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Science publica artigo sobre os benefícios e os riscos da nova vacina contra a dengue

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A primeira vacina1 aprovada contra a dengue2 já foi licenciada em seis países. Cientistas do Imperial College London, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e da University of Florida estudaram a nova vacina1 de vírus3 vivos atenuados e observaram que ela atua como uma primeira infecção4 natural e silenciosa ou aumenta a imunidade5 do hospedeiro.

Um modelo dinâmico de transmissão incorporando essa hipótese se encaixa bem nos dados de ensaios clínicos6 recentes e prevê que a eficácia da vacina1 depende fortemente do grupo de idade das pessoas vacinadas e da intensidade de transmissão local.

  • A vacinação em ambientes de baixa transmissão, pode aumentar a incidência7 de infecção4 mais grave, parecida com uma segunda infecção4 pelo vírus3 da dengue2, e, por isso, os números de pacientes hospitalizados por dengue2 pode aumentar.
  • A vacinação em ambientes de transmissão moderada, pode levar a impactos positivos no geral, mas aumentam os riscos de hospitalização por dengue2 para os indivíduos que são vacinados quando ainda são soronegativos.
  • Já em ambientes de alta transmissão, os benefícios da vacinação são para ambos, a população geral e os soronegativos.

Esta análise, publicada pela revista Science, pode ajudar em decisões políticas para avaliar esta e outras vacinas candidatas a prevenir a dengue2.

Mais informações sobre dengue2 em:

 

Fonte: Science, de 2 de setembro de 2016, volume 353, número 6303

 

NEWS.MED.BR, 2016. Science publica artigo sobre os benefícios e os riscos da nova vacina contra a dengue. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1275393/science-publica-artigo-sobre-os-beneficios-e-os-riscos-da-nova-vacina-contra-a-dengue.htm>. Acesso em: 20 fev. 2019.

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
6 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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