para manter os riscos do álcool para a saúde1 em um nível baixo, é mais seguro não beber mais do que 14 unidades por semana regularmente.
  • Se você beber regularmente até 14 unidades por semana, é melhor dividir o consumo de bebida alcoólica uniformemente em 3 ou mais dias. Se você tem um ou dois dias de consumo mais pesado por semana, você aumenta seus riscos de morte por doença crônica e de sofrer acidentes e lesões5.
  • O risco de desenvolver uma série de problemas de saúde1 (incluindo cânceres de boca6, garganta7 e mama8) aumenta quanto mais você bebe regularmente.
  • Se você deseja reduzir a quantidade que bebe, uma boa maneira para ajudar a alcançar sua meta é ter vários dias sem consumir bebida alcoólica ("drink-free days") por semana.
Consumo de álcool de baixo risco

 

11. Os especialistas consideraram as evidências de todo o mundo sobre os efeitos do álcool sobre a saúde1 e a duração da vida. Esta evidência incluiu uma grande quantidade de estudos e abrangeu uma ampla gama de problemas de saúde1 (incluindo acidentes, lesões5, cânceres, doenças cardíacas e expectativa de vida9).

12. O grupo de especialistas considerou não apenas o risco de morte precoce por beber regularmente mas também o risco de sofrer de doenças crônicas relacionadas ao álcool e câncer10. O grupo também verificou suas conclusões em muitas condições com diferentes perfis de risco e levaram em conta todos esses fatores em seus conselhos.

13. As pessoas variam em como elas metabolizam ou reagem ao álcool, pessoas de diferentes idades e tamanhos podem ser afetadas de forma diferente ao beber quantidades semelhantes de álcool. Mesmo assim, a orientação do novo protocolo sobre beber regularmente fornece conselhos que a maioria da população pode usar para manter seus riscos de saúde1 a longo prazo mais baixos.

14. O grupo de especialistas recomendou uma orientação semanal de álcool, em vez de uma recomendação diária, porque a maioria das pessoas não bebe todos os dias.

15. A mais recente evidência (disponível desde a publicação das diretrizes anteriores em 1995) sugere:

  • Que os benefícios líquidos de pequenas quantidades de álcool são menores do que se pensava anteriormente (com incertezas substanciais em relação ao nível de proteção) e são significativos em apenas uma parte limitada da população. Tais como mulheres com mais de 55 anos, para quem o benefício máximo é obtido ao beber cerca de 5 unidades por semana, com alguns efeitos benéficos com o consumo de até cerca de 14 unidades por semana.
  • Que beber álcool aumenta o risco de desenvolver uma variedade de cânceres. O Committee on Carcinogenicity recentemente concluiu que "beber álcool aumenta o risco de contrair câncer10 de boca6, garganta7, cordas vocais11, esôfago12, intestino grosso13, fígado14, câncer10 de mama8 em mulheres e provavelmente também câncer10 de pâncreas15". Estes riscos começam com a ingestão de qualquer nível de consumo regular de álcool e depois aumentam com a quantidade de álcool ingerida. Isso não foi totalmente compreendido quando as últimas diretrizes foram elaboradas em 1995.

16. A pesquisa mais recente também indica que, ao beber dentro das diretrizes de baixo risco, os níveis globais de risco são amplamente semelhantes para homens e mulheres. Embora os riscos dos danos imediatos, como morte por acidente, são maiores para os homens, danos a longo prazo causados por doenças são maiores para as mulheres.

17. Os prejuízos à saúde1 do consumo regular de álcool podem se desenvolver ao longo de muitos anos. Estes decorrem do risco repetido de danos agudos (por exemplo, acidentes relacionados ao álcool) ou de doenças a longo prazo causadas pelo álcool, que podem demorar de dez a vinte anos para se desenvolverem. Estas doenças, incluindo vários tipos de câncer10, acidentes vasculares16 cerebrais, doença cardíaca, doença hepática17 e danos ao cérebro18 e ao sistema nervoso19, podem se desenvolver mesmo que a pessoa beba durante anos sem nenhum dano aparente.

18. Este conselho sobre beber regularmente baseia-se na evidência de que, se as pessoas bebem no limite ou acima do nível de baixo risco recomendado, de modo geral qualquer efeito protetor do álcool em mortes é cancelado e o risco de morrer de uma condição relacionada ao álcool seria esperado em pelo menos 1% ao longo da vida. Este nível de risco é comparável àqueles representados por outras atividades cotidianas que as pessoas entendem não ser completamente seguras, mas ainda assim decidem fazê-las.

19. O grupo de especialistas acredita que uma orientação semanal sobre beber regularmente requer uma recomendação adicional sobre a necessidade de evitar o consumo excessivo de álcool. Há provas claras que o consumo intenso, mesmo em um pequeno número de dias, aumenta os riscos para a saúde1. Consequentemente, eles recomendaram que as pessoas que bebem até 14 unidades por semana regularmente devem dividir o consumo uniformemente durante 3 ou mais dias da semana.

20. O grupo de especialistas também deixa claro que existem várias doenças graves, incluindo certos tipos de câncer10, que podem ocorrer mesmo quando as pessoas bebem dentro da orientação semanal. Enquanto eles julgam os riscos serem baixos, isso significa que não há nenhum nível de consumo regular de bebida alcoólica que possa ser considerado como completamente seguro em relação a alguns tipos de câncer10. As pessoas podem reduzir esses riscos bebendo menos do que as diretrizes ou não bebendo nada.

21. Há evidências de que ter alguns dias livres de álcool por semana pode ajudar as pessoas que desejam beber menos. As pessoas que têm dificuldade em reduzir o consumo de álcool também podem consultar seu médico sobre serviços de suporte local. Para pessoas que bebem muito, que provavelmente experimentarão a síndrome20 de abstinência ao álcool, é aconselhável procurar conselho médico antes de parar de beber.

 

Episódios de consumo de bebida alcoólica em uma ocasião única

Isso se aplica a beber em uma única ocasião (e não beber regularmente, o que é coberto pela orientação semanal).

O UK Chief Medical Officers' aconselha homens e mulheres que ingerem grandes quantidades de bebida alcoólica em uma única ocasião e que desejam manter baixos os riscos a longo prazo para a saúde1 da ingestão de bebidas alcoólicas a:

  • Limitar a quantidade total de álcool ingerida em uma ocasião esporádica.
  • Beber mais devagar, juntamente com a ingestão de comida e alternando com água.
  • Planejar antecipadamente para evitar problemas, certificando-se de que pode chegar em casa com segurança ou que esteja acompanhado de pessoas em quem confia e que não irão beber.

O tipo de coisa que mais provavelmente acontece se você não entende e não julga corretamente os riscos de beber demais em uma única ocasião pode incluir:

  • Acidentes que resultam em ferimentos graves, causando morte em alguns casos.
  • Julgamento errado das situações de risco a que a pessoa está exposta nesta condição.
  • Perda do autocontrole (por exemplo, engajando na prática de sexo desprotegido).

Alguns grupos de pessoas são mais propensos a serem afetados pelo álcool e devem ser mais cuidadosos com seu nível de bebida em qualquer ocasião, por exemplo, aqueles que já têm algum risco de sofrer quedas, aqueles que usam medicamentos que podem interagir com o álcool ou aqueles nos quais o álcool pode exacerbar problemas pré-existentes de saúde1 física e mental.

Se você é um bebedor regular semanal e deseja manter baixos os seus riscos para a saúde1, a curto e longo prazos, o conselho acima também é relevante para você.

 

22. Este conselho para qualquer consumo de álcool em ocasião única é baseado em evidências que claramente mostraram aumento substancial do risco de danos a curto prazo (acidentes, ferimentos e até mortes) enfrentado por pessoas que bebem altos níveis de álcool em um único dia.

23. Os riscos de "curto prazo" são os riscos imediatos de danos, ferimentos e acidentes (às vezes fatais) ligados a beber uma grande quantidade de álcool em uma ocasião, o que muitas vezes leva à embriaguez, e incluem:

  • traumatismos cranianos
  • fraturas
  • lesões5 faciais
  • cicatrizes21 e
  • envenenamento por álcool.

24. Para uma pessoa que tenha consumido recentemente de 5 a 7 unidades de bebidas alcoólicas, em um período de 3 a 6 horas, os riscos de lesões5 mostraram um aumento de duas e cinco vezes.

25. Os conselhos dos especialistas incluem diversas maneiras pelas quais as pessoas podem manter seus riscos baixos. Isso inclui limitar quanto e quão rápido você bebe e também ações que reduzem o risco de lesões5 e acidentes graves.

26. O grupo de especialistas considerou que era importante tornar a escala deste risco clara para o público. No entanto, ao contrário da orientação sobre ingestão regular de álcool, eles não aconselharam sobre um número de unidades para beber em uma única ocasião. Houve uma série de razões para isso, por exemplo:

  • As diferenças nos riscos de curto prazo enfrentados por diferentes pessoas que bebem a mesma quantidade podem ser amplas demais.
  • O risco real enfrentado por qualquer pessoa em particular também pode ser substancialmente alterado por vários fatores, incluindo o quão rápido eles bebem, seu conhecimento prévio sobre como o álcool tende a afetar suas habilidades e inibições, quão seguro é seu ambiente e quaisquer planos que eles fizeram antecipadamente para reduzir seus riscos (como permanecer perto de alguém em quem eles possam confiar e planejar o transporte seguro de retorno para casa).

 

Fonte: UK Chief Medical Officers'

 

NEWS.MED.BR, 2018. Novo protocolo do UK Chief Medical Officers sobre como manter baixo o risco do consumo de bebidas alcoólicas. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1314098/novo-protocolo-do-uk-chief-medical-officers-sobre-como-manter-baixo-o-risco-do-consumo-de-bebidas-alcoolicas.htm>. Acesso em: 16 jul. 2018.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
6 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
7 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
8 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
9 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Cordas Vocais: Pregas da membrana mucosa localizadas ao longo de cada parede da laringe extendendo-se desde o ângulo entre as lâminas da cartilagem tireóide até o processo vocal cartilagem aritenóide.
12 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
13 Intestino grosso: O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus. Ele tem um papel importante na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal), de alguns nutrientes e certas vitaminas. Mede cerca de 1,5 m de comprimento.
14 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
15 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
16 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
17 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
18 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
19 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
20 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
21 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
Gostou do artigo? Compartilhe!